Agostinho Fernandes

Questionário de Proust | Lídia Brás Dias

Questionário de Proust | Lídia Brás Dias

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Lídia Dias nasceu em Vila Nova de Famalicão em 28 de novembro de 1975.

Licenciada em Educação de Infância pela Universidade do Minho e com uma Pós – Graduação em Supervisão e Pedagogia da Infância pela mesma Universidade. Exerceu funções de Educadora de Infância no Centro Social e Paroquial de S. Lázaro, em Braga, no ano letivo 1998-1999 e entre 1999 e 2014 no Colégio Dom Diogo de Sousa. Foi igualmente responsável pela coordenação pedagógica da Educação Pré-Escolar deste último estabelecimento de ensino entre 2006 e 2013.

Começou a sua atividade política autárquica como Secretária da Assembleia de Freguesia da Junta de Freguesia de Vila Nova de Famalicão durante os mandatos de 2005-2009 e 2009-2013, sendo também Deputada Municipal no mesmo período. No último mandato, foi Membro da Comissão Alargada da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Vila Nova de Famalicão.

Na Câmara Municipal de Braga, desde 2013, exerce as funções de Vereadora com os pelouros da Educação e da Cultura. Faz parte do Conselho de Administração do Teatro Circo e é Presidente do Grupo de trabalho de Cultura e Educação do Eixo Atlântico desde outubro de 2019.

 

1. Qual é para si o cúmulo da miséria moral?

Os agentes políticos que desempenham cargos públicos e que tarem a confiança do povo que os elegeu pondo em causa a estrutura social.

 

2. O seu ideal de felicidade terrestre?

Fazer o bem sem olhar a quem!

 

3. Que culpas, a seu ver, requerem mais indulgência?

Todas as culpas merecem perdão porque acredito no arrependimento e em segundas oportunidades.

 

4. E menos indulgência?

Quem não sabe aproveitar as segundas oportunidades.

 

5. Qual a sua personagem histórica favorita?

A argúcia de Deu La Deu Martins e a destreza de Brites de Almeida.

 

6. E as heroínas mais admiráveis da vida real?

O exemplo de vida da senhora minha mãe!

 

7. A sua heroína preferida na ficção?

A Mafalda pela sua capacidade reflexiva e argumentativa!

 

8. O seu pintor favorito?

Julien Opien, artista plástico inglês que traz a contemporaneidade dos nossos dias e nos aproxima do quotidiano.

 

9. O seu músico favorito?

O meu irmão José Francisco enquanto violoncelista que me permitiu durante muito tempo acordar ao som de escalas e estudos!

 

10. Que qualidade mais aprecia no homem?

A honestidade.

 

11. Que qualidade prefere na mulher?

A honestidade.

 

12. A sua ocupação favorita?

Mexer na terra. Plantar, semear. Jardinar!

 

13. Quem gostaria de ter sido?

Ninguém. Estou satisfeita comigo própria.

 

14. O principal atributo do seu carácter?

Perseverança.

 

15. Que mais apetece aos amigos?

Estar perto. Conversar ao redor de uma mesa!

 

16. O seu principal defeito?

Não ter força para corrigir os meus defeitos.

 

17. O seu sonho de felicidade?

Estar longe de protocolos e imposições.

 

18. Qual a maior das desgraças?

Não ter espaço para amar.

 

19. Que profissão, que não fosse a de escritor, gostaria de ter exercido?

Não consigo pensar em nada que gostaria de ter sido para além do que sou agora.

 

20. Que cor prefere?

O verde.

 

21. A flor que mais gosta?

As peónias de cor rosa!

 

22. O pássaro que lhe merece mais simpatia?

Tive um papagaio na minha infância, chamava-se Maria. Ela tiha uma paixão pela minha mãe. Era, portanto, um pássaro muito especial!

 

23. Os seus ficcionistas preferidos?

 

24. Poetas preferidos?

Sophia de Mello Breyner.

 

25. O seu herói?

O que me acompanha todos os dias.

 

26. Os seus heróis da vida real?

Aqueles que eu admiro.

 

27. As suas heroínas da história?

A Brites de Almeida.

 

28. Que mais detesta no homem?

A prepotência, o ser forte com os fracos.

 

29. Caracteres históricos que mais abomina?

Todos os que incitam maldade e morte.

 

30. Que facto, do ponto de vista guerreiro, mais admira?

O sangue frio a capacidade de arquitetar!

 

31. A reforma política que mais ambiciona no mundo?

Gostava de uma reforma mais próxima do evangelho, amar o próximo como a nós mesmos, com a certeza que o mundo seria melhor.

 

32. O dom natural que mais gostaria de possuir?

O dom de cantar… ópera!

 

33. Como desejaria morrer?

Com serenidade, sentimento de missão cumprida.

 

34. Estado presente do seu espírito?

Insatisfeito.

 

35. A sua divisa?

Amar e servir como me ensinaram.

 

36. Qual é o maior problema em aberto do concelho?

A mobilidade e o ambiente.

 

37. Qual a área de problemas que se podem considerar satisfatoriamente resolvidos no território municipal?

Cultura.

 

38. Que obra importante está ainda em falta entre nós?

Erradicar as desigualdades.

 

39. De que mais se orgulha no seu concelho?

As pessoas.

 

40. Qual é o livro mais importante do mundo para si?

Imagem: Sérgio Freitas / Município de Braga

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Categorias: Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Agostinho Fernandes

Agostinho Peixoto Fernandes nasceu em Joane, em 1942. Após a instrução primária, ingressou na austera Ordem do Carmo, em Viana do Castelo, tendo terminado a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Como professor do ensino Secundário ocupou, a partir de 1974, vários cargos de gestão em estabelecimentos de ensino. Entre 1980 e 1982 foi vereador da Cultura, pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal de Famalicão, sendo Presidente Antero Martins do PSD, onde alicerçou uma política inovadora nesta área. Promoveu os Encontros Municipais e de Formação Autárquica, fundou o Boletim Cultural. Dinamizou o movimento associativo local. Em 1983 foi eleito presidente da Câmara de Famalicão, cargo que ocupou até 2001. O seu trabalho de autarca a favor da educação, ensino e acção social (foi um dos primeiros autarcas do país a criar no seu concelho uma rede pública de infantários) foi reconhecido em 1993 pela UNICEF, que o declarou “Presidente da Câmara Amigo das Crianças”. Ao longo dos seus sucessivos mandatos – que se estenderam por um período de quase 20 anos – o concelho transfigurou-se. A ele se deve a implantação de importantes infra-estruturas como o Citeve, Matadouro Central, Universidade Lusíada, Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Biblioteca Municipal, Artave, Centro Coordenador de Transportes, Casa das Artes, Museu da Indústria Têxtil e piscinas municipais. Também tomou decisões polémicas, como a urbanização da parte dos terrenos de Sinçães, a instalação de grandes e médias superfícies comerciais à entrada da cidade e a demolição do Cine-Teatro Augusto Correia. Foi um dos fundadores da Associação de Municípios do Vale do Ave, tendo, neste âmbito, enfrentando a maior contestação popular dos seus mandatos com a construção da ETRSU de Riba de Ave. É sócio de inúmeras associações cívicas, culturais e de solidariedade social e foi mandatário concelhio de Mário Soares e Jorge Sampaio (1º mandato) nas suas campanhas à Presidência da República.

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