Encerramento de unidades de saúde em Esposende persiste no tempo

Saúde | PCP Esposende entende que ACES do Cávado III (esten)deu ‘uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma’

Saúde | PCP Esposende entende que ACES do Cávado III (esten)deu ‘uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma’

Pub

 

 

Após a reunião promovida por Benjamim Pereira, Presidente da Câmara Municipal de Esposende, anteontem, 9 de julho, com Fernando Ferreira, Presidente do Agrupamento de Centros de Saúde – Cávado III, o núcleo concelhio do Partido Comunista Português, reforça o seu descontentamento com a situação de não abertura dos Centros de Saúde de Forjães, Belinho e Apúlia. Sendo certo que se deu a reabertura de algumas unidades de saúde familiares no concelho após contestação pública que envolveu uma manifestação à entrada do Centro do Centro de Saúde de Esposende há cerca de um mês, o partido continua a não aceitar a indisponibilidade parcial deste serviço essencial às populações. “As razões que estão na base desta opção, no momento atual de saúde pública, são políticas e não se limitam ao nosso concelho”, considera o partido em nota emitida pela sua Comissão Concelhia.

Nada justifica encerramento de unidades de saúde

O PCP de Esposende salienta que os argumentos para que estas unidades continuem sem prestar o seu serviço às populações – falta de recursos que possam assegurar as condições de higienização aos espaços, falta de condições físicas dos Centros de Saúde atualmente ainda encerrados, resguardo de equipas e espaços ‘limpos’ aptos para substituir e entrar em funcionamento em caso de contaminação, e o resguardo de equipas e espaços ‘limpos’ aptos para substituir e entrar em funcionamento em caso de contaminação – não são suficientes. O primeiro, por não ser de hoje, o segundo porque as condições também se não verificam no Centro de Saúde de Esposende, e o terceiro porque entende já não se justificar neste momento.

PCP age ‘em defesa da saúde da população do concelho’

A Comissão Concelhia de Esposende do PCP lembra que tem atuado “com sentido de responsabilidade e em defesa da saúde da população do concelho”, nomeadamente quando promoveu um contacto com os Órgãos de Comunicação Social no passado dia 16 de junho. “Desde então muito se tem falado e escrito. Perguntamo-nos: se não fosse esta iniciativa do PCP local o que estaria a acontecer? Somos acusados de ‘politizar’ a situação. Sim, a nossa intervenção é política e contra as políticas que pretendem ‘arrumar’ com o SNS”.

Atuação local segue atuação nacional

O PCP apresentou, na Assembleia da República, a 29 de maio, um Plano de emergência para o Serviço Nacional de Saúde, sob a forma de Projeto de lei, onde, entre outras medidas apresentadas, propõe o reforço das transferências OE para o SNS e fim da aplicação da lei dos compromissos na saúde, a recuperação até ao fim de 2020 todos os atos que ficaram em suspenso ou foram adiados e o reforço dos recursos humanos do SNS.

Críticas cerradas aos presidentes das freguesias e ao PSD e PS

“O que o PCP defende na Assembleia da República, defende em todas as instâncias. Na última Assembleia Municipal o PCP apresentou uma Moção em defesa da reabertura de todos os centros de Saúde. Esta moção foi chumbada pelo PSD, pelo PS e por todos os presidentes das Uniões de Freguesia e Juntas de Freguesia. Assume particular significado o voto contra do Presidente da União de Freguesias de Apúlia Fão, do Presidente da União de Freguesias de Mar Belinho e do Presidente da Junta de Forjães, freguesias onde se localizam os centros de saúde que estão encerrados. O mesmo se diga do Presidente da Junta de Antas, cuja população depende do centro de saúde de Forjães.

Bem pode o PSD e o PS, bem como os Presidentes de União de Freguesia e das Juntas de Freguesia mencionadas, virem agora afirmar que defendem as populações, quando, num órgão com a importância e peso institucional que possui, como é a Assembleia Municipal, votaram contra a moção do PCP e, por esta via, contra os interesses das populações. Esta é a realidade nua e crua que nada nem ninguém pode apagar. Sim, foi o PCP o único Partido Político que trouxe para a ‘ordem do dia’ a discussão. Não fosse o PCP, esta matéria passava completamente despercebida.

‘A conquista de direitos sempre resultou da luta e da ação firme e organizada das pessoas’

Claro que, agora, correndo atrás de prejuízo, o PSD e o PS, vêm para a praça pública, com comunicados, discutir o acessório, discutir o que não interessa para as populações do nosso concelho, como, por exemplo, saber quem fala verdade ou mente sobre o conhecimento que o Presidente da Câmara possuía acerca  da reabertura ou não dos centros de saúde no dia 29 de junho, como abundantemente a própria Câmara havia anunciado.

O PCP estará atento e prosseguirá com as lutas necessárias para defender o interesse das populações, porque quem luta pode perder ou ganhar, mas quem não luta, seguramente, perde sempre. Os direitos e conquistas das populações nunca se alcançaram com atos de hipocrisia política, com discussões do acessório, para esconder o essencial, pelo contrário, a conquista de direitos sempre resultou da luta e da ação firme e organizada das pessoas.  O PCP reafirma o compromisso de lutar, com as populações, em defesa de um direito fundamental, o direito à saúde e à prestação de cuidados de saúde de qualidade.

O Povo de Esposende pode continuar a contar com a ação e luta do PCP em defesa da reabertura das Unidades Locais de Saúde”, conclui a Comissão Concelhia esposendense.

 

**

*

Se chegou até aqui é porque provavelmente aprecia o trabalho que estamos a desenvolver; e não pagou por isso.

Vila Nova é cidadania e serviço público: diário digital generalista de âmbito regional, independente e pluralé gratuito para os leitores. Acreditamos que a informação de qualidade, que ajuda a pensar e a decidir, é um direito de todos numa sociedade que se pretende democrática.

Como deve calcular, a Vila Nova praticamente não tem receitas publicitárias. Mais importante do que isso, não tem o apoio nem depende de nenhum grupo económico ou político.

Conte connosco.

Você sabe que pode contar. Estamos por isso a pedir aos leitores como você, que têm disponibilidade para o fazer, um pequeno contributo.

A Vila Nova tem custos de funcionamento, entre eles, ainda que de forma não exclusiva, a manutenção e renovação de equipamento, despesas de representação, transportes e telecomunicações, alojamento de páginas na rede, taxas específicas da atividade.

Para lá disso, a Vila Nova pretende produzir e distribuir cada vez mais e melhor informação, com independência e com a diversidade de opiniões própria de uma sociedade aberta e plural.

Se considera válido o trabalho realizado, não deixe de efetuar o seu simbólico contributo – a partir de 1,00 euro – sob a forma de donativo através de netbanking ou multibanco. Se é uma empresa ou instituição, poderá receber publicidade como forma de retribuição.

Se quiser fazer uma assinatura com a periodicidade que entender adequada, programe as suas contribuições. Estabeleça esse compromisso connosco.

Contamos consigo.

*

NiB: 0065 0922 00017890002 91

IBAN: PT 50 0065 0922 00017890002 91

BIC/SWIFT: BESZ PT PL

Obs: Envie-nos o comprovativo da transferência e o seu número de contribuinte caso pretenda receber o comprovativo de pagamento, para efeitos fiscais.

*

Pub

Categorias: Política

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Escreva um comentário

Apenas utilizadores registados podem comentar.