Agostinho Fernandes

Questionário de Proust | Monsenhor Joaquim Fernandes

Questionário de Proust | Monsenhor Joaquim Fernandes

Pub

 

 

Monsenhor Joaquim Fernandes nasceu a 6 de Setembro de 1916. É personalidade incontornável de Vila Nova de Famalicão, tendo nascido na freguesia de Mouquim, onde também reside.

Conhecido pela devoção à terra onde nasceu, estabeleceu sempre com ela uma relação de grande proximidade e pertença.

Serviu durante largos anos o Arciprestado famalicense como pároco de Santo Adrião e também como Arcipreste.

 

 

 

1. Qual é para si o cúmulo da miséria moral?

Não respeitar a lei de Deus e dos Homens.

 

2. O seu ideal de felicidade terrestre?

Respeitar e ser respeitado dignamente.

 

3. Que culpas, a seu ver, requerem mais indulgência?

A ignorância e a ingratidão.

 

4. E menos indulgência?

A excentricidade e o exibicionismo.

 

5. Qual a sua personagem histórica favorita?

Dr. Tomás de Aquino.

 

6. E as heroínas mais admiráveis da vida real?

Mães e donas de casa.

 

7. A sua heroína preferida na ficção?

Heidi.

 

8. O seu pintor favorito?

É aquele que consegue desprender-se da matéria para apresentar a realidade do trabalho.

 

9. O seu músico favorito?

Dr. Manuel Faria de Seide.

 

10. Que qualidade mais aprecia no homem?

Homem firme, constante no carácter e fiel.

 

11. Que qualidade prefere na mulher?

Simplicidade

 

12. A sua ocupação favorita?

Tratar do pomar e das roseiras (sobretudo Das de Alexandria)

 

13. Quem gostaria de ter sido?

Padre Américo.

 

14. O principal atributo do seu carácter?

Ser constante.

 

15. Que mais apetece aos amigos?

Seriedade e lealdade.

 

16. O seu principal defeito?

Sou agarrado à minha opinião.

 

17. O seu sonho de felicidade?

Esforçar-me por fazer os outros felizes.

 

18. Qual a maior das desgraças?

Perder o interesse de viver.

 

19. Que profissão, que não fosse a de escritor, gostaria de ter exercido?

Botânico.

 

20. Que cor prefere?

Cor-de-rosa.

 

21.A flor que mais gosta?

Rosa de Alexandria.

 

22. O pássaro que lhe merece mais simpatia?

Cotovia.

 

23. Os seus ficcionistas preferidos?

Os arquitetos. Desde que juntem a inteligência e o senso comum.

 

24. Poetas preferidos?

Miguel Torga e Fernando Pessoa.

 

25. O seu herói?

Luiz Gonzaga (canonizado).

 

26. Os seus heróis da vida real?

João Maria Vianney (cura D’Ars) e o íntegro homem; e o meu professor primário, Joaquim da Silva Marinho Pinto.

 

27. As suas heroínas da história?

Joana d’Arc e Rainha Santa Isabel.

 

28. Que mais detesta no homem?

Não se saber levantar depois de cair.

 

29. Caracteres históricos que mais abomina?

Hitler.

 

30. Que facto, do ponto de vista guerreiro, mais admira?

A batalha de Aljubarrota.

 

31. A reforma política que mais ambiciona no mundo?

A abolição da pena de morte.

 

32. O dom natural que mais gostaria de possuir?

Ser mais alegre para transmitir otimismo.

 

33. Como desejaria morrer?

Como quem adormece na tranquilidade.

 

34. Estado presente do seu espírito?

Sempre disponível para aceitar a vontade de Deus.

 

35. A sua divisa?

Ser sempre fiel à igreja.

 

36. Qual é o maior problema em aberto do concelho?

Conservar os espaços que temos e rasgar novas vias.

 

37. Qual a área de problemas que se podem considerar satisfatoriamente resolvidos no território municipal?

Cultura, desporto, finanças e assistência social.

 

38. Que obra importante está ainda em falta entre nós?

Urbanizar as cercanias da cidade.

 

39. De que mais se orgulha no seu concelho?

Ser um concelho pacífico entre as forças sociais e políticas.

 

40. Qual é o livro mais importante do mundo para si?

A Bíblia Sagrada.

 

**

*

Se chegou até aqui é porque provavelmente aprecia o trabalho que estamos a desenvolver; e não pagou por isso.

Vila Nova é cidadania e serviço público: diário digital generalista de âmbito regional, independente e pluralé gratuito para os leitores. Acreditamos que a informação de qualidade, que ajuda a pensar e a decidir, é um direito de todos numa sociedade que se pretende democrática.

Como deve calcular, a Vila Nova praticamente não tem receitas publicitárias. Mais importante do que isso, não tem o apoio nem depende de nenhum grupo económico ou político.

Você sabe que pode contar connosco. Estamos por isso a pedir aos leitores como você, que têm disponibilidade para o fazer, um pequeno contributo.

A Vila Nova tem custos de funcionamento, entre eles, ainda que de forma não exclusiva, a manutenção e renovação de equipamento, despesas de representação, transportes e telecomunicações, alojamento de páginas na rede, taxas específicas da atividade.

Para lá disso, a Vila Nova pretende produzir e distribuir cada vez mais e melhor informação, com independência e com a diversidade de opiniões própria de uma sociedade aberta e plural.

Se considera válido o trabalho realizado, não deixe de efetuar o seu simbólico contributo – a partir de 1,00 euro – sob a forma de donativo através de netbanking ou multibanco. Se é uma empresa ou instituição, poderá receber publicidade como forma de retribuição.

Se quiser fazer uma assinatura com a periodicidade que entender adequada, programe as suas contribuições. Estabeleça esse compromisso connosco.

Contamos consigo.

*

NiB: 0065 0922 00017890002 91

IBAN: PT 50 0065 0922 00017890002 91

BIC/SWIFT: BESZ PT PL

Obs: Envie-nos o comprovativo da transferência e o seu número de contribuinte caso pretenda receber o comprovativo de pagamento, para efeitos fiscais.

*

Pub

Categorias: Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Agostinho Fernandes

Agostinho Peixoto Fernandes nasceu em Joane, em 1942. Após a instrução primária, ingressou na austera Ordem do Carmo, em Viana do Castelo, tendo terminado a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Como professor do ensino Secundário ocupou, a partir de 1974, vários cargos de gestão em estabelecimentos de ensino. Entre 1980 e 1982 foi vereador da Cultura, pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal de Famalicão, sendo Presidente Antero Martins do PSD, onde alicerçou uma política inovadora nesta área. Promoveu os Encontros Municipais e de Formação Autárquica, fundou o Boletim Cultural. Dinamizou o movimento associativo local. Em 1983 foi eleito presidente da Câmara de Famalicão, cargo que ocupou até 2001. O seu trabalho de autarca a favor da educação, ensino e acção social (foi um dos primeiros autarcas do país a criar no seu concelho uma rede pública de infantários) foi reconhecido em 1993 pela UNICEF, que o declarou “Presidente da Câmara Amigo das Crianças”. Ao longo dos seus sucessivos mandatos – que se estenderam por um período de quase 20 anos – o concelho transfigurou-se. A ele se deve a implantação de importantes infra-estruturas como o Citeve, Matadouro Central, Universidade Lusíada, Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Biblioteca Municipal, Artave, Centro Coordenador de Transportes, Casa das Artes, Museu da Indústria Têxtil e piscinas municipais. Também tomou decisões polémicas, como a urbanização da parte dos terrenos de Sinçães, a instalação de grandes e médias superfícies comerciais à entrada da cidade e a demolição do Cine-Teatro Augusto Correia. Foi um dos fundadores da Associação de Municípios do Vale do Ave, tendo, neste âmbito, enfrentando a maior contestação popular dos seus mandatos com a construção da ETRSU de Riba de Ave. É sócio de inúmeras associações cívicas, culturais e de solidariedade social e foi mandatário concelhio de Mário Soares e Jorge Sampaio (1º mandato) nas suas campanhas à Presidência da República.

Escreva um comentário

Apenas utilizadores registados podem comentar.