Carlos Gomes

Folclore | Sem vacina contra a Covid-19, em 2021 não haverá folclore, festas nem romarias

Folclore | Sem vacina contra a Covid-19, em 2021 não haverá folclore, festas nem romarias

 

 

Ainda não foi criada até ao momento a vacina contra a Covid-19 e não existe previsão de que a mesma venha a ser inventada pelo menos até meados do próximo ano. Entretanto, somos alertados cada vez com mais insistência para a eventualidade de um novo surto da epidemia e, consequentemente, a necessidade de se virem a tomar novas medidas de confinamento, mais rigorosas e repressivas… e já se apontam culpados: os grupos de jovens que indisciplinadamente se juntam nas praias para se divertirem!

Considerações à parte no que respeita à “responsabilidade” do surto epidémico que há-de vir, uma coisa é certa: o vírus vai propagar-se e, por conseguinte, continuarão canceladas uma série de actividades como festivais de folclore, associativismo, festas e romarias.

Perante este cenário, inúmeras colectividades e grupos folclóricos correm o risco de desaparecerem. Quanto às romarias e outros eventos de carácter religioso, certamente sobreviverão apesar das proibições, tal como sobreviveram aquelas que foram reprimidas pela fúria anti-clerical ao tempo da Primeira República, simplesmente porque se encontram enraizadas na alma do povo.

Pese embora a discriminação cada vez mais flagrante que já revela laivos de uma ditadura, o associativismo popular não reage. Os grupos folclóricos estão adormecidos. O povo está anestesiado. Estão criadas as condições básicas para a imposição de um regime autoritário que não respeita as liberdades individuais e colectivas. Estas tornam-se um privilégio de alguns – partidos políticos, comunicação social, artistas e sindicatos que são financiados pelo sistema – enquanto os outros estão condenados à asfixia!

– A festa acabou!

 

Obs: artigo original previamente publicado em Blogue do Minho, em 22062020.

Imagem: José Carlos Vieira

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Categories: Crónica, Cultura, Sociedade

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