Intervenção preserva originalidade do espaço histórico situado na rua do Souto

Património | Reabilitação do Salão Egípcio preserva memória da cidade de Braga

Património | Reabilitação do Salão Egípcio preserva memória da cidade de Braga

Pub

 

 

Após décadas de incerteza, o histórico Salão Egípcio, em Braga, que se encontrava em abandono e degradação, está a ganhar nova vida. O salão, que apresenta pinturas com motivos egípcios da autoria do pintor bracarense Lúcio Fânzeres, está a ser recuperado pela Signinum e ficará integrado numa nova unidade de alojamento local que irá nascer neste imóvel situado na Rua do Souto, em Braga.

O Salão Egípcio alberga uma sala de um edifício setecentista da Rua do Souto que foi, em tempos, a delegação local do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e se encontrava fechado ao público e em degradação. As paredes da sala são um exemplo tardio do romantismo, pintadas em 1937.

A unidade de alojamento, que deverá ficar concluída no prazo de um ano, é constituída por nove quartos situados nos pisos superiores, assim como uma área para a realização de pequenos eventos. O rés-do-chão do edifício setecentista terá uma vertente comercial.

O projecto promovido por um privado salvaguarda os elementos de valor decorativo e histórico, com especial atenção para o Salão Egípcio e para uma outra sala decorada com uma pintura originária que remonta à época romântica.

Para Ricardo Rio, o presidente da Câmara Municipal de Braga, este é um projecto de recuperação de excelência que “será, certamente, merecedor de reconhecimento ao nível da reabilitação urbana”. “É com muita satisfação que vemos o Salão Egípcio completamente recuperado e integrado num projecto que tem este cunho de salvaguarda do património e de toda a sua dimensão estética e funcional”, referiu o autarca durante uma visita realizada à obra.

Ricardo Rio lembra que o Salão Egípcio estava num estado de degradação avançado, situação que causou muita apreensão por parte de toda a sociedade bracarense. “Em 2014, quase uma década após o pedido de classificação apresentado por uma associação bracarense de defesa do Património, a Câmara Municipal assumiu a classificação do Salão Egípcio e, desta forma, assegurou a integridade deste edifício reconhecido como expressão da originalidade da arquitectura de interiores na cidade de Braga”, assinalou o edil.

Miguel Bandeira, vereador da Regeneração Urbana e do Património, recorda que o Salão Egípcio “é um dos últimos testemunhos sobreviventes no país do Orientalismo revivalista que teve uma particular expressão nas artes decorativas da primeira metade do Século XX em Portugal. O vereador enaltece ainda o cuidado que o promotor teve no projecto de reabilitação do edifício ao preservar a arquitectura do edifício e todos os seus elementos decorativos que “será uma mais-valia para a cidade e um exemplo a seguir em outras intervenções”.

Por seu turno, o coordenador de conservação e restauro da intervenção da Signinum, Luis Aguiar Campos, aquando da visita da equipa municipal constituída por autarcas e elementos do departamento do Centro Histórico, apresentou os trabalhos realizados até ao momento, bem como os desafios que foram sendo resolvidos ao longo da intervenção, que se encontra praticamente concluída.

No final da visita, “e face à qualidade reconhecida por todos em mais esta intervenção da Signinum, a Câmara Municipal de Braga lançou-nos o desafio de candidatarmos esta obra ao Prémio Nacional de Reabilitação Urbana, por considerar que reúne condições para tal, e que seria um reconhecimento justo para o investimento que está a ser realizado”, assinalou a empresa na sua página de divulgação facebook. “Terminamos, [por isso], a semana com o sentimento de gratidão e orgulho por mais uma vez vermos reconhecida a qualidade do nosso trabalho’.

Fontes: Município de Braga, Público, Signinum; Imagens: (0, 1, 3) Município de Braga, (2) Signinum

**

*

Se chegou até aqui é porque provavelmente aprecia o trabalho que estamos a desenvolver; e não pagou por isso.

Vila Nova é cidadania e serviço público: diário digital generalista de âmbito regional, independente e pluralé gratuito para os leitores. Acreditamos que a informação de qualidade, que ajuda a pensar e a decidir, é um direito de todos numa sociedade que se pretende democrática.

Como deve calcular, a Vila Nova praticamente não tem receitas publicitárias. Mais importante do que isso, não tem o apoio nem depende de nenhum grupo económico ou político.

Você sabe que pode contar connosco. Estamos por isso a pedir aos leitores como você, que têm disponibilidade para o fazer, um pequeno contributo.

A Vila Nova tem custos de funcionamento, entre eles, ainda que de forma não exclusiva, a manutenção e renovação de equipamento, despesas de representação, transportes e telecomunicações, alojamento de páginas na rede, taxas específicas da atividade.

Para lá disso, a Vila Nova pretende produzir e distribuir cada vez mais e melhor informação, com independência e com a diversidade de opiniões própria de uma sociedade aberta e plural.

Se considera válido o trabalho realizado, não deixe de efetuar o seu simbólico contributo – a partir de 1,00 euro – sob a forma de donativo através de netbanking ou multibanco. Se é uma empresa ou instituição, poderá receber publicidade como forma de retribuição.

Se quiser fazer uma assinatura com a periodicidade que entender adequada, programe as suas contribuições. Estabeleça esse compromisso connosco.

Contamos consigo.

*

NiB: 0065 0922 00017890002 91

IBAN: PT 50 0065 0922 00017890002 91

BIC/SWIFT: BESZ PT PL

Obs: Envie-nos o comprovativo da transferência e o seu número de contribuinte caso pretenda receber o comprovativo de pagamento, para efeitos fiscais.

*

Pub

Categorias: Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Escreva um comentário

Apenas utilizadores registados podem comentar.