Concerto (online) integralmente dedicado a Pedro de Cristo inclui divulgação de diversos inéditos

Música | Cupertinos (en)cantam no 5º aniversário da Basílica do Santuário do Bom Jesus do Monte

Música | Cupertinos (en)cantam no 5º aniversário da Basílica do Santuário do Bom Jesus do Monte

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A 5 de julho, pelas 21h00, o agrupamento coral Cupertinos, sob a direção musical de Luís Toscano, apresenta novo concerto em Braga. Desta vez, o concerto decorrerá na Basílica do Santuário do Bom Jesus do Monte tendo por base o reportório de Pedro de Cristo que se encontrava esquecido e o agrupamento tem vindo a revelar.

O concerto insere-se nas celebrações do 5º aniversário da elevação da Igreja do Bom Jesus a Basílica. O respetivo Programa é integralmente dedicado à obra de Pedro de Cristo.

O concerto realizar-se-à à porta fechada, sem público, mas será transmitido em direto na página do facebook da Fundação Cupertino de Miranda e do Santuário do Bom Jesus do Monte. Será também gravado e transmitido posteriormente na Antena

Dom Pedro de Cristo: religiosidade, simbolismo e perfeição formal na polifonia renascentista

Dom Pedro de Cristo nasceu em Coimbra, em data indeterminada, mas cerca de 1550, vindo a falecer, na mesma cidade, em  1618.

Dom Pedro de Cristo quase toda a sua vida em Coimbra, no Mosteiro de Santa Cruz, onde tomou hábito em 1571, embora tivesse estado também no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, pertencente à mesma congregação.

Mestre de capela do mosteiro, cargo de que foi titular a partir de 1597, Dom Pedro de Cristo foi em simultâneo professor de música, cantor e instrumentista, nomeadamente de tecla, harpa e flauta.

Domingos, de seu nome próprio, pode ser considerado um dos maiores polifonistas do século XVI no domínio da música religiosa. É como compositor que tem o seu lugar na história, com a sua vasta obra vocal polifónica de 3 a 6 vozes, compreendida por inúmeros motetos, responsórios, salmos, missas, hinos, paixões, lamentações, versos aleluiáticos, cânticos e vilancicos espirituais.

Pouco conhecido, em virtude da sua obra – um conjunto de aproximadamente 220 peças musicais –  não ter sido ainda publicada em notação musical atual na quase totalidade. Elaboradas com simplicidade e elegância, inspiradas ou não na temática gregoriana, mantendo, por um lado, aquela técnica rigorosa herdada da maneira de compor quatrocentista de influência flamenga, Dom Pedro de Cristo conseguiu, por outro lado, libertar-se dos apertados esquemas de imitação nas linhas melódicas, de forma a produzir um contraponto de construção sóbria afastada dos grandes efeitos, mas que realça com clareza a palavra do texto sagrado.

As obras de Dom Pedro de Cristo conservam todo o elevado sentido espiritual da oração cantada dirigida a Deus, em que a profunda religiosidade e o simbolismo cristão de inspiração humanista se moldam na perfeição formal da polifonia do Renascimento.

Cupertinos: do quase anonimato para a ribalta da música internacional

O agrupamento coral Cupertinos, apoiado pela Fundação Cupertino de Miranda, tem vindo a desenvolver regular atividade, sob a direção artística de Luís Toscano, desde há vários anos. O agrupamento dedica-se, em particular, ao estudo e divulgação da música polifónica portuguesa do Século XVI, embora, nos últimos tempos, tenha também vindo a dedicar-se a autores de outras proveniências europeias. A quase totalidade dos seus integrantes são cantores profissionais integrados em agrupamentos de destaque, como o Coro da Casa da Música, e desenvolvem carreiras pessoais de reconhecido mérito.

O primeiro trabalho discográfico dos Cupertinos foi gravado precisamente na Basílica do Santuário do Bom Jesus, disco que viria a ser considerado o melhor do ano de 2019 dentro do repertório de Música Antiga pela conceituada Gramophone. Publicado pela Hyperion, o trabalho era dedicado à obra de de Manuel Cardoso, apresentando uma cuidada seleção de algumas das mais marcantes obras desse incontestado expoente da História da Música Portuguesa. Os Cupertinos prevêm a publicação de um segundo registo discográfico em setembro próximo, desta feita dedicado à obra de Duarte Lobo, aquele que parece ter sido, ainda em vida, o músico português que granjeou maior reconhecimento e prestígio internacionais e é considerado um dos expoentes máximos daquela que é apelidada a “Idade de Ouro” da Polifonia Portuguesa,

Direção musical
Luís Toscano

Cantus
Eva Braga Simões
Joana Castro
Raquel Mendes

Altus
Gabriela Braga Simões
Laura Lopes

Tenor
Luís Toscano
Almeno Gonçalves

Bassus
Pedro Silva
Nuno Mendes
Pedro Lopes

Programa

Asperges me*
Salve Regina*
Missa Salve Regina*
Kyrie
Gloria
Credo
Sanctus & Benedictus
Agnus Dei
Magnificat Octavi toni a 8*
[pausa]
Alma Redemptoris mater*
Ave Regina caelorum*
Quae est ista a 5
Stabat Mater*
Regina caeli
Beata Dei genitrix a 5
Sancta et immaculata
Beata viscera Mariae*
Ave maris stella
Virgo prudentissima
Ave Maria a 8*

* obras inéditas

 

Fontes: Cupertinos, Wikipedia, FCM, Gramophone; Imagem: (0) Cupertinos, (1) Adriana Romero

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