Associação pretende manter passagem por Berán, terra natal do projeto deste itinerário

Peregrinar | Jacobeus do Caminho Minhoto Ribeiro lançam petição em defesa do ‘traçado original’ do caminho Braga – Santiago

Peregrinar | Jacobeus do Caminho Minhoto Ribeiro lançam petição em defesa do ‘traçado original’ do caminho Braga – Santiago

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Uma petição em defesa do “traçado original” do caminho jacobeu que liga Braga a Santiago de Compostela, apresentado há três anos pela Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro (AJCMR), regista ao final de terça-feira, 16 de junho, cinco dias após ter sido lançada, 173 assinaturas.

O texto publicado na plataforma online Petição Pública, intitulado “Caminho de Santiago desde Braga e por Berán”, explica que o traçado, na distância de 240 quilómetros, foi apresentado em Braga, a 1 de abril de 2017 pela Associação Jacobeia Caminho Minhoto Ribeiro, com sede na Galiza.

O itinerário, certificado pela Igreja a 28 de março de 2019, com o nome Caminho da Geira e dos Arrieiros, por ação de outra organização, a Associação Codeseda Viva (Galiza), prevê a passagem por Berán,  a “terra natal do projeto”.

“Acontece agora que uma terceira entidade pretende a homologação pelas autoridades espanholas de um traçado diferente que, entre outros aspetos, não prevê a passagem por Berán”, lamenta a AJCMR, que lançou a petição para “recolher a solidariedade da opinião pública, em particular dos peregrinos e das autoridades ligadas ao Minho e ao Caminho de Santiago”.

O objetivo “é sensibilizar as entidades espanholas para o facto de ser desprovido de sentido o Caminho da Geira Minhoto Ribeiro/Caminho da Geira e dos Arrieiros não passar por Berán, por razões históricas documentadas e outros aspetos relevantes”, lê-se na petição.

A petição é dirigida às “autoridades civis e religiosas da Galiza”. Nela, o presidente da AJCMR, Abdón Fernández Torres, apresenta o projeto que arrancou em outubro de 2009.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja no ano passado, quando o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre “as condições de outros caminhos de peregrinação” e por isso “concede a Compostela” a quem o percorrer. Está em curso o processo de homologação pelas entidades civis.

No ano passado foi percorrido por 367 peregrinos em 10 meses. A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada).

Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação  Codeseda Viva considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

Fonte e Imagens: AJCMR

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