Caminha e Fafe são os locais escolhidos para voltar a pisar o palco em concertos solidários a favor de artistas em dificuldades

Festival | Miguel Araújo e Gisela João ‘regressam ao futuro’

Festival | Miguel Araújo e Gisela João ‘regressam ao futuro’

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20 é o número mágico que vai voltar a ligar o som e a acender as luzes dos Teatros Municipais de Portugal. No próximo dia 20 de Junho de 2020, às 21H30, 21 artistas portugueses e 21 Teatros Municipais celebram o Regresso ao Futuro. com um Festival recheado de concertos há muito aguardados pelos fãs. O Regresso ao Futuro é um festival solidário  com a classe artística.

Agir, Ana Moura, António Zambujo, Camané, Clã e Pedro Abrunhosa serão algumas das estrelas que pisarão os palcos nesse dia, desde Caminha até Faro, passando por muitas outras localidades como Coimbra ou Castelo Branco. Há, no entanto, dois artistas que o vão fazer no Minho: a fadista de Barcelos Gisela João, que vai atuar em Fafe, e o músico Miguel Araújo, que fará a sua performance em Caminha.

O Regresso ao Futuro consiste na realização de 21 concertos num só dia, com as receitas de bilheteira a reverterem para o fundo de emergência criado pela Audiogest – Associação para a Gestão e Distribuição de Direitos e a GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas, destinado a apoiar os profissionais das artes.

Os bilhetes estarão à venda a partir de 9 de junho e têm preço único: 10,00 euros. A organização garante as condições de segurança e distanciamento social exigidos por causa da Covid-19.

O público é também convidado a oferecer alimentos que serão recolhidos e distribuídos pela União Audiovisual, “junto dos profissionais dos setores das artes que se encontram em situação de maior vulnerabilidade alimentar”.

Caminha recebe um dos 21 concertos do Festival Regresso ao Futuro que marca o arranque do verão no panorama musical do país. O concerto terá lugar dia 20 de junho, pelas 21H30.

O Município de Caminha vai transmitir o concerto em direto para o Largo Calouste Gulbenkian, que terá um ecrã gigante e lugares sentados e marcados. Neste caso, a assistência ao concerto será gratuita mas cada pessoa que queira poder partilhar o momento, terá que levar géneros alimentares que servirão de “moeda de troca” para a aquisição do bilhete, situação obrigatória.

O alargamento deste concerto para a rua estava pensado desde o início “porque sabíamos que o Miguel Araújo facilmente esgotaria os lugares disponíveis do Valadares. A ideia é dar a mais gente a oportunidade de acompanhar o concerto, trazer a música e a solidariedade para a rua e assim, valorizar ainda mais o espaço público e a oferta cultural do concelho”, afirma Luís Alves.

O edil não tem dúvidas em afirmar: “A escolha de Caminha para este enorme festival foi um privilégio que queríamos honrar com mais público e com um contributo maior para os artistas e agentes culturais em dificuldades. Não é a mesma coisa assistir na Praça ao concerto, por isso é que não cobramos dinheiro, mas não deixa de ser um momento extraordinário contarmos com um músico com a qualidade do Miguel Araújo em dois “palcos” ao mesmo tempo!”

Cada pessoa que queira assistir ao concerto tem que levantar um bilhete, o que poderá ser feito mediante a entrega de géneros alimentares. Os bilhetes estão disponíveis nos postos de Turismo de Caminha e Vila Praia de Âncora, de terça a sexta-feira das 9H30 às 13H00 e das 14H00 às 17H30, até ao limite permitido do número de lugares.

A fadista Gisela João é a primeira artista a pisar o palco do Teatro-Cinema de Fafe, após um interregno na programação provocado pela pandemia Covid-19. O espectáculo, realizado neste caso em parceria com o Município de Fafe, realiza-se no próximo sábado, às 21.30 horas.

A barcelense Gisela João é uma das vozes arrebatadoras do actual panorama do fado. Figura central e uma das mais importantes intérpretes da música portuguesa dos nossos dias, foi laureada com inúmeros prémios, com destaque para os prémios Blitz, Time Out, Expresso e o Globo de Ouro para Melhor Intérprete Nacional.

A constante presença de Gisela em palcos nacionais e internacionais, bem como as suas actuações electrizantes, foram determinantes para Gisela consagrar-se entre os demais intérpretes e gigantes da música portuguesa, apresentando um Fado contemporâneo sem desvios nem artifícios, que parte duma formação tradicional e mergulha na sua génese, reencontra a sua autenticidade, questiona os seus excessos e maneirismos, para se tornar por fim, incrivelmente genuíno.

Sobre ela, disse Miguel Esteves Cardoso: “Amália Rodrigues foi a grande fadista do século XX. (…) Sei e sinto, com a mesma força, que Gisela João é a grande fadista do século XXI”. 

 

Fontes: Regresso ao Futuro, O Minho, Sons em Trânsito; Imagens: Regresso ao Futuro

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