Ilídio Torres

Olimpismo | Jogos Olímpicos: história, simbolismo e glória

Olimpismo | Jogos Olímpicos: história, simbolismo e glória

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Inequivocamente, no fenómeno desportivo mundial das habituais manifestações envolventes, um acontecimento que se demarca e se encontra muito distante de um qualquer que enxameia o calendário universal – os Jogos Olímpicos ocupam um espaço privilegiado, uma óbvia e genuína demonstração da sua evidente sustentabilidade e aceitação – na sua essência, um fenómeno rico em história, simbolismo e glória, na dimensão e no alcance da nossa inteligência.

Após a eliminação dos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga pelo invasor romano, Teodósio II, e um longo interregno, o ressurgimento do olimpismo foi conseguido graças à acção de Pierre de Coubertin, baseado numa pedagogia educativa e na defesa de valores intimamente ligados aos benefícios do desporto na vida humana.

Trabalho, luta de muitos anos que acabaram por redundar em êxito apesar de ter sido uma tarefa adornada de muitas barreiras e dificuldades, assim até 1894 ano em que, personalidades de vários países europeus, uma Assembleia Magna, reunida na Universidade da Sorbonne, em Paris, conseguiu a instituição do Comité Olímpico Internacional (COI), a chave da porta que abriu o caminho dos futuros Jogos Olímpicos da Era Moderna. Doravante, coube ao COI, a tarefa de velar pela revitalização, pela continuidade do fenómeno olímpico, manter acesa a chama animadora e o respeito pelas determinações oficiais – inexorável a sua falência se não houvesse um princípio a cumprir e uma ordem a respeitar, mais o relacionamento humano e a união entre os povos.

Aconteceu na referida instituição universitária parisiense, mais concretamente no dia 23 de Junho de 1894, a data histórica em que delegados oriundos de vários países, Bélgica, França, Reino Unido, Grécia, Itália, Rússia, Espanha, Suécia e Estados Unidos da América, fizeram brotar o Comité Olímpico Internacional e fazer com que os Jogos Olímpicos ressurgissem e tivessem continuidade – este espírito inovador certamente que tinha, como animadora, a batuta de Pierre de Coubertin.

Dois anos decorridos, em 1896, os Jogos Olímpicos de Atenas abriram-se ao mundo, voluntário e livre, sem fronteiras, credos ou ideologias.

Todavia, valerá recordar que, antes de Pierre de Coubertin, outras iniciativas foram realizadas, umas a quedarem-se pelo idealismo outras a não conseguirem a continuidade apesar de algo feito, alicerçado na Antiguidade Clássica, mas, infelizmente sem forças, poder organizativo ou sustentabilidade futura – haveremos de recordar!

Instalado em Lausanne, na Suíça, o Comité Olímpico Internacional, década após década, foi recebendo e aceitando a adesão de novos países num ritmo muito animador que partiu de uma dúzia de países iniciantes para ultrapassar a centena (105) dos membros e mais trinta e dois honorários, obrigados à integração num sistema democrático, com especial e total participação dos seus membros nas decisões e as necessidades de cada questão e até a força em enfrentar casos extraordinários.

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Categorias: Desporto

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Ilídio Torres

Membro da Academia Olímpica de Portugal, órgão do Comité Olímpico de Portugal.

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