Agostinho Fernandes

Questionário de Proust | António Alberto Brandão Gomes Barbosa

Questionário de Proust | António Alberto Brandão Gomes Barbosa

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António Alberto Brandão Gomes Barbosa é o atual Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Ave, desde 2016, do qual tinha já sido Administrador entre 2007 e 2010.

Anteriormente, António Barbosa desempenhara idênticas funções de Presidente do Conselho de Administração no Centro Hospitalar do Alto Ave, atual Hospital da Senhora da Oliveira de Guimarães, de 2010 a 2012.

Licenciado em Economia, pela Universidade de Coimbra, é Pós-graduado em Economia Financeira, pela Universidade Lusíada.

Possui ainda um Diploma em Estudos Avançados em Economia Aplicada, pela Universidade da Corunha e realizou um Mastering Health Care Finance — International Executive Program, na Universidade de Lausanne – Harvard Medical School.

Administrador de empresas – indústria e serviços financeiros (1990-2005)

António Barbosa é docente da Universidade Lusíada, de 1989 até ao presente e exerceu idênticas funções no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, entre 2013 e 2016.

Participa na vida ativa de uma coletiva na qualidade de Presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Grupo Desportivo de Natação de VN de Famalicão.

António Barbosa, nascido e residente em Vila Nova de Famalicão, foi autarca eleito pelo Partido Socialista tendo exercido como vereador na Câmara Municipal de Famalicão, entre 1997 e 2016.

 

 

1. Qual é para si o cúmulo da miséria moral?

Matar um ser humano intencionalmente.

 

2. O seu ideal de felicidade terrestre?

A natureza humana nunca permitirá a “felicidade terrestre”. Mas continuo a aspirar por mais justiça social, menos desigualdades, mais paz – e morrermos todos de velhice, sem sofrimentos maiores.

 

3. Que culpas, a seu ver, requerem mais indulgência?

As pequenas culpas de quem pretende, antes de mais, sobreviver.

 

4. E menos indulgência?

Os crimes de sangue cometidos voluntariamente.

 

5. Qual a sua personagem histórica favorita?

A história está cheia de personalidades que, no seu contexto, se tornaram admiráveis. Somos como somos porque elas existiram – mas muitas são quase desconhecidas.

 

6. E as heroínas mais admiráveis da vida real?

As mulheres que trabalham de sol a sol, mesmo ganhando pouco, para darem tudo à formação dos filhos que a merecem.

 

7. A sua heroína preferida na ficção?

Não tenho.

 

8. O seu pintor favorito?

Não tenho. Gosto muito de pintura e de muitos pintores.

 

9. O seu músico favorito?

Idem.

 

10. Que qualidade mais aprecia no homem?

A inteligência (e a cultura, se possível conjugadas com simplicidade).

 

11. Que qualidade prefere na mulher?

A inteligência (e a cultura).

 

12. A sua ocupação favorita?

Pode alguém ser quem não é? A minha ambição é a de ser melhor: pai, marido, profissional, cidadão.

 

13. Quem gostaria de ter sido?

Gostaria de ter vivido alguns momentos que outras pessoas viveram, mas não de ser alguém em particular. Procuro construir o meu eu e gostar de o ser.

 

14. O principal atributo do seu carácter?

Boa-fé. Só quero fazer o melhor.

 

15. Que mais apetece aos amigos?

Conviver com eles. Gosto de amigos.

 

16. O seu principal defeito?

Não fazer o suficiente para corrigir os meus defeitos.

 

17. O seu sonho de felicidade?

Saúde, paz, família feliz, amigos, uma vida confortável, poder escolher o que fazer, quando fazer e com quem fazer.

 

18. Qual a maior das desgraças?

A doença incurável “prematura”.

 

19. Que profissão, que não fosse a de escritor, gostaria de ter exercido?

Nunca desejei ser escritor, nem ter profissão diferente da que tenho, Apesar de ter dúvidas, muitas vezes, nunca hesitei na escolha da profissão.

 

20. Que cor prefere?

A cor da felicidade.

 

21. A flor que mais gosta?

A minha mulher.

 

22. O pássaro que lhe merece mais simpatia?

Os melros que pululam no meu jardim, a quem diariamente ofereço o “pequeno-almoço”.

 

23. Os seus ficcionistas preferidos?

Admiro os ficcionistas que antecipam o futuro. Os outros nem por isso.

 

24. Poetas preferidos?

Aprecio pouco a poesia.

 

25.  O seu herói?

Não tenho. Se existisse, o Super-homem.

 

26. Os seus heróis da vida real?

Como as heroínas, os homens que todos os dias se levantam de madrugada para trabalharem muito, mesmo ganhando muito pouco, mas que dedicam tudo aos filhos que merecem.

 

27. As suas heroínas da história?

A história está cheia de personalidades que, no seu contexto, se tornaram admiráveis. Somos como somos porque elas existiram – mas muitas são quase desconhecidas.

 

28. Que mais detesta no homem?

O facto de cometerem voluntariamente crimes de sangue e de estarem demasiadas vezes disponíveis para a guerra.

 

29. Caracteres históricos que mais abomina?

Os campos de extermínio.

 

30. Que facto, do ponto de vista guerreiro, mais admira?

A resistência civil aos nazis.

 

31. A reforma política que mais ambiciona no mundo?

Um Serviço de Saúde completo, eficaz, de acesso universal, equitativo e tendencialmente gratuito (sobretudo para quem não puder pagar).

 

32. O dom natural que mais gostaria de possuir?

Hesito entre voar e ser imortal. Na vida real, o dom de fazer felizes os que me rodeiam.

 

33. Como desejaria morrer?

Velho, sem sofrimento físico, durante o sono, realizado por deixar uma família feliz.

 

34. Estado presente do seu espírito?

Sereno.

 

35. A sua divisa?

Não fui à tropa e não tenho divisas.

 

36. Qual é o maior problema em aberto do concelho?

É político, partidário, pelo que não cabe neste inquérito.

 

37. Qual a área de problemas que se podem considerar satisfatoriamente resolvidos no território municipal?

Satisfatoriamente, as infraestruturas básicas.

 

38. Que obra importante está ainda em falta entre nós?

Trazer vitalidade (económica, política) à cidade.

 

39. De que mais se orgulha no seu concelho?

Camilo Castelo Branco.

 

40. Qual é o livro mais importante do mundo para si?

Não há “mais importante”. O mundo, a vida, é demasiado complexa para aspirar ao “livro mais importante do mundo”. Mas se tivesse de escolher, visto daqui do lado do ocidente, escolheria a Bíblia.

 

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Categorias: Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Agostinho Fernandes

Agostinho Peixoto Fernandes nasceu em Joane, em 1942. Após a instrução primária, ingressou na austera Ordem do Carmo, em Viana do Castelo, tendo terminado a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Como professor do ensino Secundário ocupou, a partir de 1974, vários cargos de gestão em estabelecimentos de ensino. Entre 1980 e 1982 foi vereador da Cultura, pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal de Famalicão, sendo Presidente Antero Martins do PSD, onde alicerçou uma política inovadora nesta área. Promoveu os Encontros Municipais e de Formação Autárquica, fundou o Boletim Cultural. Dinamizou o movimento associativo local. Em 1983 foi eleito presidente da Câmara de Famalicão, cargo que ocupou até 2001. O seu trabalho de autarca a favor da educação, ensino e acção social (foi um dos primeiros autarcas do país a criar no seu concelho uma rede pública de infantários) foi reconhecido em 1993 pela UNICEF, que o declarou “Presidente da Câmara Amigo das Crianças”. Ao longo dos seus sucessivos mandatos – que se estenderam por um período de quase 20 anos – o concelho transfigurou-se. A ele se deve a implantação de importantes infra-estruturas como o Citeve, Matadouro Central, Universidade Lusíada, Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Biblioteca Municipal, Artave, Centro Coordenador de Transportes, Casa das Artes, Museu da Indústria Têxtil e piscinas municipais. Também tomou decisões polémicas, como a urbanização da parte dos terrenos de Sinçães, a instalação de grandes e médias superfícies comerciais à entrada da cidade e a demolição do Cine-Teatro Augusto Correia. Foi um dos fundadores da Associação de Municípios do Vale do Ave, tendo, neste âmbito, enfrentando a maior contestação popular dos seus mandatos com a construção da ETRSU de Riba de Ave. É sócio de inúmeras associações cívicas, culturais e de solidariedade social e foi mandatário concelhio de Mário Soares e Jorge Sampaio (1º mandato) nas suas campanhas à Presidência da República.

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