António Fernandes

Austeridade | € 850.000.000: os hospedeiros e os parasitas

Austeridade | € 850.000.000: os hospedeiros e os parasitas

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Em jeito de Nota Introdutória. Segundo o Ministro da Educação, aquando do regresso às aulas, na segunda feira, dia dezoito do corrente mês de maio do ano da graça de dois mil e vinte, explicou aos alunos de uma escola secundária de Sintra, sendo que, algumas das palavras escritas não são, em rigor, a exata reprodução do discurso do governante e sim da inteira responsabilidade do autor deste texto, embora o raciocínio geral presumo, seja o correto, “o ciclo de incubação para o desenvolvimento e posterior contágio do vírus Covid-19, um parasita, é o seguinte: o vírus tem a necessidade de entrar no corpo humano que lhe serve de hospedeiro para incubação de forma a que se desenvolva e,  aproveitando os rituais de socialização do Homem, se possa propagar de forma pandémica por toda a população, usando sempre o mesmo procedimento:

  • contágio;
  • incubação;
  • propagação.

Durante a incubação, afeta as vias respiratórias com primordial incidência, causando danos conducentes à morte de cidadãos”, com primazia para os portadores de doenças crónicas de risco e a faixa etária acima dos sessenta anos de idade por dificuldades na criação orgânica de defesas.

Ora, os oitocentos e cinquenta milhões de euros entregues ao Novo Banco, a pretexto seja ele qual for, advieram para o Orçamento Geral do Estado, de receita gerada por incubação em Seres Humanos, trabalhadores por conta de outrem que, na sua força de trabalho, seja ela no domínio que for, são hospedeiros do resultado global apurado:

  1. no PIB – Produto Interno Bruto;
  2. no resultado final do exercício de exploração das micro e macro empresas;
  3. na receita fiscal e outras em sede de OGE – Orçamento Geral do Estado:
  4. outros serviços.

É o trabalho que movimenta as economias e são os trabalhadores os hospedeiros e consumidores finais dos produtos cuja transformação, transporte e comercialização a sua força de trabalho tornou possível,  cujas mais valias são conversíveis em proventos acumulados por parasitas que distribuem entre si esses proventos e que, do resultado apurado em sede de receita tributária, encontram sempre soluções a contento através de engenharias financeiras dissimuladas para dar destino a essas mais valias por circuitos que entenderem.

Inclusive no grupo dos já aposentados, teoricamente acima dos sessenta anos de idade, onde as diferenças de rendimentos são abissais entre os cuja vida foi o trabalho e os cuja vida foi viver do trabalho dos antes citados.

Daí que, numa economia cujas linhas mestras são as da predominância do interesse privado sobre o interesse público, as soluções para acudir a bancos e outras empresas privadas estejam sempre acautelados e sejam considerados “essenciais” para a estabilidade económica e, por via dessa, a estabilidade social, de forma pandémica globalizada.

Em função deste raciocínio, o Governo de então obrigou o Estado a assumir um compromisso com os novos donos  de o Novo Banco em entregar no corrente ano a avultada soma de oitocentos e cinquenta milhões de euros que foram entregues, a que acrescerão os milhões que serão necessários para a falida TAP em risco de colapso total face a prejuízo avultado acumulado em consequência da pandemia Covid-19, mais uns quantos milhões para LAY-OFF que, noticiam, foi requerido, pelo menos por uma empresa, de forma fraudulenta, as indemnizações exigidas por concessionárias de infraestruturas rodoviárias acordadas em função dos fluxos de tráfego mínimos, entre uma panóplia de habilidades que sempre acontecem em circunstâncias de calamidade.

Mesmo com as benesses de última hora do eixo franco-alemão à revelia da UE – União Europeia, com a clara intenção de condicionar solução no sentido do apoio a fundo perdido aos Países mais afetados, mas que por exigência sensata e de união todos os parceiros exigirão tratamento igual, esses fundos serão direcionados para os Estados que depois os distribuem em função de candidaturas cujo fim dificilmente se conhece salvo o resultado das auditorias posteriormente efetuadas.

Os custos desta crise, a somar às anteriores, sairão durante décadas dos resultados do trabalho de gerações inteiras através dos mesmos processos de sempre até que algo mude o rumo da gestão da coisa pública e o Estado Social vingue e arrecade receita para aplicar em despesa do Estado que acautele o futuro das sociedades de forma civilizada, racional e equitativa, em que os direitos fundamentais sejam um facto, e não retórica.

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Categorias: Crónica, Política, Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

António Fernandes

António da Silva Fernandes nasceu em 1954, em S. José de S. Lázaro e reside atualmente em S. Mamede de Este, em Braga. É chefe de serviços da Alcatel. Como dirigente associativo, esteve e/ou está envolvido com: ACARE; GETA; Academia Salgado Zenha; Academia Sénior Dr. Egas; Associação de Pais da Escola Dr. Francisco Sanches; APD - Associação Portuguesa de Deficientes; Associação de Solidariedade Social de Este S. Mamede. Ao longo da sua vida, desenvolveu atividade política no MDP/CDE; JCP; PCP; LIESM-Lista Independente de Este S. Mamede; Comissão Política do Partido Socialista - Secção de Braga; Clube Político do Partido Socialista - Secção de Braga. Na política autárquica, desempenhou funções na Assembleia de Freguesia e no Executivo da Junta de Freguesia de Este S. Mamede. Desenvolve atividade na escrita: Poesia em antologias nacionais e plataformas digitais; Artigos de Opinião em Órgãos de Comunicação Social local e nacional, em suporte de papel e digital quer em blogues quer em Órgãos da Comunicação Social escrita. Colaborador na Rádio: R.T.M. (Solidariedade); Antena Minho (Cumplicidades).

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