ANIVEC e ATP de acordo: é urgente reinventar para sobreviver

ITV | Covid-19 provoca queda de quase 25% nas exportações de vestuário

ITV | Covid-19 provoca queda de quase 25% nas exportações de vestuário

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A ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção – que representa a indústria de vestuário e confecção portuguesa, está preocupada com os indicadores revelados pelo INE, referentes ao 1º trimestre de 2020, e que confirmam os piores receios causados pela pandemia de Covid-19.

Depois de os números de fevereiro terem começado a dar os primeiros sinais, os dados das exportações têxteis referentes ao mês de março confirmam já o impacto da crise que impôs o bloqueio generalizado ao comércio e actividades produtivas. Os dados do INE, tratados pela Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) e agora divulgados, mostram que as exportações de têxteis e vestuário registaram no mês de março uma quebra de cerca de 19%, quando comparadas com o mesmo período do ano anterior, assinalando uma perda superior a 66 milhões de euros, em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado para os exportadores portugueses de vestuário. O número, que ainda só reflete meio mês do Estado de Emergência, está a causar apreensão deixando antever novas quebras nos próximos meses.

No total, em março deste ano, a indústria de vestuário exportou 215,2 milhões de euros em março, representando uma descida de 23,5% face ao mesmo mês do ano passado.

“Em termos cumulativos, o 1.º trimestre termina com uma quebra de 6,4%, e um valor exportado de 1.277 milhões de euros”, explica Mário Jorge Machado, presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal.

Destacam-se, no entanto, na secção dos Têxteis e Vestuário, o registo de três exceções. São elas as que dizem respeito às pastas, feltros e artigos de cordoaria – aumento de 6,3 milhões de euros (8,4%); matérias primas de algodão, incluindo fios e tecidos – aumento de 2,3 milhões de euros (5,8%); e matérias primas de outras fibras têxteis vegetais, incluindo fios e tecidos – aumento de 268 mil euros (10,7%).

Por países, entre os 10 principais clientes, a descida mais abrupta (-33,4%) em março foi em Espanha, o maior mercado externo do vestuário português, seguida do Reino Unido (-29,2%), França (-27,1%) e Itália (-14,2%). Os dados das exportações para os EUA mantêm ainda crescimento acentuado e não refletem a crise provocada pela pandemia.

No conjunto do trimestre, a queda é mais reduzida (-8,1%), para 751,9 milhões de euros, tendo sido compensada pelas exportações realizadas em janeiro e fevereiro, semelhantes às do período homólogo do ano passado.

Importações também revelam forte quebra na produção

Na mesma linha de contração, também as importações de têxteis e vestuário caíram em março cerca de 20%, quando comparadas com março de 2019. No 1.º trimestre, Portugal importou 1.013 milhões de euros, -10% do que em igual período do ano transato.

A Balança Comercial dos Têxteis e Vestuário, no 1.º trimestre de 2020 registou um saldo de 264 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 126%.

Recompor para sobreviver

Muitas empresas terão de se recriar para serem capazes de sobreviver. E há mesmo até quem já o esteja a fazer, como é o caso daquelas que se reconverteram à produção de máscaras e equipamentos de proteção individual.

«Estes números mostram já os desafios que a indústria de vestuário e os seus empresários terão de enfrentar», considera César Araújo, presidente da ANIVEC, que sublinha serem necessárias mais medidas por parte do Governo para garantir a retoma.

«Teremos de nos adaptar e de nos reinventar para sobreviver. Os empresários vão fazer o seu papel para ultrapassar esta crise, como já fizeram noutros períodos menos bons, mas para recuperar será essencial o apoio do Estado e o regresso da procura por parte dos mercados europeus, que são os nossos principais clientes», aponta.

Fontes: ANIVEC, Jornal T; Imagem: Sonix, Salsa

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Categorias: Economia

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