Pedro Costa

3/5/2020 | Mãe: sermos dignos da sua entrega

3/5/2020 | Mãe: sermos dignos da sua entrega

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Somos sempre filhos da nossa mãe.

Fomo-lo no momento da conceção, quase sempre resultado de um ato de amor para com uma determinada pessoa que igualmente marca de forma indelével quem somos, fomo-lo no período da gestação, ao longo do qual a mãe – a nossa mãe -, vai concebendo a ideia de que acabou de criar um filho que transportará toda a vida. Fomo-lo também na ocasião do parto, instante definitivamente fixado para a eternidade e que sempre se celebra a cada aniversário, tantas vezes nos esquecendo de celebrar as mães em mais um dia em que elas tudo nos entregam e voltam a dar um sopro de vida.

Continuamo-lo a ser durante a infância e a juventude, anos ao longo dos quais as mães são imagem e exemplo. Nesse longo período, a mãe dá-nos ternura e impõe-nos o rigor dos limites. A sua luz está sempre presente, mesmo quando temporária ou, mais tarde, definitivamente se afasta. Mas continuamo-lo a ser ainda já adultos naquelas horas, tantas vezes difíceis, em que regressamos aos seus braços em busca de força e sabedoria.

Somos sempre filhos da nossa mãe.

São, por isso, muitas as imagens que permanecem para o que sobra de toda uma vida: olhares, fulgores, sorrisos, desafios… silêncios. Mãos. Cheiros. E tons: as tonalidades límpidas e claras com que se transmite tudo o que se tem para dar, e se dá. São instantes que perduram, testemunho da segurança natural de quem sabe que somos sempre delas, que lhes pertencemos para todo o sempre, mesmo quando a ordem natural das coisas se inverte e partimos mais cedo. Sem reservas, sem dúvidas, sem questões.

 

Mãe é mãe. Somos sempre filhos da nossa mãe.

Sejamos dignos da sua entrega

 

Feliz Dia da Mãe

 

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Categorias: Editorial

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Pedro Costa

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