Daniel Faria

Espiritualidade | A hora da Liberdade: ‘o dia inicial inteiro e limpo’

Espiritualidade | A hora da Liberdade: ‘o dia inicial inteiro e limpo’

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Em 25 de abril de 1974, o “dia inicial inteiro e limpo”, celebrado na poesia de Sofia de Mello Breyner Andresen, um golpe de Estado militar, derrubou o regime do Estado Novo, o mais antigo regime ditatorial da Europa Ocidental, que tinha sido implantado em 1926.

A forte mobilização popular contribui para transformar aquilo que parecia um mero golpe militar num processo político e social muito mais amplo. Uma revolução pacífica. A revolução dos Cravos.

O movimento popular surgiu no próprio dia 25 de abril e expressou-se nas manifestações dos dias seguintes, sobretudo na grande manifestação do dia 1.º de maio, que juntou um milhão de pessoas em Lisboa.

Mas a movimento popular não se limitou a Lisboa. Pode afirmar-se que foi uma mobilização popular pluricontinental. Com efeito, houveram manifestações e reuniões públicas em todo o Portugal continental, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira e nos então territórios ultramarinos portugueses de África e da Ásia.   

Pode considerar-se que a grande mobilização popular representou o momento por excelência da esperança que então a grande maioria das populações de Portugal e dos seus territórios ultramarinos teve em relação à revolução.

Uma revolução que teve as suas luzes e as suas sombras, algumas delas bem densas, como toda a obra humana, mas que não deixou de ser uma das páginas mais marcantes da história secular de Portugal.

A revolução portuguesa marcou o início da terceira vaga da democracia moderna. Com efeito, nas três últimas décadas do século XX, dezenas de países de todos os continentes fizeram a transição para regimes democráticos, configurando uma revolução global democrática.

Desde o século XVIII, tinha havido duas primeiras vagas de democratização. A primeira, que entre a segunda metade do século XVIII e a década de 1920 viu o surgimento de 29 democracias, começou a terminar com o impacto da 1.ª Guerra Mundial e sobretudo com a Grande Depressão eclodida em 1929. Em 1942, no auge do conflito global, não havia mais de 12 democracias no planeta. Após a 2.ª Guerra Mundial, surgiu uma nova vaga de democratização, que foi afetada pela Guerra Fria entre os Estados Unidos da América e a União Soviética.

A libertação cósmica

Em 25 de abril de 2020, estamos com um desafio muito mais amplo. A Terra, o nosso maravilhoso planeta, está em plena transição entre dois grandes ciclos evolutivos.

A Terra está a atravessar uma zona do universo que se encontra exposta a fortes correntes energéticas oriundas do centro da galáxia Via Láctea. Há um realinhamento do nosso sol com o centro da nossa galáxia. Além disso, tem havido um aumento constante da atividade solar e a diminuição do campo eletromagnético da Terra, o que tem repercussões na energia de todos os seres humanos e não humanos.

A combinação destas situações gera o potencial de aumentar a capacidade vibratória das componentes espirituais dos seres humanos, permitindo que se possam libertar da matrix das forças da separatividade, da agressividade, do materialismo e do sensorialismo.

Não é coincidências que desde a denominada convergência harmónica de agosto de 1987, o alinhamento energético ocorrido em 1987, o interesse por temas espirituais aumentou enormemente em todo o mundo, bem como o dialogo interespiritual e a busca por uma espiritualidade macroecuménica, pluralista e inclusiva.  

Com efeito, os tempos que vivemos são tempos decisivos, porventura os mais decisivos da História da humanidade.

As sombras sabem que o seu tempo de dominação está claramente em risco e procuram promover situações que fomentem o caos.

Mas a humanidade possui poderosos instrumentos espirituais que lhe permitem libertar-se da dominação atrás referida. Além disso, temos de ter em conta a presença compassiva de poderosas estruturas espirituais e de energias subtis originárias das profundezas do Cosmos.

Estamos em tempos de decisões individuais e coletivas. Entre uma visão da vida assente na paz, no amor incondicional, no altruísmo, na compaixão e no desapego e uma visão da vida baseada na separatividade, na agressividade, no materialismo e no sensorialismo.

Estamos numa altura privilegiada de manifestação da Consciência Divina, que assume várias designações, tendo em conta a rica diversidade das tradições espirituais da humanidade. A Consciência Divina consiste na Realidade absoluta, eterna, ilimitada e imutável, presente em todas as dimensões da Criação, sendo simultaneamente transcendente e imanente. Tem sido manifestada por grandes mestres espirituais e que todos nós somos convidados a expressar, rumo a novos patamares evolutivos da consciência.

Cada um de nós tem o potencial de promover uma experiência espiritual cósmica, de libertação integral e de comunhão com o Todo e com tudo o que existe e todos os seres. E deste modo contribuir para a regeneração da humanidade e do planeta Terra, tendo bem presente o que se passa no nosso planeta afeta o Cosmos no seu todo.

A escolha está nas nossas mãos. Importa ter em conta que somos cocriadores do devir histórico, tendo bem presentes, na mente e sobretudo no coração, as palavras de David Wilcock, na qualidade de coautor do documentário “O Segredo Cósmico”:

“Então é muito importante lembrar que estas forças espirituais que existem na Terra são reais, que os diferentes professores de diferentes formações religiosas vieram com uma mensagem. Há consistência nisso. São os planos angélicos. É para nos ensinar a importância do amor, do perdão, da compaixão, do sofrimento, da paciência e da compreensão. Quando abraçamos estes princípios e vivemos de acordo com eles, nós nos colocamos em harmonia vibracional com essa verdade superior. Será um futuro emocionante, e um futuro pelo qual estou disposto a lutar, e pelo qual passei todos os dias da minha vida a preparar-me. Essa é a missão, esse é o objetivo, essa é a ascensão, e esse é o Segredo Cósmico. Você é o eletroduto entre os reinos espirituais e os reinos físicos. É a convergência da ciência com a espiritualidade. A escolha é de cada um de nós… mas a resposta é sua, e apenas sua. Você escolherá o medo ou escolherá o amor? Essa é a única pergunta.”

e os versos imortais de Fernando Pessoa:

“Senhor, a noite veio e a alma é vil.

Tanta foi a tormenta e a vontade!

Restam-nos hoje, no silêncio hostil,

O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,

Se ainda há vida ainda não é finda.

O frio morto em cinzas a ocultou:

A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —

Com que a chama do esforço se remoça,

E outra vez conquistaremos a distância

Do mar ou outra, mas que seja nossa.”

 

Imagem: John Pitre

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Categorias: Crónica, Política, Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Daniel Faria

Nasceu em 1975, em Vila Nova de Famalicão. Licenciado em Sociologia das Organizações pela Universidade do Minho e pós-graduado em Sociologia da Cultura e dos Estilos de Vida pela mesma Instituição. É diplomado pelo Curso Teológico-Pastoral da Universidade Católica Portuguesa. Em 1998 e 1999, trabalhou no Centro Regional da Segurança Social do Norte. Desde 2000, é Técnico Superior no Município de Vila Nova de Famalicão. Valoriza as ciências sociais e humanas e a espiritualidade como meios de aprofundar o (auto)conhecimento, em sintonia com a Natureza e o Universo. Dedica-se a causas de voluntariado. É autor do blogue pracadasideias.blogspot.com e da página Espiritualidade e Liberdade.

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