O galo de Barcelos ao Poder!?

Grande Entrevista | José Lourenço, o Presidente: A razão desta candidatura à Presidência é a busca de um mundo melhor

Grande Entrevista | José Lourenço, o Presidente: A razão desta candidatura à Presidência é a busca de um mundo melhor

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Habemus Candidatus.

José Lourenço, de Barcelos, quer ser Presidente da República.

Esta candidatura é das primeiras a ser lançada a público. O candidato promete mesmo ser o primeiro a formalizar a participação nas próximas eleições presidenciais, em Portugal, mediante a entrega do número mínimo de 7.500 assinaturas indispensáveis ao Tribunal Constitucional. A outra condição indispensável para se poder concorrer ao cargo de mais alto dignitário do país é ter pelo menos 35 anos. Depois, há ainda uma terceira condição que não é de somenos: os candidatos precisam ter dinheiro para gastar do seu bolso antes de poderem vir a receber um subsídio que o estado só paga em caso de o candidato obter um resultado acima de 5% dos votos expressos. Outras condições existem, mas são pouco relevantes para o efeito.

Neste momento, o candidato reúne a segunda das condições – idade -, mas garante que lhe vai ser fácil obter a primeira – assinaturas – e estar a conseguir juntar os apoios financeiros mínimos indispensáveis para garantir a terceira – apoios financeiros.

As eleições presidenciais acontecerão apenas em 2021, mas este barcelense, com um passado assente na luta política na área da esquerda alternativa, quer marcar o seu lugar desde já. Chegará ele, no final da campanha, no pelotão da frente? Será capaz de ganhar mesmo a competição que se anuncia? Ou os seus objetivos serão outros, quedando-se apenas pela participação e divulgação mais alargada da sua mensagem?

A candidatura de José Lourenço promete apresentar uma proposta política diferente. Desde logo porque é ‘espontânea e independente’. Além disso, no momento da partida, cita o poeta popular António Aleixo para lembrar aos potenciais eleitores que um mundo melhor é possível.

‘Vós que lá do vosso império
Prometeis um mundo novo
Calai-vos que pode o povo
Querer um mundo novo a sério’.

A sua vasta proposta de modelo de sociedade chega a passar por mudar o paradigma do futebol atual. Não que esta seja de todo o cerne da questão. Mas “o nosso manifesto social – anticapital -, que lançaremos no decorrer deste ‘assalto’ ao Palácio de Belém, explica-o sucintamente. O manifesto é válido para a economia social que levará à falência os grandes grupos económicos”, afirma. Confessa José Lourenço, a dado passo, de forma sui generis: “Não tenho clube desde os 16 anos por gostar muito de futebol. O programa em curso contempla fazer uma Federação Popular de Futebol que, sem interferência alguma no modelo atual, por força vai acabar com o Futebol tal como o conhecemos”.

Neste momento, está previsto o anúncio oficial da candidatura de José Lourenço à Presidência da República para muito o próximo 25 de Abril, pelas 15h00, no acesso ao Paço dos Condes de Barcelos, vulgo Castelo.

Breve história de vida

Zé Lourenço, assim é conhecido, continua a viver em Arcozelo, na zona da cidade onde nasceu. Naquele tempo, Barcelos era uma cidade bem mais pequena do que é hoje. Não que a cidade seja uma capital regional, mas é bem maior do que era então, dado o crescimento que deslocou boa parte da população das freguesias para a cidade e os seus arrabaldes. Nos anos 60, a cidade era o seu casco histórico, Arcozelo, Barcelinhos, S. Veríssimo e Vila Frescainha,  os arrabaldes. Com essa dicotomia, uma outra se fazia sentir: a da distribuição de rendimentos. No coração da cidade vivia uma classe social abastada ou semiabastada, constituída por comerciantes, profissionais liberais, funcionários e afins; nos arrabaldes viviam os operários e os pequenos proprietários e rendeiros agrícolas. Mais ao largo ficavam as grandes propriedades, ainda assim ínfimas quando comparadas com as de outras regiões do país.

As pessoas da cidade conheciam-se todas. Era um tempo em que se reconheciam as famílias, de cara e pelo nome próprio de quase todos os seus membros, um a um, fossem elas quais fossem, das mais ricas às mais pobres. Conheciam-se as suas origens, moradas – não as residências, pois aí nem todos nunca tiveram nem terão acesso, e formas de vida. Também quem eram os pais, os familiares, o que faziam, os seus rendimentos, se as pessoas eram gente de bem ou bem pelo contrário.

José Lourenço vivia no atual Bairro 1º de Maio, antigo Bairro Dr. Oliveira Salazar, ao lado do qual, após o 25 de Abril, se viria a erguer um outro núcleo residencial propriedade do Fundo de Fomento de Habitação. Era um bairro operário por excelência. No que à família diz respeito, pertencia aos ‘Terinhos‘ (do avô), ou ‘Genix’ (do pai), homens estes por quem nutria e nutre profunda admiração. A família, como tantas outras, vinda ‘do nada’, a certa altura ganha poder e visibilidade, pelo sucesso na indústria têxtil através das Confeções Vilor, e hoje encontra cada um dos seus elementos em situação bastante diversa, mas muito longe de tempos outrora áureos.

Zé Lourenço, ‘o Poeta‘, alcunha por que todos o barcelenses o identificam, está a caminho dos 60 anos. Magro, a sua idade é um pouco indefinida; parece talvez um pouco mais velho do que aquilo que é na realidade. Também conhecido por outras várias alcunhas, passará a ostentar uma outra a partir de agora: ‘o Presidente’. José Lourenço é um homem inteligente, de olhar duro e arguto, com andar furtivo, próprio de quem vive insatisfeito e em procura constante de um mundo diferente.

Prestes a entrar em mais uma grande batalha de vida, que não será a última certamente, José Lourenço nasceu para lutar, é um homem que não desiste nunca. De convicções profundas, desde a juventude luta com fervor pelas suas ideias políticas, e não só. Mas estas pugnas não são de todo exclusivas, aliás seguem mesmo os passos a outras batalhas que vinham de trás. “Quando entrei para a escola primária, em outubro de 1969″, principia José Lourenço, “entrei direto para a fila dos burros”. Para quem não sabe ou desconheça a expressão, pode soar estranho, mas esta era mesmo usada regularmente e sem qualquer pejo. “Os repetentes, como liam de cor e salteado, eram os inteligentes, sabiam mais do que os novatos”, acrescenta em suave tom de ironia com que condimenta a linguagem. “Não me conformei. Vai daí a professora, em dezembro 1969, no final do período, descobriu que eu era o melhor aluno da sala. Fui, desde a 1ª classe, sempre o melhor aluno, sem paralelo. Para castigo, fui sempre o chefe da turma nas horas em que as professoras se juntavam para pôr a conversa em dia”, começa por contar, na primeira pessoa, lembrando um sucesso bem distante no tempo, de certo modo parecendo querer antecipar um premonitório sucesso para a sua candidatura. “Aprendi a ler e a escrever nos pipos de vinho, tal como a fazer contas ao servir o meio-quartilho, tantas vezes até de petróleo. Filho de merceeiro trabalha mesmo que não queira. E assim foi a minha vida entre estudos e alguma liberdade conquistada a custo“.

“No início de 1980”, período em que a Indústria Têxtil e da Confeção explodiu na região e as chafarricas se multiplicavam que nem cogumelos, “o meu pai torna-se empresário e, claro, entre estudos e teares, aprendo o mister do Jersey, do Rib e da Felpa“. Num tempo em que os progressos sociais foram significativos e, de certo modo, os anos imediatamente anteriores ao 25 de Abril já antecipavam, “como estudante, inaugurei o Ciclo Preparatório e a Escola Secundária de Arcozelo, à data, por substituição da Escola Comercial e Industrial de Barcelos. Fui cobaia de todo o Ensino Unificado desde o 7º ano, sem interrupções até ao 12º. Reprovei, como externo, por uma décima a História, umas das maiores injustiças neste país. Matéria que publicarei no meu Diário”, remata. 

No final dos anos 70, a Feira de Barcelos era a maior do país. José Lourenço também aí trabalhou. Grande parte do comércio fazia-se por esta via, mais a mais num concelho predominantemente rural como era aquele em que vivia. Para lá disso, à época, a feira era também uma forma de ascensão social. Foram muitos os feirantes que por então enriqueceram, ou ascenderam socialmente, à custa de muito trabalho, é certo, mas também de um poder de compra crescente que as classes populares até então desconheciam. “Trabalhei na feira a distribuir fruta que buscávamos no Portugal rural e nos mercados abastecedores”, revela.

“Uma vez que fui impedido de entrar para a Universidade e porque tinha de me fazer à vida, concorri ao curso de Piloto Miliciano da Força Aérea Portuguesa. Uma vez apurado, zarpei para Paris, onde vivi alguns meses, até ingressar no Curso de Pilotagem. O curso estava destinado aos filhos dos generais pelo que rapidamente voei para o serviço geral como aspirante a oficial, até completar o serviço militar obrigatório. Eram as regras. Aproveitei e matriculei-me na Faculdade de Letras, em Lisboa, no curso com que sempre sonhara: Filosofia. Após 25 meses de serviço militar, passei à reserva como Alferes e pedi transferência para o Porto até desistir. Preferi trabalhar nos Teares a perder tempo num curso que já tinha como autodidata”.

Enquanto isso, “casei e tive o primeiro de quatro filhos, que já me deram quatro netos”.

Numa época em que o just in time era modelo de produção de referência, trabalha como gestor em diversas empresas. Mas José Lourenço tem já um outro bichinho a persegui-lo, bichinho esse que não mais o largará até ao presente: a informática. Assim foi até ao ano 2000, ano em que decidi abrir a CathedralSOFT com mais 3 sócios. Em 2003, houve uma cisão e, junto com um meu amigo e meu  sócio, abri a xTok, que dura, plena de aventuras e projetos, entre os quais o BlogTok, até ao presente“.

Durante todos estes anos, “desenvolvi as 3 teses que são os pilares da minha candidatura, apesar de nunca terem sido pensadas com esse objetivo. Esta candidatura é um feliz acidente de percurso”.

Pelo caminho ficou a publicação de um livro de poesia, o qual José Lourenço ofereceu aos amigos mais chegados e se encontra disponível, para leitura imediata ou descarga em .pdf, na plataforma BlogToq.

À conversa com…

Pedro Costa: És um homem feliz – sereno e tranquilo -, que vive de bem consigo e com o mundo?

José Lourenço: Sou feliz num mundo infeliz, porque alio o milagre da vida ao milagre de viver. Sou uma espécie de filho e pai de um qualquer filme onde a vida é bela. Como filho, vivo essa ilusão, e como pai, busco um mundo melhor. Daí a razão de ser desta candidatura, a busca de um mundo melhor. Como a vida vale mais do que a sua aparência, desenvolvi na arte do perdoar e do ser mais amigo do amigo, uma forma de me dar bem com o mundo mesmo que este me caia em cima. Tenho como sonho dedicar a minha vida, em troca de um prato de sopa, a Moçambique, porque me sinto mais útil lá como um simples missionário-amigo, do que como presidente em Portugal. Porque falam valores mais altos, que vou relatando no meu diário de campanha.

PC: Recordando o teu passado, qual foi o primeiro momento – momento inicial ou ponto de partida -, aquele acontecimento em que te recordas ter começado a interessar pela política em geral?

JL: Comecei muito novo, logo aos 12 anos, após Abril de 1974. Era quase moda ser revolucionário no PREC e fui tendo acesso aos livros de Marx, Engels, Lenine, que há data já lia com manifesto interesse. Daí até ganhar experiência partidária foi um passo.

Quantas vezes havia uma luta entre ver a Gabriela Cravo e Canela ou reunir!… Ambos eram momentos revolucionários, mas era importante não aceder à alienação, KOVYD da burguesia, digamos. Fui mascote na primeira Associação de Estudantes do antigo Ciclo Preparatório, liderada por Alberto Serra, visto que era ainda um rapazinho. No ano seguinte, quando os mais velhos saíram da escola, passei a ser eu o dirigente máximo da AE. Fiz parte, nessa altura, do Conselho Directivo, em representação dos alunos. Essa prática, infelizmente, foi abandonada.

Aos 17 anos, já viajava para Lisboa, porque era dirigente do Conselho Nacional da UJCR, órgão juvenil do PC(R) [partido político inicialmente conhecido por FEC (M-L), e que posteriormente integrou a UDP que, por sua vez, fundou o Bloco de Esquerda com o PSR e o Política XXI] -, partido no qual militei posteriormente na clandestinidade, visto ser um colectivo realmente revolucionário, por oposição ao PCP, partido este degenerado, como todos bem sabemos e sentimos, caso sintomático do apoio, em nome do voto, à Tourada, prática esta que roça a barbárie, que já na idade média tinha forte oposição. Foi a grande revolução de Abril, a mais importante no séc 20, a seguir à Revolução Bolchevique em Outubro de 1917 na Rússia, que despertou o ser que habita em nós. Segundo Aristóteles o homem é um zoom politikon, um animal político.

PC: Estás ligado a algum partido político na atualidade? Que te levou a focares-te no discurso político da ‘esquerda radical’?

JL: Não faço parte de nenhum partido. Simpatizo e voto.

Quanto aos rótulos, nunca são a coisa em si. Radical é aquele que vai até a raiz das coisas, logo eu vou quando muito à raiz da esquerda, visto que esta não precisa de alcunhas. Existe esquerda e direita, tal como as mãos, não existe uma mão radical. Isso é um disparate que alimenta a alienação no mundo, tal como diversos conceitos políticos perfeitamente fora do sentido. Dou como exemplo chamar a certos países de comunistas, quando o comunismo no seu conceito puro, reside numa sociedade utópica, sem propriedade privada, sem forças repressivas ou policiais e, em última instância, sem Estado. E nós sabemos que jamais existiu um país, nem de perto nem de longe, com esse modelo de sociedade. Jamais. O mesmo se aplica ao marxismo. Marx por diversas vezes disse que não era marxista. Isso leva-nos para o campo da idolatria, pelo que, nesse sentido, eu não sou marxista, mas tudo que faço, faço à luz dos ensinamentos politicoeconómicos baseados no método científico do materialismo dialético e histórico, da filosofia que Marx desenvolveu, a qual cabe aos novos pensadores pôr em prática no devido contexto sociopolítico em que vivem.

Sou radical no sentido em que busco aplicar um método, que nos permita evitar a barbárie nos tempos atuais, uma vez que o processo civilizacional recuou e, hoje, corremos riscos de sofrermos uma pandemia social. Radicais são os atuais políticos por nada fazerem e, como tal, abrirem portas a uma potencial desordem mergulhada no caos, visto que não há nenhuma direção de vanguarda que possa guiar os destinos da luta da classe revolucionária, o trabalhador/proletário/burguês.

PC: Até que ponto faz sentido, nos dias de hoje, persistir no mesmo tipo de discurso, ou de ideias políticas, de há 45 anos atrás, em que quase ninguém aceita, ou até mesmo desvaloriza, tais ideologias?

JL: Ninguém aceita? É ver o extremar de posições e o advento da extrema-direita. Em política, nunca há vazios. A mentalidade do ‘quase ninguém aceita’ tem a ver com a forte dose de alienação de que padecem os povos, muitos numa falsa impressão de pleno bem-estar, como se todos os males que vêm ao mundo só acontecessem aos outros. Mas não é verdade. A história é mestra e essa lê-se e entende-se pelos factos presentes. Vê-se e entende-se no dia de hoje a razão do que aconteceu ontem e só assim se consegue antecipar o futuro.

Faz anos que digo que nesta década esperava uma forte recessão, provocado por um “simples” desentendimento da União Europeia, o qual nos poderá levar à penúria alimentar nesse momento, e que isso será o bastante para morrermos de fome. Portugal é o elo mais fraco, juntamente com os demais países do Sul, fortemente dependentes de matéria prima para produção de alimentos. Esse caos será o bastante para morrermos à fome em três meses, visto que, como digo, vamos comer “carros”, tal é essa fartura e riqueza que engana os sentidos. O fenómeno da KOVYD é sintomático, mas esperemos que não seja fruto deste surto, Um segundo e terceiro surtos podem precipitar esse “desentendimento”, hoje concertado em condições adversas e impossível de acontecer numa próxima crise.

PC: A propósito de ‘KOVYD’, sei que inventaste uma nova forma de escrita há muitos anos e que até está inscrita no teu programa tendo em vista a sua implementação entre a população. Queres explicar melhor?

JL: O AVKD é um dos pilares da nossa candidatura, junto com a economia social e com a democracia direta. Criei o AVKD há 30 anos. Este projeto é reiteradamente usado pelas gigantes tecnológicas, como a Google, Apple e a Amazon, nos seus assistentes pessoais Alexa, Siri, Cortana, entre outros, depois de o terem usurpado indevidamente. Com este novo alfabeto e forma de escrever,que dá primazia à fonética em detrimento da etimologia, vamos acabar com o anafalbetismo. Vamos fazer uma revolução, num mundo novo.

PC: O que representa esta candidatura? Por que razão te decidiste a candidatar-te a Presidente da República?

JL: Na conjuntura atual, a crise da UE e o respetivo potencial agravamento representam um perigo. É preciso alertar para mudanças de atitude, de modo a preparar os celeiros para uma eventualidade de escassez de produtos essenciais. Esta candidatura apresenta um modelo completamente distinto do atual modelo de governação. Apesar de estar fortemente vinculada ao extremo respeito e cumprimento da nossa Constituição da República Portuguesa, a mesma apresenta um novo modelo que será possível com a alteração da própria CRP. Tal facto está previsto na Lei Fundamental, porque bastam 2/3 da Assembleia para que tal modelo seja aprovado. Apresentamos um modelo de governação com somente 7 ministérios e apenas 49 deputados.

PC: Para te candidatares à Presidência da República terás de contar com diversos apoios. Quais as atuais ligações políticas de relevo? Com que apoios contas e/ou esperas receber?

JL: Esta candidatura é espontânea e independente. Apesar de espontânea, assenta em 3 pilares fundamentais. Independente, conta, desde logo, com o total apoio político do povo português, nomeadamente dos abstencionistas. Esta candidatura é como oxigénio ou pão para a boca. O projeto é o que o subconsciente coletivo reclama e que, por forças objetivas e subjetivas, se imporá. Queremos pôr um travão no perigo da ascensão da extrema-direita, sendo a vertente antiChega uma razão maior da nossa candidatura. Os seus apoiantes serão responsáveis pela nossa vitória, visto que o serem antissistema vai esbarrar connosco, porque nós somos a verdade da sua mentira. Por outro lado, os demais partidos vão ver-se obrigados ou a não apresentarem candidatos ou a desistirem a nosso favor, sob pena de comprometerem a nossa candidatura na 2ª volta, o que o seu eleitorado não perdoaria nas eleições seguintes. Nós vamos ganhar à 1ª volta. [Se tal não acontecer,] Mesmo o pior cenário será uma vitória, porque com o dinheiro recebido nas eleições iremos investir até ao último tostão na implementação do sistema de democracia direta, através de um software simples e intuitivo que convencerá o povo português a criar um movimento e ganhar as legislativas para o efeito. A nossa candidatura confere uma vitória ao povo português, porque é o povo português que vai a sufrágio. Eu sou um mero farol a indicar o caminho. Todos os valores recebidos pertencem ao projeto, incluindo a [eventual] indemnização do processo que a minha empresa se prepara para mover à Google.

A xTok procura aliás, atualmente, apoio jurídico para processar a Google, visto que esta censurou no seu motor de busca os cerca de 10.000 blogues, sites e portais existentes na plataforma desde há muitos anos. Esta censura fez com o projeto fosse naturalmente abandonado pelos seus milhares de utilizadores, uma vez que não eram exibidos pelos motores de busca.

PC: Sei que não tens nem nunca tiveste nada a ver com movimentos anarquistas – e naquela época (pós-25 de Abril) até havia e, apesar da reduzida expressão, ainda duraram alguns anos. Por 1975, aquando das eleições à Assembleia constituinte, um anarquista publicou um dichote, numa parede, sugerindo que o galo de Barcelos ocupasse o poder, dada a fraca ideia que os anarquistas faziam dos políticos daquele tempo e considerarem que não seriam capazes de fazer justiça social. Uma vez que a tua candidatura se coloca contra o atual sistema, e és de barcelos, não haverá aqui alguma espécie de analogia? Chegará o galo de Barcelos ao Poder? O que consideras afinal um bom resultado para a tua candidatura?

JL: Espero ser o próximo presidente da IV República Portuguesa.

Obs1: Artigo editado em 23042020, 23h12, corrigindo o antigo nome do Bairro 1º de Maio – Bairro Dr. Oliveira Salazar.
Obs2: Artigo editado em 24042020, 12h20, com inclusão da menção ‘à Presidência’ no título e correções de pormenor.

Imagens: JL, exceto ‘O GALO de barcelos ao poder A‘, de José Marques

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Categorias: Política, Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Pedro Costa

Diretor e editor.

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