Moisés Ferreira: [Durante a epidemia], grupos económicos devem colocar recursos ao serviço do bem comum

Saúde | Bloco propõe requisição civil do Hospital de Dia do Grupo Trofa Saúde em Famalicão

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Sobretudo dado o facto de a saúde ser um bem inestimável, mas também devido ao facto de os respetivos trabalhadores terem sido enviados para casa de forma imprevista, diversas pessoas e entidades têm-se já questionado sobre o inusitado encerramento do Hospital de Dia, em Vila Nova de Famalicão, durante o período de qaurentena que estamos a viver. Agora, o Bloco de Esquerda questionou diretamente o Governo sobre o encerramento destas instalações do Grupo Trofa Saúde e propõe a requisição civil de instalações e profissionais de saúde daquele hospital.

Em causa está a decisão do Grupo Trofa Saúde em encerrar aquele hospital devido “à falta de atividade imediata imprevisível e totalmente fora do controlo da empresa”, propondo aos funcionários o gozo de férias ou a perde de 25% do salário.

Para o deputado bloquista Moisés Ferreira, “para além da clara ilegalidade laboral, há ainda a questão da irresponsabilidade deste grupo privado perante a comunidade, principalmente no momento epidémico que o país atravessa”. “É vergonhosa a forma como alguns privados tentam escapar das suas responsabilidades, achando que podem fechar portas durante a epidemia”, critica o deputado na sua página de Facebook.

O dirigente bloquista defende que, “se estes grupos económicos não estão dispostos a colocar os seus recursos ao serviço do bem comum, então devem ser imediatamente requisitados e integrados no SNS”.

Por isso, o Bloco de Esquerda quer saber “quando procederá o Governo à requisição das instalações, equipamentos e profissionais deste hospital que foi encerrado pela administração da Trofa Saúde em plena situação de emergência de saúde pública em Portugal”.

Os deputados bloquistas pretendem ainda que o Ministério da Saúde esclareça se “não considera que este é o momento em que todos devem ser chamados à responsabilidade de contribuir para o bem comum e que o comportamento da Trofa Saúde, nomeadamente em relação ao hospital de Famalicão, não corresponde minimamente a essa responsabilidade que é exigida”.

 

Fonte: Bloco de Esquerda; Imagem: Emília Macedo

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