José Macedo

Covid-19 | Temos de testar, testar, testar

Covid-19 | Temos de testar, testar, testar

Pub

 

 

Testar o maior número de pessoas em Portugal, para o Covid-19, é a única forma de sabermos realmente qual o estado de evolução da pandemia em Portugal.

Assistimos todos os dias a um mediatismo relativo ao ponto de situação da pandemia, assistimos a uma cobertura jornalística total do estado do país nesta situação de emergência nacional, de acordo com as medidas de contingência assumidas pelos portugueses. No entanto fala-se pouco da incrementação da realização de testes.

Compreendo que, quando se fala do uso das máscaras, até possamos usar um pouco de despreocupação no que diz respeito ao seu uso, visto que se se comunicasse o uso aconselhável iria haver uma correria à compra das mesmas, esgotando stocks que não são suficientes nem para o pessoal da saúde. Até posso compreender esta tática, mas na minha opinião é errada… Não consigo compreender o porquê de não se arranjar alternativas de aquisição de testes para aferir quem está ou não infetado. Enquanto se mantém esta relutância neste ponto, o vírus propaga-se porque não sabemos quem está ou não infetado, criando cada vez mais cadeias de propagação.

Os testes em massa foram a solução noutros países, nomeadamente nos que não perderam o controlo da pandemia.  De salientar que todas as medidas até agora tomadas em Portugal têm sido importantes para “controlar” o elevado número de infetados que vão surgindo todos os dias.

Um dos problemas do nosso caso é que mais uma vez só reagimos a posteriori. Foi preciso aparecer o primeiro caso em Portugal para atuar. Porque haveria de ser diferente nos lares, nos hospitais, em instituições, em que só depois de aparecerem os primeiros casos, é que se decidiu a realização de testes nestes locais?

O Caso de Braga

Em Braga temos cerca de 2000 idosos institucionalizados. No entanto, esta falta de prevenção, tanto por parte dos lares como do Governo, através da Direção-Geral da Saúde, fez com que alguns lares já tenham um elevado número de idosos e funcionários contaminados. Isto porque não houve plano de prevenção! Ora, pensando bem e friamente, se sabíamos de antemão que este vírus ataca de forma mais “brutal” os idosos e pessoas com patologias gravosas, porque não foram tomadas medidas preventivas antes sequer de aparecer o primeiro infetado? O elevado número de óbitos a que temos assistido na maior parte dos países concentram-se num aglomerado de pessoas com idades superiores a 60 anos. Tendo o nosso país uma população idosa, e Braga não sendo exceção, fico perplexo como não se atuou antes.

A Câmara Municipal de Braga já tinha mostrado agir preventivamente criando o horário zero para os comerciantes e criando pro-ativamente, e em cooperação com a DGS, um centro de rastreamento numa das suas grandes obras – falo do Altice Fórum que em tempos áureos acolhe grandes eventos -. Agora, hoje, o Município mostra poder ser uma valência para a saúde dos Bracarenses. Às suas custas, optou também por testar todos os idosos e funcionários de lares, assumindo os custos, para saber quem esta infetado ou não, permitindo adotar medidas reativas e de combate à pandemia no âmbito municipal. Adotando uma atitude de política social, de assistência e cuidado da sua população, os executivos podem e devem atuar proativamente. Deveria ser este custo imputado aos lares? Uns opinam que sim outros que não, o fato é que o executivo entendeu em prol dos bracarenses efetuá-lo.

Por isso Sra. Ministra da Saúde, Sra. Diretora da Direção-Geral da Saúde, Sr. 1º Ministro, vejam o exemplo de Braga e apliquem-no no país, custe o que custar.

Testar, testar, testar é o segredo. Os Bracarenses, os Portugueses agradecem.

 

**

*

Se chegou até aqui é porque provavelmente aprecia o trabalho que estamos a desenvolver.

Vila Nova é cidadania e serviço público: diário digital generalista de âmbito regional, independente e pluralé gratuito para os leitores. Acreditamos que a informação de qualidade, que ajuda a pensar e a decidir, é um direito de todos numa sociedade que se pretende democrática.

Como deve calcular, a Vila Nova praticamente não tem receitas publicitárias. Mais importante do que isso, não tem o apoio nem depende de nenhum grupo económico ou político.

Você sabe que pode contar connosco. Estamos por isso a pedir aos leitores como você, que têm disponibilidade para o fazer, um pequeno contributo.

Como qualquer outra, a Vila Nova tem custos de funcionamento, entre eles, ainda que de forma não exclusiva, a manutenção e renovação de equipamento, despesas de representação, transportes e telecomunicações, alojamento de páginas na rede, taxas específicas da atividade.

Para lá disso, a Vila Nova pretende pretende produzir e distribuir cada vez mais e melhor informação, com independência e com a diversidade de opiniões própria de uma sociedade aberta e plural.

Se considera válido o trabalho realizado, não deixe de efetuar o seu simbólico contributo – a partir de 1,00 euro – sob a forma de donativo através de netbanking ou multibanco. Se é uma empresa ou instituição, poderá receber publicidade como forma de retribuição.

Se quiser fazer uma assinatura com a periodicidade que entender adequada, programe as suas contribuições. Estabeleça esse compromisso connosco.

Contamos consigo.

*

NiB: 0065 0922 00017890002 91

IBAN: PT 50 0065 0922 00017890002 91

BIC/SWIFT: BESZ PT PL

Obs: Envie-nos o comprovativo da transferência e o seu número de contribuinte caso pretenda receber o comprovativo de pagamento, para efeitos fiscais ou outros.

*

Pub

Categorias: Crónica, Sociedade

About Author

Write a Comment

Only registered users can comment.