Agostinho Fernandes

Questionário de Proust | Manuel Augusto Martins de Araújo

Questionário de Proust | Manuel Augusto Martins de Araújo

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Manuel Augusto Martins de Araújo nasceu em 1959. Casado, natural de Vila Nova de Famalicão, viveu em Nine e reside atualmente em Arnoso Santa Eulália.

Depois da Escola Primária, frequentou o Colégio Missionário La Salle, em Barcelos, onde tomou consciência para questões sociais e comunitárias. Após passar pelo Liceu de V. N. de Famalicão, licenciou-se em Geografia pela Universidade do Porto.

De 1981 a 2013 foi professor de Geografia, no Externato Infante D. Henrique / Alfacoop – Cooperativa de Ensino, CRL, onde, a par da atividade docente, desempenhou funções pedagógicas e administrativas. É atualmente membro da direção da Escola Profissional CIOR.

De 1991 a 2001, Manuel Augusto integrou o Gabinete de Apoio ao Presidente da Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, ao tempo da presidência de Agostinho Fernandes. Desempenhou também funções autárquicas como Presidente da Assembleia de Freguesia de Nine e de Arnoso Santa Eulália.

Membro fundador da Engenho – Associação de Desenvolvimento Local do Vale do Este –, é presidente da direção desta instituição, desde 2010. É ainda membro do Conselho Fiscal da Associação Dar-as-Mãos e do Conselho Fiscal da União Distrital das IPSS de Braga.

Membro do Conselho Municipal de Educação, Manuel Augusto Martins de Araújo foi, em 2018, agraciado pelo Município de Famalicão com a Medalha de Mérito Municipal de Benemerência.

 

1. Qual é para si o cúmulo da miséria moral?

Tudo o que de qualquer forma e modo ponha em causa a dignidade da pessoa humana.

 

2. O seu ideal de felicidade terrestre?

“Paz, pão, habitação, saúde…” e alegria de viver.

 

3. Que culpas, a seu ver, requerem mais indulgência?

As que resultem de atos não premeditados, que não prejudiquem gravemente o outro e que conduzam ao arrependimento.

 

4. E menos indulgência?

Todas as que resultem de atos de violência e malvadez, e são tantos…, que prejudiquem e façam sofrer o outro, o nosso semelhante.

 

5. Qual a sua personagem histórica favorita?

Tenho várias, mas fico-me só por Jesus Cristo.

 

6. E as heroínas mais admiráveis da vida real?

As mulheres, particularmente todas as mães.

 

7. A sua heroína preferida na ficção?

Não sou muito dada à ficção. Neste domínio não tenho heroína.

 

8. O seu pintor favorito?

Tenho vários e portugueses: Malhoa, Amadeu Sousa Cardoso, Resende, Bual, Pomar e Graça Morais.

 

9. O seu músico favorito?

Variam conforme o passar do tempo, as circunstâncias, os momentos da vida e os estilos. Beethoven foi um génio. Aprecio também música popular e…fado.

 

10. Que qualidade mais aprecia no homem?

Carácter.

 

11. Que qualidade prefere na mulher?

Ser mulher com a sua feminilidade.

 

12. A sua ocupação favorita?

Pensar e fazer coisas que possam ser úteis. Ler. Uma boa conversa à mesa em família ou com os amigos. Por vezes, não fazer nada e dar o corpo à preguiça faz bem.

 

13. Quem gostaria de ter sido?

Sinto-me bem sendo quem sou com todas as minhas circunstâncias.

 

14. O principal atributo do seu carácter?

Deixo a resposta para quem me conhece e lida ou lidou comigo.

 

15. Que mais apetece aos amigos?

Que sejam felizes, leais e respeitadores, mesmo quando tenham um pensar diferente. Estar com eles e dar-lhes um abraço.

 

16. O seu principal defeito?

Tenho muitos: Teimoso, por vezes irritadiço, dou murros na mesa, digo uns palavrões e desvio-me, muitas vezes, do “politicamente correto”.

 

17. O seu sonho de felicidade?

Sentir-me bem comigo e com os meus, ter amigos, poucos mas bons, ter condições para viver com a dignidade que toda a pessoa deveria ter, acordar todos os dias e dizer e desejar bom dia a todos e todas com quem me cruzo. Apreciar as coisas simples e belas da Criação, de Deus e dos Homens.

 

18. Qual a maior das desgraças?

A morte prematura de alguém querido e parte de nós. A guerra, “ aquele monstro” , no dizer de António Vieira, se ainda me é permitido citá-lo !

 

19. Que profissão, que não fosse a de escritor, gostaria de ter exercido?

Fui professor de Geografia e continuo a ser pois fica-se para sempre com esta nobre profissão, mas gostaria de ser agrónomo, porque sempre fui muito ligado às coisa da terra e do campo. Jornalista já foi paixão.

 

20. Que cor prefere?

Azul, do mar e do céu, mas os tons de verde não ficam muito atrás, verde dos campos, dos montes e … dos olhos.

 

21. A flor que mais gosta?

Rosa, mas aprecio muito as flores silvestres.

 

22. O pássaro que lhe merece mais simpatia?

Para quem, em criança, andou aos ninhos, um ninho de melro era um segredo bem guardado. Melro.  Mas nunca esqueço o casal de pombas que o meu Pai me deu, era eu menino, e do pombal caiado que colocou no cabeço de um esteio no terreiro da casa.

 

23. Os seus ficcionistas preferidos?

Vieira, Camilo, Eça, Jorge Amado, Saramago, Lobo Antunes

 

24. Poetas preferidos?

Camões, Pessoa, Cesário Verde, Torga, Eugénio de Andrade, Sofia, Manuel Alegre.

 

25. O seu herói?

Jesus Cristo e D. Afonso Henriques.

 

26. Os seus heróis da vida real?

Meu Pai e minha Mãe.

 

27. As suas heroínas da história?

Joana D´Arc, Madre Teresa de Calcutá e todas as mulheres que o sendo morreram no anonimato.

 

28. Que mais detesta no homem?

Arrogância e falta de carácter.

             

29. Caracteres históricos que mais abomina?

Cruz suástica de Hitler e todos os que se associam a regimes e políticas que atentem contra os direitos do Homem.

 

30. Que facto, do ponto de vista guerreiro, mais admira?

Praias da Normandia – Dia D.

 

31. A reforma política que mais ambiciona no mundo?

Uma nova ordem internacional para acabar com as guerras e todo o tipo de violência e com as desigualdades gritantes entre os homens, povos e nações.

 

32. O dom natural que mais gostaria de possuir?

Adivinhar o pensamento dos outros.

 

33. Como desejaria morrer?

Sem sofrer ou fazer sofrer e sem me aperceber…

 

34. Estado presente do seu espírito?

Sereno.

 

35. A sua divisa?

Não tenho. Tento orientar-me por princípios e valores. Por vezes socorro-me da frase: “ O importante é chegar, mesmo que seja o último.”

 

36. Qual é o maior problema em aberto do concelho?

Mobilidade e acessibilidade. Os problemas e consequências resultantes da distância do centro às periferias.

 

37. Qual a área de problemas que se podem considerar satisfatoriamente resolvidos no território municipal?

Educação, cultura, dinâmicas associativas, rede social.

 

38. Que obra importante está ainda em falta entre nós?

Renovar/regenerar espaços e edifícios da cidade, nomeadamente os emblemáticos antigos e devolutos. Promover o território do Vale do Este com todas as suas especificidades e recursos endógenos.

 

39. De que mais se orgulha no seu concelho?

Um Município e uma cidade que se afirma positivamente cada vez mais, em diferentes domínios. Grandes empresas e empresários, gente de trabalho, amiga e solidária. Uma terra e uma gente com identidade.

 

40. Qual é o livro mais importante do mundo para si?

Bíblia e o D. Quixote de La Mancha, de Cervantes. O primeiro pela doutrina e pela mensagem, o segundo pela condição humana.

 

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Categorias: Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Agostinho Fernandes

Agostinho Peixoto Fernandes nasceu em Joane, em 1942. Após a instrução primária, ingressou na austera Ordem do Carmo, em Viana do Castelo, tendo terminado a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Como professor do ensino Secundário ocupou, a partir de 1974, vários cargos de gestão em estabelecimentos de ensino. Entre 1980 e 1982 foi vereador da Cultura, pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal de Famalicão, sendo Presidente Antero Martins do PSD, onde alicerçou uma política inovadora nesta área. Promoveu os Encontros Municipais e de Formação Autárquica, fundou o Boletim Cultural. Dinamizou o movimento associativo local. Em 1983 foi eleito presidente da Câmara de Famalicão, cargo que ocupou até 2001. O seu trabalho de autarca a favor da educação, ensino e acção social (foi um dos primeiros autarcas do país a criar no seu concelho uma rede pública de infantários) foi reconhecido em 1993 pela UNICEF, que o declarou “Presidente da Câmara Amigo das Crianças”. Ao longo dos seus sucessivos mandatos – que se estenderam por um período de quase 20 anos – o concelho transfigurou-se. A ele se deve a implantação de importantes infra-estruturas como o Citeve, Matadouro Central, Universidade Lusíada, Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Biblioteca Municipal, Artave, Centro Coordenador de Transportes, Casa das Artes, Museu da Indústria Têxtil e piscinas municipais. Também tomou decisões polémicas, como a urbanização da parte dos terrenos de Sinçães, a instalação de grandes e médias superfícies comerciais à entrada da cidade e a demolição do Cine-Teatro Augusto Correia. Foi um dos fundadores da Associação de Municípios do Vale do Ave, tendo, neste âmbito, enfrentando a maior contestação popular dos seus mandatos com a construção da ETRSU de Riba de Ave. É sócio de inúmeras associações cívicas, culturais e de solidariedade social e foi mandatário concelhio de Mário Soares e Jorge Sampaio (1º mandato) nas suas campanhas à Presidência da República.

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