José Macedo

Paradigmas | Cronologia da vida: Da ironia da eutanásia à realidade da Covid-19

Paradigmas | Cronologia da vida: Da ironia da eutanásia à realidade da Covid-19

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Há um mês falávamos da Eutanásia, como um modo de “acabar” com a vida humana de forma assistida… Hoje falamos de como preservar e salvar a vida humana…

Como mudam os paradigmas que orientam a importância da vida humana de um momento para o outro. Aqui se colocam os “Se…”. E se há um mês atrás tivéssemos dado real importância a esta pandemia que assola o planeta, poderíamos ter tomado decisões que nos permitissem hoje estar mais descansados, aqui, no “cantinho da Europa”.

Torna-se maquiavélico quando há um mês se discutia em plena Assembleia da República, a decisão de aprovar ou não, a legalidade do uso da Eutanásia em Portugal, colocando na mão de poucos mais de duas centenas de deputados uma decisão tão importante e tão delicada como esta. Hoje, já com um Estado de Emergência Nacional em curso, aprovado na mesma Assembleia, estes deputados, os mesmos de há pouco, tomaram uma decisão que influencia toda a vida da população portuguesa, de maneira a evitar a propagação da Pandemia Vírica instalada a nível global.

As linhas orientadoras dos Governos alteraram-se por completo. Tomam-se decisões, umas preventivas, outras reativas, umas cedo demais, outras tarde demais, mas têm de ser tomadas. Algumas destas decisões, que integram medidas de prevenção, estão associadas de forma direta ao comportamento dos portugueses, à sua responsabilização perante este Estado decretado. Fico incrédulo que perante um cenário negro e macabro que assistimos em vários países, depois da China, vivemos esta questão, num “filme de terror” europeu, nomeadamente em Itália e em Espanha, assistindo a mortes em número elevado de pessoas por infeção com este novo vírus, e em Portugal, ainda existem nichos de indivíduos, que pensam estarem num “filme de drama”, desvalorizando as medidas impostas. Nestes casos terá de ser imposta, pelo próprio Estado, a atuação das autoridades para com quem desrespeitar esta situação. O país está quase parado, mas se não se contiver esta propagação de forma direta, a paragem total será a próxima medida a ser tomada, como já acontece em algumas zonas infetadas.

Existe uma preocupação, justificada, com o futuro do país por parte de quem o governa. Todos sabemos que parando uma economia, a sua recuperação irá ser demorada. Ou seja, um desafio importante se impõe, e aqui o poder de decisão será sujeito a um escrutínio rigoroso, num futuro próximo, no que diz respeito ao “timing” e ao tipo de medidas tomadas pelos responsáveis governamentais. Preocupados com as vidas humanas, mas preocupados ao mesmo tempo com o estado caótico que poderão vir a ter de enfrentar a nível económico.

Guerras, Pandemias, Golpes de Estado, Catástrofes Naturais, são situações que ninguém pode prever, mas no que diz respeito à forma de reagir, o mínimo que pode ser exigido, é atuação absoluta e assertiva.

Quanto à parte económica, de famílias e agentes, as instituições têm obrigação de minimizar o impacto na qualidade de vida das mesmas, mas terá de haver mecanismos estatais que ajudem estes agentes, pois a fatura a pagar não poderá ser totalmente deles. De que vale emprestar agora, para mais tarde cobrar, e com juros…  Quanto à área bancária, que ao longo dos tempos tanta ajuda têm recebido por parte do Estado, no qual cada contribuinte é chamado a contribuir, através da imposição fiscal, é altura de se revelarem à altura deste desafio, de ajudarem as famílias que sempre suportaram e rentabilizaram a sua atividade.

Esta é uma luta de todos nós, pedindo-se responsabilidade à população civil, mas não só. Pedindo responsabilidade ao Governo e às Instituições que têm uma obrigação de cuidar dos portugueses. Este é um esforço conjunto.

Uma das verdades absolutas é que a vida humana, colocada em risco, é sinónimo de atuação total, por parte de todos os intervenientes que gerem o planeta, e bem!

Quero acreditar que o amanhã será melhor.

 

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Categorias: Crónica, Sociedade

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