Comédia dramática sobre o adeus à infância

Cineclube | ‘Tristeza e Alegria na Vida das Girafas’ (2019) de Tiago Guedes

Cineclube | ‘Tristeza e Alegria na Vida das Girafas’ (2019) de Tiago Guedes

 

 

Tristeza e Alegria na Vida das Girafas“, é uma comédia dramática sobre o adeus à infância e respetivas dores de crescimento, com realização e argumento de Tiago Guedes (“Coisa Ruim”, “Entre os Dedos”, “A Herdade”) e banda sonora de Manel Cruz. Maria Abreu (filha do realizador), Miguel Borges, Tónan Quito, Gonçalo Waddington e Miguel Guilherme assumem os papéis principais. O filme é resultado da adaptação e umaa peça de teatro homónima de Tiago Rodrigues.

Girafa é uma menina de dez anos que, apesar de aparentemente imperturbável, sofre pela ausência da mãe, que morreu há algum tempo. Filha única, vive com o pai e com Judy Garland, o seu urso de peluche, que é também o seu único amigo. Um dia, a menina pega em Judy e sai de casa, decidida a angariar dinheiro para poder ver o Discovery Channel e assim preparar um trabalho escolar sobre girafas. Deambulando pela cidade de Lisboa, vai viver aventuras, fazer novos amigos e encontrar algumas respostas de que precisava para enfrentar a dor e fazer o luto.

Inês Loureiro Pinto, na Comunidade Cultura e Arte, destaca o facto de “Tristeza e Alegria na Vida das Girafas” ‘ser uma composição sobre a vida. Não a das girafas, mas dos adultos – como é dito a certo ponto, “o trabalho não é sobre as girafas, é sobre a razão de quereres falar delas”. E acrescenta: ‘Tiago Guedes capta a vida em filme na sua mais pura e teimosa dualidade, intimamente fundida: o yin e o yang da tristeza e da alegria, tão trágica quanto cómica em episódios do dia-a-dia ou em duras viagens ao passado’.

João Lopes, no Diário de Notícias, vincou ‘o contraste, pleno de ironia‘, que ‘é sintoma de uma evidente versatilidade’ do autor Tiago Guedes: ‘se A Herdade aposta num registo de melodrama histórico ligado ao mais depurado classicismo, Tristeza e Alegria na Vida das Girafas segue os caminhos insólitos da fábula, cruzando o mais básico realismo (tudo se passa em reconhecíveis cenários lisboetas) com uma insólita pulsão fantasista’.

‘O filme desenvolve-se como uma viagem real e surreal em que as palavras desempenham um papel nuclear, até porque a “Girafa” parece empenhada em esgotar todas as nuances que o dicionário lhe oferece. (…) O filme de Tiago Guedes explora os artifícios de uma teatralidade que consegue transfigurar e, de algum modo, reinventar os mais diversos cenários, desde o quarto da “Girafa” até às ruas de Lisboa. (…) Talvez seja inevitável reconhecer também que o jogo de contrastes que o filme explora tem os seus desequilíbrios, de tal modo é difícil cruzar o reconhecimento “naturalista” dos lugares com o apelo fantástico de uma aventura vivida por um ser humano e um urso falante. Seja como for, é o risco criativo que tudo isso envolve que pode e deve ser valorizado’, em especial se o espectador se mostrar ‘disponível para ser surpreendido. E aceder ao fascínio que a surpresa pode envolver’, conclui o crítico de cinema.

Tristeza e Alegria na Vida das Girafas” será exibido pelo Cineclube de Joane, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, esta quinta-feira, 13 de fevereiro, pelas 21h45.

Tristeza e Alegria na Vida das Girafas de Tiago Guedes – trailer

Fontes: Cineclube de Joane, CCA, DN

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