Diogo Martins

Dar Coisas aos Nomes | Uma inocência furiosa: George Steiner (1929-2020)

Dar Coisas aos Nomes | Uma inocência furiosa: George Steiner (1929-2020)

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“Em que tempo lectivo, de que pedagogo destroçado ou irónico, ou mesmo vagamente corrupto, terei ouvido a citação de Paul Éluard, le dur désir de durer («o duro desejo de durar»)? Julgo que me apercebi logo de que aquela seria a minha senha.” A citação provém de Errata: Revisões de Uma Vida, livro de George Steiner saído pela primeira vez em 1997 e no qual o pensador, com a mestria, o sentido de humor e o génio erudito que sempre o caracterizaram, cruza habilmente os passos autobiográficos com as suas leituras de eleição. E afirmar isto, porém, apenas roça o superficial da estrutura deste ensaio: o hibridismo entre a vida e os livros apenas conhece em Errata a sua feição mais explícita, como se mimasse frontalmente o célebre aforismo socrático segundo o qual uma vida irreflectida não é digna de se viver. Porque, de resto, toda a produção ensaísta de Steiner, de uma amplitude e fôlego invejáveis, tem como medula estruturante o fascínio pela anomalia humana: este facto extraordinário de sermos uma espécie dotada de pensamento e linguagem, em nome dos quais se cultiva “a paixão pelo inteligível – homo sapiens sapiens – que torna mais ou menos suportável a nossa condição biológica, que é a mortalidade e que constitui aquilo que nos resta de dignidade. Querer compreender, fazer uma boa leitura, não é querer ser livre?” (in As Artes do Sentido, 2017, p. 55).

George Steiner faleceu esta passada segunda-feira, dia 4 de Fevereiro de 2020, aos 90 anos, em Cambridge, no Reino Unido. Nasceu em Paris, em 1929, filho de pais judeus – a mãe era austríaca e o pai era checo –, que cedo se aperceberam da terrível noite do mundo que se abatia sobre a Viena do início do século, com os clamores antissemitas ditando o cerco – e os ulteriores fornos crematórios – à cultura judaica. Na iminência de ver a França ocupada pelo exército nazi, Steiner parte com a família para Nova Iorque, aos 11 anos. Sobrevivendo à chacina que, pela Europa, fazia da depuração rácica uma infame ideologia política, Steiner cedo se aperceberia da responsabilidade ética e das inerentes tensões de ser um sobrevivente: “significa ter ao longo da vida a obrigação de nunca esquecer”, contava ao Expresso, numa entrevista de 2017. E esse sentido de missão acabaria por trazer o professor, em 1959, de volta ao mesmo continente que, décadas antes, o havia expulsado: “A maioria das pessoas quis esquecer, especialmente em França, e mesmo em Israel, onde ninguém queria discutir a Shoah, a morte de seis milhões de pessoas. Demorou muito tempo até acontecer. O mais espantoso é você e eu estarmos sentados mais ou menos normalmente nesta bela casa a falar sobre como fomos capazes de recuperar dessa situação. Teria sido perfeitamente possível a Europa colapsar. Mas não colapsou.”

Seria no continente norte-americano que Steiner viria a consolidar as bases para se afirmar como um dos mais reputados académicos do mundo ocidental: fez os estudos em Chicago (onde concluíra a licenciatura em Letras, 1948) e depois Harvard (onde realizou o mestrado). Voltaria à Europa, mais especificamente a Oxford, para se doutorar com uma tese intitulada A Morte da Tragédia, no mesmo ano em que casaria com a historiadora Zara Steiner, mãe dos seus dois filhos.

É autor de uma obra ensaística que se estende pelos mais distintos universos literários e matizes do conhecimento (das origens da linguagem ao elogio do multilinguismo, da literatura clássica aos estudos de tradução, com destaque para o seminal Depois de Babel). Crítico da ultraespecialização no domínio das ciências (tanto as exatas, como as humanas), que entendia ser perigosa para uma partilha democrática e convivial dos saberes, Steiner perseverava com um inabalável entusiasmo pela paixão de ensinar literatura comparada e poesia, ao longo de mais de meio século repartido por universidades como a de Oxford, Harvard, Cambridge, Stanford, Yale e Genebra. Acrescente-se as suas contribuições, no domínio da crítica literária, para os jornais The Economist, The New Yorker, The Times Literary Supplement e The Guardian.

O demónio feliz da insensatez

Tal como Eugénio Lisboa descrevia o amigo e poeta Jorge de Sena como um descendente da “raça sublime e minada dos grandes obcecados”, também George Steiner pertencia a essa cada vez mais rara espécie de amantes dos virtuosismos da linguagem e do pensamento. “Os pensadores, os eruditos, os matemáticos, os cientistas teóricos ou naturais são seres possuídos. São possuídos por uma insensatez que os domina” (in Errata, p. 58). Em tempos de cinismo consumado, instituído como fórmula comum quer de cortesia, quer de sobrevivência, fórmula essa que se arrasta até para o modo como embraiamos a nossa relação com a sensibilidade artística, numa fria distância sanitária, Steiner defendia precisamente a atitude contrária: o envolvimento ardente com os textos literários, a impregnação absoluta, de corpo e alma, entre o leitor e a obra, numa partilha sensível com a sua comunidade de alunos.

De corpo e alma, reitere-se – porque mesmo esta catacrese assume para Steiner uma necessidade intrínseca de reclamar o mundo como um lugar de sentido, por muito que esse lugar, depois de Auschwitz e de toda a gama de hecatombes subsequentes, se abeire da ruína, contra toda e qualquer possibilidade do sentido ainda se fazer sentir. Há, contudo, para Steiner um carácter epifânico nesse sentido, algo de “real” ou de “evidente”, sobretudo quando as palavras atingem o limiar das suas possibilidades expressivas. Como quem testemunha um milagre e detém em si a prova inefável de que Deus, mesmo depois de morto, continua a inspirar divinamente as realizações humanas com o condão da excelência, Steiner acreditava, apesar de tudo – e contra tudo (a começar pelo referido cinismo generalizado e pela “barbárie particular que é a da trivialidade”) – no poder das letras, das artes e da ciência. Isso que, resumidamente, constitui a civilização ocidental (súmula que um filósofo como Peter Sloterdijk, autor de Crítica da Razão Cínica, é incapaz de mencionar sem ranger os dentes).

O poder das realizações artísticas humanas é sagrado – e Steiner não se desculpa por este gosto imoderado pelo tipo de adjetivos e empolamento retórico que, na boca de outros, soaria a falso e a proselitismo protocolar. É sagrado porque se situa na estrita iminência de o sentido ser feito de palavras, da Palavra (aí se notando a influência familiar da tradição cultural judaica, do monoteísmo enquanto origem da consciência), da morte de Deus que fica intermitentemente suspensa de cada vez que ouvindo uma sonata, assistindo ao Édipo ou lendo Paul Celan nos transmudamos e nos excedemos. Estamos diante “presenças vivas”, que nos contaminam pelo seu poder de irradiação, o “vírus do absoluto”. O fascínio, portanto, diante de tudo o que não é subsumível aos ditames do discurso léxico-gramatical, que excede os limites do cognoscível (e daí as constantes alusões de Steiner à música), essas “carências da linguagem [que] tornam a ausência substantiva” (in Errata, p. 82).

Responder responsavelmente: uma ética de leitura

Esta ingenuidade patusca de Steiner – o confronto com a extraordinária faculdade humana para, servindo-se da linguagem, criar tanto um Bach como um Goebbels – manifesta-se numa paixão ardente pela matéria de que são feitos os livros, matéria que comunica necessariamente com a evidência precária da humanidade. É porque morremos que a moral e as suas virtudes importam; e a literatura, segundo Steiner, só atua em nós se formos o oposto de leitores neutros e distanciados, imunes à coloração das tragédias, dramas e momentos de júbilo de que se reveste o cânone ocidental (tal como Harold Bloom, malgrado as divergências entre ambos, Steiner excursou reiteradamente sobre o tom crepuscular das humanidades face à emergência de novos media rivais e dos movimentos críticos surgidos a partir da década de 60, como o pós-estruturalismo e a desconstrução de Jacques Derrida).

Steiner é um acérrimo defensor da “answerability”, ou “responsabilidade”, que está na base da relação entre o livro e o leitor: “um princípio de uma resposta que é adequada, recíproca e complementar, assente em inteligibilidade e na cortesia do coração. […] Procuramos tornar a nossa resposta responsável à presença autónoma que se encontra diante de nós, à disposição do sersempre vulnerável à tresleitura, à distorção, à trivialização, mas sempre repleto de energias criativas, metafóricas ou inovadoras em relação a nós mesmos e ao mundo, ao ser […]” (in As Artes do Sentido, 2017, p. 28).

A cortesia do coração passa, inclusive, por saber de cor os textos dos quais nos abeiramos: “Um clássico tem o imperioso privilégio de exigir, de gerar uma réplica activa (ou um replay), mesmo quando essa actividade se resume, como me ensinou o meu pai, a decorar. No que concerne a literatura ou a música, memorizar é dar uma primeira resposta. É começar a perceber aquilo que queriam dizer os antigos pensadores e poetas ao proclamarem a Memória como a mãe das Musas. Aprender de cor é praticar filologia. Ou, por outras palavras, um clássico lê-se de lápis na mão.” (in Errata, 2009, p. 34).

Literatura, defesa do atrito

A sedução pela literatura – o servir-se das histórias e dos versos para aproximar pessoas na partilha de significados – explica o porquê de Steiner postular a necessidade do atrito e da dúvida na relação com os textos. É necessário elogiar a dificuldade, parafraseando o título de uma colectânea dos seus ensaios, razão pela qual a sua fama de elitista lhe ia colhendo alguns dissabores no seio da academia. (Lee Siegel, num artigo de 2009, discorria com humor sobre o “problema Steiner”: “A sua virtude tem sido a habilidade para saltar de Pitágoras, através de Aristóteles e Dante, para Nietzsche e Tólstoi num único parágrafo. O seu vício irritante é o de conseguir saltar de Pitágoras, através de Aristóteles e Dante, para Nietzsche e Tólstoi num único parágrafo”, in The New York Times, 12 de Março de 2009).

Por cá, há páginas inteiras de Eduardo Prado Coelho ou de Silvina Rodrigues Lopes que insistem na mesmíssima coisa: o choque com a espessura verbal d’Os Lusíadas, d’A Divina Comédia ou do Ulisses é parte integrante do universo da leitura, e ninguém se pode arrogar do direito de almofadar a intensidade dos golpes, da deriva arriscada em que o leitor é apanhado, entre a vida e a morte, extirpando à leitura a prodigiosa tessitura de enigmas, a zona de sombra onde a angústia do desconhecido é proporcional à predisposição para o assombro.

Ademais, almofadas e protecções abundam no dia-a-dia, são apanágio da absoluta colonização das nossas vidas pela cultura do entretenimento, do facilitismo, da pequenez autoindulgente. Vícios que Steiner prontamente detectava na cultura norte-americana, com o seu pragmatismo economicista, em radical contraponto com a cultura europeia e a sua “ideia”, tida como aspiração espiritual para uma vida digna de ser vivida: uma “ideia da Europa” que se corporiza nos seus cafés, bares e pubs inspiradores de tertúlias filosóficas e políticas; nas suas ruas tão propícias a um pensamento movente; nos seus lugares de culto à memória – “A Europa é o local onde o jardim de Goethe quase confina com Buchenwald, onde a casa de Corneille dá para o largo no qual Joana d’Arc foi barbaramente assassinada”; na sua “herança dupla de Atenas e Jerusalém”; e na consciência escatológica sobre o fim dos tempos que, desde os seus mitos fundacionais, “ensombra a ideia e a substância da Europa mesmo nas suas horas mais luminosas” (in A Ideia de Europa, 2007, p. 44).

O “importante”, refere Steiner como pedagogo, “é orientar a atenção de um aluno para aquilo que, de início, excede a sua compreensão, mas cuja estatura e fascínio irresistíveis o atraem. A simplificação, o nivelamento, a redução da fasquia, que dominam agora toda a educação, salvo a mais privilegiada, são criminosos. Descuram fatalmente capacidades que permanecerão ocultas. Os ataques ao chamado elitismo escamoteiam uma condescendência vulgar para com todos aqueles que julgamos a priori serem incapazes de fazer melhor. Tanto o pensamento (o conhecimento, Wissenschaft, a imaginação a que se dá forma) como o amor exigem demasiado de nós. Tornam-nos humildes. Mas a humilhação e até o desespero face à dificuldade – depois de suarmos durante toda a noite, a equação ainda por resolver, a frase grega por compreender – podem irradiar com a luz do Sol.” (in Errata, p. 60)

“A esperança é a gramática”

Segundo Steiner, o ser humano é o animal do “se”, do conjuntivo, modo por excelência das hipóteses e da imaginação. A realidade crua, na sua aparência embrutecida, não só é uma das nossas mais instigantes ficções, como se revela uma insatisfação fecunda: é porque a realidade imediatista não nos basta que precisamos de outras coisas, de outros ímanes que atraiam a natureza terrível do que somos, entre a animalidade mais rasteira e a transcendência inominável. São essas outras coisas a poesia, a literatura, a música, o pensamento especulativo, a ciência, a pintura, o cálculo infinitesimal.

Nas palavras de Steiner, são esses “os sonhos despertos que libertam a consciência, que nos permitem exprimir por palavras o tempo atmosférico na manhã da segunda-feira depois do nosso funeral” (in Errata, p. 90). Podermos imaginar a nossa própria morte, efabular em torno do dia seguinte a já cá não estarmos – eis o prodígio imensamente humano que George Steiner ousa preservar, contra a crescente amnésia seletiva, a preguiça de pensar, a cultura mole da transparência algorítmica.

Percebo-lhe, por isso, que diante de tudo o que aparentemente desfalque o enigma da linguagem, ou que enverede por um atalho que finte o património comum das “gramáticas da criação”, a reacção do filólogo seja a de uma desconfiança vigilante. Percebo-lhe a condescendência relativamente ao rock e aos demais ex-libris da cultura de massas. Entendo o seu sobrolho franzido face à desconstrução derridiana ou aos demais excessos teorizantes (com a consequência de hostilizarem futuros leitores, incapazes de digerir “o terrorismo do jargão e da ilegibilidade” de muitas exegeses literárias). Compreendo que alguém como Steiner, que escapou à barbárie nazi, ame incondicionalmente as realizações do humanismo clássico e se sinta na urgência de preservar esse legado, preferindo-o intransigentemente ao campo mais melífluo dos cultural studies, dos estudos de género ou dos estudos pós-coloniais. Concedo-lhe inteiramente o direito às mais apressadas generalizações sobre estas áreas do saber, mesmo que isso implique que um leitor como eu – que devo tanto à ética do silêncio nos livros de Rui Nunes e João Miguel Fernandes Jorge, como à mágoa gutural de Kurt Cobain e Alanis Morissette – acabe engolido pela baleia da caricatura. Porque quem se dedicou, como ele, a pensar sobre os laços entre a filosofia e a linguagem, ao longo de dois milénios que, a bem ou a mal, denominamos como civilização, merece nada menos do que ser lido e escutado, nos moldes da “answerability” com que Steiner estabelecia o diálogo entre as artes, e entre estas e nós. Alguém para quem a literatura pensável num ensimesmamento autotélico, a abarrotar de comentários sobre comentários sobre comentários, não passa de um estéril mausoléu, um lugar pessimamente frequentado pelos turistas da sua própria língua. Alguém para quem o contexto – as múltiplas temporalidades no presente, o lastro indecidível sobre o passado – é fulcral para se apreender uma obra literária ou pictórica no esplendor da sua significância: “A pedra bate na água, formando círculos concêntricos que se estendem a horizontes abertos. O contexto, sem o qual não pode haver nem significado nem compreensão, é o mundo.” Alguém que fora um autêntico polímato, sentindo-se em casa ao falar, pensar e sonhar em diferentes línguas, e que se deliciava em ter as salas de aulas repletas de alunos das mais diversas proveniências, só para ter o prazer de literalizar, ao vivo e in loco, a literatura comparada. Prova disso mesmo são os livros que foi escrevendo, de uma erudição monumental: Antígonas, Gramáticas da Criação, Depois de Babel, Paixão Intacta, A Poesia do Pensamento, A Ideia de Europa, As Lições dos Mestres, entre outras (traduzidas por cá pela Relógio D’Água e pela Gradiva).

Amar as mais elevadas criações do espírito humano é ter o mais alto respeito pelo brio de estar errado, pela aprendizagem sustida pela partilha desse erro e pelo cultivo da errância entre leituras e diálogos. E, por isso, mesmo o que nos pareça conservador ou anacrónico em diversas passagens de Steiner existe, não para erigir barreiras intransponíveis (a tão clássica quanto caduca oposição entre artes maiores e menores, entre erudição e kitsch), mas para nos aguçar o prazer de uma contra-argumentação apaixonada, o amor pelo pensamento instruído, a vontade de nos embrenharmos nos textos e de lhes acrescentarmos a dignidade iluminante de uma nota de rodapé, à imagem dessa “pequena luz, que vacila exacta / Que bruxuleia firme, que não ilumina, apenas brilha” (Jorge de Sena). A vacilação da luz contra o fundo negro de tudo o que é imperscrutável e permanece incógnito, de tudo o que sobreviverá às nossas miúdas quezílias hermenêuticas, à passagem da nossa memória sobre a terra. Essa tão frágil luz é quanto basta para que cada um se agarre fervorosamente à vida e se sirva da paixão como um antídoto contra o vazio. Perto da conclusão de Errata, o humanismo convicto de Steiner persevera, militante: “Esperei uma noite inteira debaixo de chuva torrencial para ter um vislumbre da amada a dobrar a esquina. Se calhar nem sequer era ela. Deus tenha piedade daqueles que nunca conheceram a alucinação de luz que preenche as trevas durante uma dessas vigílias.”

Referências bibliográficas

George Steiner, A Ideia de Europa, 4.ª ed., tradução de Maria de Fátima St. Aubyn, Lisboa, Gradiva, 2007.

_______, As Artes do Sentido, organização, tradução e introdução de Ricardo Gil Soeiro, Lisboa, Relógio D’Água, 2017.

_______, Errata: Revisões de Uma Vida, tradução de Margarida Vale de Gato, Lisboa, Relógio D’Água, 2009.

_______, O Silêncio dos Livros, seguido de Esse Vício Ainda Impune, de Michel Crépu, tradução de Margarida Sérvulo Correia, Lisboa, Gradiva, 2007.

_______, “O verdadeiro crime é viver demasiado”, entrevista concedida a Luciana Leiderfarb, Expresso, 3 de Fevereiro de 2020, disponível em https://expresso.pt/cultura/2020-02-03-O-verdadeiro-crime-e-viver-demasiado-George-Steiner-1929-2020.

Christopher Lehmann-Haupt & William Grimes, “George Steiner, Prodigious Literary Critic, Dies at 90”, The New York Times, 3 de Fevereiro de 2020, disponível em https://www.nytimes.com/2020/02/03/books/george-steiner-dead.html.

Lee Siegel, “Our George Steiner Problem – and Mine”, The New York Times, 12 de Março de 2009, disponível em https://www.nytimes.com/2009/03/15/books/review/Siegel-t.html.

Fotografias: Diogo Martins (à excepção da imagem de fundo inicial; fonte: https://unherd.com/thepost/rip-george-steiner-prophet-of-attention/)

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Categorias: Crónica, Cultura

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Diogo Martins

Diogo Martins nasceu em 1986 e é natural de Nine, do concelho de Vila Nova de Famalicão. Doutorado em Teoria da Literatura pela Universidade do Minho, iniciou em 2017 um projeto de pós-doutoramento intitulado "Ousar corromper: (o)caso retratístico em Rui Nunes". Interessa-se por poesia, literatura, cinema e fotografia, e mais ainda pelas relações entre estas e outras artes.

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