Agostinho Fernandes

Questionário de Proust | Maria Alexandra Ferreira da Costa Oliveira

Questionário de Proust | Maria Alexandra Ferreira da Costa Oliveira

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Alexandra* é a abreviação usada, como pseudónimo, por Maria Alexandra Ferreira da Costa Oliveira, para assinar os seus trabalhos literários e artísticos – estes, nomeadamente nas áreas da pintura, desenho e arte digital – e, numa perspectiva mais intimista e a um tempo mais universal, o símbolo de um conceito partilhado com o também autor e artista Joseph Randell Sherman (Joseph*), no âmbito de uma filosofia em que vida e arte se associam, formando um todo no qual a individualidade é porém preservada e estimulada, e que ambos designam por One Light*.

Nascida em 1959, no Norte de Portugal, em meio e com ascendência familiar de relevante intervenção na história da indústria têxtil nacional, Alexandra* define o seu percurso criativo recorrendo a uma analogia claramente inspirada nesta sua origem: Como um tecido, progressivamente engendrado a partir de uma teia intrínseca de princípios, educação, ávida e diversificada leitura, e uma multiplicidade de evolutivas “Expressões de Impressões” e, por outro lado, de uma trama extrínseca de múltiplas e mutáveis circunstâncias. Tecido, de resto, em permanente aperfeiçoamento e revisão, muitas vezes retalhado, ou mesmo, desfeito e recomeçado e, afinal, jamais acabado.

 

 

Qual é para si o cúmulo da miséria moral?

O atingido por aqueles que, num ambiente de escassez e miséria material, se valem do seu poder/autoridade para usufruir, deliberada e descaradamente, de recursos/bens, e, por conseguinte, da abundância não acessível aos demais.

O seu ideal de felicidade terrestre?

Uma sociedade/humanidade mais empática e consciente, que promova e contribua activamente para a dignidade e o respeito por todos os seres vivos, independentemente da espécie, e pelo meio ambiente que todos partilhamos.

Que culpas, a seu ver, requerem mais indulgência?

Infracções/delitos cometidas/os com o objectivo da supressão de necessidades básicas

E menos indulgência?

Crimes – ainda que não sejam considerados como tal – perpetrados contra a humanidade, os outros seres vivos, e o meio ambiente, em nome de ideologias políticas ou religiosas, ou, acima de tudo, do lucro.

Qual a sua personagem histórica favorita?

Mahatma Gandhi.

E as heroínas mais admiráveis da vida real?

A minha Avó materna, Mercedes Ferreira (ver também a resposta à pergunta nº 26).

A sua heroína preferida na ficção?

Vera Drake.

O seu pintor favorito?

Todos os Impressionistas.

O seu músico favorito?

Johann Sebastian Bach (“primo inter pares”) e Wolfgang Amadeus Mozart.

Que qualidade mais aprecia no homem?

Honestidade e empatia.

Que qualidade prefere na mulher?

Tal como no homem, honestidade e empatia.

A sua ocupação favorita?

Ler, escrever, ouvir música, cuidar de animais, e observar a Natureza.

Quem gostaria de ter sido?

Gosto de ser quem sou.

O principal atributo do seu carácter?

Lealdade e empatia.

Que mais apetece aos amigos?

Também lealdade e empatia.

O seu principal defeito?

Dificuldade em delegar responsabilidades.

O seu sonho de felicidade?

Ver resposta à pergunta nº 2.

Qual a maior das desgraças?

A destruição do planeta.

Que profissão, que não fosse a de escritor, gostaria de ter exercido?

Medicina.

Que cor prefere?

Não tenho uma cor preferida, pois gosto da harmonia e/ou contraste de todas as cores e tons.

A flor que mais gosta?

Flores silvestres.

O pássaro que lhe merece mais simpatia?

Poupa.

Os seus ficcionistas preferidos?

Eça de Queirós, Miguel Torga, Aquilino Ribeiro, George Orwell.

Poetas preferidos?

Herberto Helder, Eugénio de Andrade, António Ramos Rosa, Al Berto, e José Carlos Ary dos Santos, entre outros.

O seu herói?

Ver resposta a seguir.

Os seus heróis da vida real?

Mais uma vez, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela, Sua Santidade o Dalai Lama, Madre Teresa de Calcutá, Jane Goodall, Aristides de Sousa Mendes, e o meu Trisavô Narciso Ferreira.

As suas heroínas da história?

Condessa Mumadona Dias e Irena Sendler.

Que mais detesta no homem?

Em todos os seres humanos, a arrogância e o desprezo pelos mais fracos.

Caracteres históricos que mais abomina?

Adolf Hitler e Josef Stalin.

Que facto, do ponto de vista guerreiro, mais admira?

Sinceramente, nenhum. Defendo as políticas de não-violência, tal como magistralmente as definiu Martin Luther King (por sua vez inspirado nas acções de Mahatma Gandhi) nesta citação: “A não violência é uma arma poderosa e justa. De facto, é uma arma única na história, que corta sem ferir.” – Martin Luther King.

A reforma política que mais ambiciona no mundo?

O tipo de reforma que poderá classificar-se como utópico e foi idealizado e parcialmente desenvolvido por Mahatma Gandhi, mas que acredito ser totalmente possível, num estágio mais avançado da consciência cívica da sociedade/humanidade. Adicionalmente, o tipo de reforma que, de uma vez por todas, e, uma vez mais, com a contribuição de uma sociedade mais consciente e responsável, promova legislação e acções que tenham como objectivo a preservação e o restabelecimento dos recursos naturais, bem como a preservação do meio ambiente.

O dom natural que mais gostaria de possuir?

O dom do canto.

Como desejaria morrer?

Em paz e sem sofrimento.

Estado presente do seu espírito?

Sereno, mas alerta.

A sua divisa?

“Carpe Diem”.

Qual é o maior problema em aberto do concelho?

A necessidade de disponibilização de um número de ecopontos consideravelmente maior que o existente, e melhor acessibilidade aos mesmos;

A falta de opções de acessibilidade na via/nos espaços públicos para cidadãos com mobilidade reduzida.

Qual a área de problemas que se podem considerar satisfatoriamente resolvidos no território municipal?

Com excepção da indefinição que persiste relativamente à Av Liberdade (acesso da N206 à portagem de Vermoim-Seide da A7 e outros destinos locais, constituindo estes, e não propriamente a autoestrada, pelo menos cerca de 60% do tráfego naquela via) e que é da maior urgência ultrapassar, os melhoramentos já realizados na rede viária municipal e os relativos à rede de saneamento.

Que obra importante está ainda em falta entre nós?

Actualmente, seria mais importante definir, iniciar, e noutros casos concluir, os diversos projectos de reabilitação e/ou requalificação de diversos espaços existentes e devolutos no concelho – com especial destaque para os situados na vila de Riba de Ave.

De que mais se orgulha no seu concelho?

Do espírito empreendedor e determinado dos seus habitantes.

Qual é o livro mais importante do mundo para si?

O “Tao Te Ching”.

Imagem: PTN

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Categorias: Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Agostinho Fernandes

Agostinho Peixoto Fernandes nasceu em Joane, em 1942. Após a instrução primária, ingressou na austera Ordem do Carmo, em Viana do Castelo, tendo terminado a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Como professor do ensino Secundário ocupou, a partir de 1974, vários cargos de gestão em estabelecimentos de ensino. Entre 1980 e 1982 foi vereador da Cultura, pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal de Famalicão, sendo Presidente Antero Martins do PSD, onde alicerçou uma política inovadora nesta área. Promoveu os Encontros Municipais e de Formação Autárquica, fundou o Boletim Cultural. Dinamizou o movimento associativo local. Em 1983 foi eleito presidente da Câmara de Famalicão, cargo que ocupou até 2001. O seu trabalho de autarca a favor da educação, ensino e acção social (foi um dos primeiros autarcas do país a criar no seu concelho uma rede pública de infantários) foi reconhecido em 1993 pela UNICEF, que o declarou “Presidente da Câmara Amigo das Crianças”. Ao longo dos seus sucessivos mandatos – que se estenderam por um período de quase 20 anos – o concelho transfigurou-se. A ele se deve a implantação de importantes infra-estruturas como o Citeve, Matadouro Central, Universidade Lusíada, Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Biblioteca Municipal, Artave, Centro Coordenador de Transportes, Casa das Artes, Museu da Indústria Têxtil e piscinas municipais. Também tomou decisões polémicas, como a urbanização da parte dos terrenos de Sinçães, a instalação de grandes e médias superfícies comerciais à entrada da cidade e a demolição do Cine-Teatro Augusto Correia. Foi um dos fundadores da Associação de Municípios do Vale do Ave, tendo, neste âmbito, enfrentando a maior contestação popular dos seus mandatos com a construção da ETRSU de Riba de Ave. É sócio de inúmeras associações cívicas, culturais e de solidariedade social e foi mandatário concelhio de Mário Soares e Jorge Sampaio (1º mandato) nas suas campanhas à Presidência da República.

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