António Manuel Reis

Eleições | Poderão os novos partidos de centro-direita e direita eleger deputados?

Eleições | Poderão os novos partidos de centro-direita e direita eleger deputados?

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As sondagens publicadas nestes dias, colocam bastantes dificuldades a esse desiderato.

Fazendo um ensaio, extrapolando o resultado eleitoral das Europeias e conjugando com os últimos estudos de opinião, chegamos a resultados muito aproximados da realidade.

A Aliança, por mais que nos possam fazer crer e pelo facto de se apresentar pela primeira vez a umas eleições legislativas, não deixa de ser uma realidade que, após uma falsa partida, no resultado eleitoral medíocre das europeias – 2% -, os estudos de opinião vêm confirmar não conseguindo ganhar relevância e prosseguindo uma perda de votos percentual – 1,5% – para as legislativas.

Analisando as sondagens, principalmente nos principais distritos, vemos que, no distrito de Lisboa, onde a Aliança obteve mais de 2,93% – 22000 votos – em Maio, hoje, não passa dos 1,4% com Santana Lopes, como cabeça de lista.

Ao invés, no Porto, onde em Maio se obteve 1,34% – 8033 votos -, hoje, com Bruno Ferreira, o estudo aponta para 2,6%.

Estes são os 2 distritos, onde a Aliança, com muita dificuldade, poderá ou não eleger representantes para o Parlamento. No distrito de Braga, a Aliança obteve em Maio 1,14% – 3320 votos -, hoje não chega a 1%.

Para que pudesse eleger um deputado em Braga, o score de Maio, na melhor das hipóteses, teria de ser multiplicado por 7. Teriam de ser necessários, mais de 22000 votos. O que à partida não parece plausível.

A Iniciativa Liberal, que nas Europeias obteve 0,88% de votos – é um dos partidos de direita que em vez de perder votos, ganha. Nas últimas projecções são-lhe atribuídas 1,3% das intenções de voto. Sendo a possível surpresa da noite eleitoral de outubro. Com a possibilidade difícil de eleger ou não um deputado ao Parlamento.

Em Lisboa, 1,29% – 10000 votos -, hoje 1,3%, com João Cotrim de Figueiredo como cabeça de lista. No Porto 1,16% – 7000 votos -, hoje 2%, com Carlos Guimarães Pinto.

Em Braga, 0,65% – 1913 votos -, hoje, perto de 1%. Neste distrito, segue o mesmo caminho da Aliança, a irrelevância política.

O Chega(Basta) obteve 1,89% nas Europeias.

As sondagens menosprezam o valor desta força política. Não há dados neste último estudo de opinião que se possam contabilizar. Contudo, pelo resultado das europeias, é crível que o resultado se afigure próximo dos 2 partidos já citados, havendo, num limite longínquo, a possibilidade da eleição ou não de André Ventura ao Parlamento. Em Lisboa 2,18% – 17000 votos. No Porto 0,87% – 5200 votos. Em Braga, 0,97% – 2851 votos.

Existem variantes que podem alterar esta situação. A principal consiste na possibilidade da existência do voto útil no PSD. A acontecer, dificilmente algum partido entra no hemiciclo, com a maior probabilidade de o mais prejudicado ser a Aliança.

Olhando pragmaticamente para a possível evolução destes partidos até às eleições, configura-se o natural crescimento do Chega e da Iniciativa Liberal, devido essencialmente à novidade das suas figuras de proa.

Em relação à Aliança, alguma pequena recuperação dos votos perdidos das europeias. Porém, como os estudos de opinião indicam, o principal cabeça de lista perde votos em Lisboa e continua a ser, de todos os candidatos, aquele que é mais rejeitado, quanto a ocupar o lugar no Palácio de S. Bento. Portanto sem margem de progressão.

Muitos portugueses não sabem o que querem, mas têm a certeza daquilo que não querem.

Concluindo, na melhor das hipóteses, cada partido pode eleger um deputado à Assembleia da República. Bom para a Iniciativa Liberal e Chega, muito sofrível, para as expectativas depositadas no partido do conhecidíssimo Pedro Santana Lopes, a Aliança.

Aguardemos as próximas sondagens.

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Categorias: Política

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