Aproveitar as férias e conhecer parte de uma das mais importantes coleções de arte contemporânea a nível mundial

Exposições | Serralves presente em 10 municípios de Caminha a Faro

Exposições | Serralves presente em 10 municípios de Caminha a Faro

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Como resultado de parcerias estabelecidas entre a Fundação de Serralves e vários municípios portugueses e algumas das mais relevantes instituições do nosso país, são dez (10) os espaços culturais em concelhos portugueses (entre parques, palácios, museus e galerias municipais) que recebem este verão diferentes exposições concebidas com base em obras da coleção de Serralves.

 

 

Esta coleção é uma das mais importantes coleções de arte contemporânea a nível mundial e reuniu ao longo de três décadas obras de alguns dos mais marcantes artistas contemporâneos nacionais e estrangeiros.

·         CaminhaCORPO, ABSTRAÇÃO E LINGUAGEM NA ARTE PORTUGUESA: OBRAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA EM DEPÓSITO NA COLEÇÃO DE SERRALVES é a exposição que, juntando alguns dos mais relevantes artistas das décadas de 60, 70 e 80 do século XX, preenche as galerias do museu municipal.

·         Ponte de Lima,  no Palacete Villa Morais e na Torre da Cadeia Velhaexibe DA COLEÇÃO EM PONTE DE LIMA: A MINHA CASA É A TUA CASA, uma exposição que reflete sobre a hospitalidade e o papel da própria casa na arte.

O título desta exposição corresponde à expressão com que asseguramos a alguém que a nossa hospitalidade é sincera; também institui a casa enquanto centro de uma relação entre duas ou mais pessoas – dialética que pode sintetizar a dinâmica entre artista e espectadores: as casas imaginadas por artistas serão temporariamente a nossa casa.

É, de facto, muito considerável a quantidade de artistas para quem a casa é tema e pretexto. Os artistas e as obras presentes nesta exposição colocam o doméstico e o quotidiano no centro das suas preocupações, propondo diferentes interpretações daquilo que se entende por casa.

Independentemente do ângulo adotado, a casa parece sempre encetar um jogo subtil entre o privado e o público. Talvez por isso alguns dos artistas presentes em “A Minha Casa é a Tua Casa” sublinhem a relação da casa com a rua e com a cidade, dedicando-se a pensar questões eminentemente urbanísticas.

Aos ideais utópicos e de libertação do homem que estiveram na base da arquitetura e do urbanismo modernistas, estes artistas contrapõem modelos vernaculares de ampliação de casas (as marquises) ou um território desordenado em que se mesclam organismos urbanos e rurais, outrora coerentes e estanques.

Na exposição serão apresentadas obras de: Filipa César, Pedro Cabrita Reis, Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, Gordon Matta-Clark, Bruce Nauman, Martha Rosler, Miguel Ângelo Rocha, Tony Cragg, Gil Heitor Cortesão, Juan Munoz.

·         Chaves, acolhe no Museu Nadir Afonso, uma HELENA ALMEIDA – HABITAR A OBRA: NA COLEÇÃO DE SERRALVES EM CHAVES.

Helena Almeida produziu desde a década de 1960 uma obra singular caracterizada por um marcado interesse pelo corpo, o seu lugar central — que regista, ocupa e define o espaço — e o seu encontro performativo com o mundo. As primeiras telas abstratas da artista abordavam de forma crítica os limites do espaço pictórico e as condições literais da pintura. Esse interesse estendeu-se nos anos 1970 à fotografia, onde o inconfundível espaço do ateliê da artista e o corpo feminino, fragmentado ou parcialmente obscurecido, se tornaram presenças recorrentes. É o caso da obra Sem título, de 1994-95, que integra esta exposição: uma sequência fotográfica de vinte elementos onde a artista se fez fotografar a distâncias várias e onde a escala e o número de elementos que a constituem, associados à dimensão espacial que sobressai do percurso/performance da artista pelo espaço fotografado, revelam uma abordagem inovadora à relação do corpo com o espaço.

Apesar de trabalhar em meios vários, a artista delineia meticulosamente esta coreografia e a composição de muitas das suas obras em estudos e desenhos preparatórios que evidenciam a sua utilização da cor e o poder psicológico do corpo humano. Nas palavras de Helena Almeida: “a minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra”.

·         Porto, instalada no Palácio da Bolsa, está exposta HEAVY METAL STACK OF SIX [Pilha de seis metais pesados] da bitânica Angela Bulloch.

·         Porto, também nos Paços do Concelho da Câmara Municipal do Porto, pode visitar mais uma extensão da exposição VIAGEM AO PRINCÍPIO: IDA E VOLTA – 30 ANOS DA COLEÇÃO DE SERRALVES, mostra que percorre trinta anos desta coleção.

·         Matosinhos, pode visitar VIAGEM AO PRINCÍPIO: IDA E VOLTA – 30 ANOS DA COLEÇÃO DE SERRALVES NO TERMINAL DE LEIXÕES, extensão da exposição com o mesmo nome que está patente no próprio Museu, Casa e Parque de Serralves.

·         Matosinhos, na sua galeria municipal, recebe MESA DOS SONHOS: DUAS COLEÇÕES DE ARTE CONTEMPORÂNEA – FUNDAÇÃO LUSO-AMERICANA PARA O DESENVOLVIMENTO E FUNDAÇÃO DE SERRALVES que reúne trabalhos de alguns dos mais conhecidos artistas plásticos contemporâneos.

Alberto Carneiro, Alicia Framis, Ana Jotta, Blinky Palermo, Dimitrije Basicevic Mangelos, Helena Almeida, James Lee Byars, João Queiroz, Joel Fisher, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Leonor Antunes, Luísa Correia Pereira, Marcelo Cidade, Pedro Cabrita Reis, Silvia Bächli são os nomes dos autores reunidos sob a curadoria de João Silvério para esta exposição.

“Mesa dos sonhos: Duas coleções de arte contemporânea” reúne cerca de 30 obras da Coleção de Serralves e da Coleção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), em depósito na Fundação de Serralves. A exposição resgata para o seu título um poema de Alexandre O’Neill, reconhecido poeta e artista visual, e parte da mesa enquanto metáfora e realidade vivida — um lugar de encontro, de confronto, de comunhão, de deriva, e um espaço social, seja na intimidade da casa ou num espaço aberto e partilhado como o espaço público.

“Mesa dos sonhos” não pretende fixar-se num único meio de expressão artística, mas estabelecer diálogos e confrontos entre diferentes modos de produção e de pensamento. Através do diálogo entre as duas coleções, o espectador é convocado para uma pluralidade de universos e de questões estéticas, políticas e poéticas.

Embora as duas coleções tenham perfis e dimensões diferentes, aproximam-se e complementam-se exemplarmente: a Coleção da FLAD tem um acervo de desenho considerável de artistas portugueses, que a Coleção de Serralves, muito rica no mesmo período (anos 1960–2000), vem contextualizar internacionalmente.

“Mesa dos sonhos: Duas coleções de arte contemporânea” integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

·         EspinhoSILVESTRE PESTANA: UM ARTISTA DE CONTRACICLOS – DA COLEÇÃO DE SERRALVES EM ESPINHO no museu municipal desta cidade litoral.

·         Chaves, acolhe no Museu Nadir Afonso, uma HELENA ALMEIDA – HABITAR A OBRA: NA COLEÇÃO DE SERRALVES EM CHAVES.

Helena Almeida produziu desde a década de 1960 uma obra singular caracterizada por um marcado interesse pelo corpo, o seu lugar central — que regista, ocupa e define o espaço — e o seu encontro performativo com o mundo. As primeiras telas abstratas da artista abordavam de forma crítica os limites do espaço pictórico e as condições literais da pintura. Esse interesse estendeu-se nos anos 1970 à fotografia, onde o inconfundível espaço do ateliê da artista e o corpo feminino, fragmentado ou parcialmente obscurecido, se tornaram presenças recorrentes. É o caso da obra Sem título, de 1994-95, que integra esta exposição: uma sequência fotográfica de vinte elementos onde a artista se fez fotografar a distâncias várias e onde a escala e o número de elementos que a constituem, associados à dimensão espacial que sobressai do percurso/performance da artista pelo espaço fotografado, revelam uma abordagem inovadora à relação do corpo com o espaço.
Apesar de trabalhar em meios vários, a artista delineia meticulosamente esta coreografia e a composição de muitas das suas obras em estudos e desenhos preparatórios que evidenciam a sua utilização da cor e o poder psicológico do corpo humano. Nas palavras de Helena Almeida: “a minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra”.

·         Abrantes, no Parque Tejo, recebe a exposição de macrofotografia O PARQUE EM MACRO II – DA COLEÇÃO EM ABRANTES sobre o próprio Parque de Serralves, a sua fauna e flora.

·         FaroPATRÍCIA ALMEIDA – PORTOBELLO – DA COLEÇÃO EM FARO, no Teatro das Figuras,  mostra-nos o trabalho de fotografia da jovem fotografa precocemente desaparecida que marcou a fotografia portuguesa do inicio do século.

Portobello resultou de várias viagens de Patrícia Almeida (Lisboa, 1970–2017) ao Algarve em 2006 e 2007, entre maio e setembro, com o objetivo de registar as vivências dos turistas que durante o período estival afluem em massa àquela região. Este terá sido o projeto que garantiu a Patrícia Almeida uma maior visibilidade: depois da sua apresentação na Galeria Zé dos Bois (ZDB, Lisboa) em 2008 e, no ano seguinte, na segunda edição do Allgarve, a fotógrafa foi nomeada com esta série fotográfica para o legitimante Prémio BesPhoto 2009.

Estas iniciativas integram-se num programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar este acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país. Este programa de itinerâncias percorre o país, apresentando diferentes exposições e obras em mais de 30 locais e municípios, cumprindo assim a Fundação de Serralves, que este ano celebra o seu 30º aniversário, a sua missão de apoio efetivo à descentralização da oferta cultural.

Fonte: Serralves; Imagens: (0) Helena Almeida, (1) Patrícia Almeida, (2) João Vieira

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