Gnration: Mário Costa, Nubya Garcia e Jim Black e Ca,

Música | ‘Julho é de Jazz’ regressa a Braga

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De um do melhores bateristas europeus à coqueluche do novo jazz britânico, passando por um encontro único e muito especial, o programa do ciclo Julho é de Jazz que irá decorrer no Gnration, em Braga, de 11 a 13 de julho, está fechado. Mário Costa, Nubya Garcia e Jim Black com Elias Stemeseder e Peter Evans são os nomes a fixar.

 

 

Consagrado pela crítica internacional como uma das principais referências da bateria no jazz europeu, o primeiro músico a apresentar-se no pátio exterior do Gnration será Mário Costa. O músico construiu um notável percurso musical ao longo dos anos. Com mais de 400 concertos realizados enquanto baterista de artistas portugueses como António Zambujo e Ana Moura, integra em simultâneo e ininterruptamente diversas formações de jazz nacionais, como o Ensemble Super Moderne, Hugo Carvalhais Nebulosa e Gileno Santana Metamorphosis. Internacionalmente, é membro do supergrupo revelação do jazz europeu Emile Parisien – Sfumato, com quem editou já dois discos, consagrando Mário Costa ao lado das maiores figuras do jazz mundial como os lendários Michel Portal, Joachim Kühn e Wynton Marsalis.

Em 2018, Mário Costa lançou o álbum Oxy Patina, pela CleanFeed, a estreia em nome próprio e como compositor, que já recebeu o máximo das estrelas pela revista Jazz.pt e lhe atribuiu os títulos de “melhor disco do ano” e “músico de jazz nacional do ano“. Gonçalo Falcão salientou que a sua música “é feita de ideias interessantes, fora do jazz mais convencional, mas sem avançar para terrenos de grande abstração. Notam-se os limites, mas também a mobilidade dentro dessas fronteiras. Quase todos os temas são desenvolvidos a partir de frases musicais interessantes, que partem de um princípio simples, cantável, mas que se vão desmultiplicando em vários andamentos e tensões, resultando numa música viajante, que percorre um caminho em que o ritmo parece ser o elemento alterador e decompositor das linhas melódicas. Mário Costa toca com sabedoria e tem um pensamento musical profundo e que não se contenta com o uso de fórmulas resolventes. É contido, sabe quando deve falar e quando deve calar e tem um métrica inabalável”.

Mário Costa estará acompanhado por duas figuras incontornáveis do jazz europeu: Benoît Delbecq, no piano, e Bruno Chevillon, que ocupará o lugar de Marc Ducret, músico original do disco.

Segue-se depois Nubya Garcia. Apontada como nome maior da efervescente cena jazz do Reino Unido e apadrinhada por influentes do jazz moderno, como Gilles Peterson ou a Jazz FM, os elogios à saxofonista Nubya Garcia são constantes. A revista Rolling Stone referiu que se há um nome no mundo do jazz a seguir em 2018 esse nome é o de Nubya Garcia.

O disco de estreia, Nubya’s 5ive, lançado em 2017 pela Jazz re:freshed, tornou-se já num objeto discográfico bastante procurado por melómanos e coleciona>roduzida à música aos quatro anos. Aos 10 anos, depois de uma passagem pelo violino e pelo piano, descobriu o saxofone. Com 13 anos, descobre o jazz através de dois discos oferecidos pela sua mãe, Kind of Blue (1959) de Miles Davis e Maiden Voyage (1965) de Herbie Hancock. John Coltrane, Dexter Gordon, Pharoah Sanders, Sonny Rollins e Fela Kuti são os saxofonistas que aponta como a sua maior influência.

Na publicação de referência do mundo do jazz, a DownBeat, John Murph assinalou que “quando Nubya Garcia toca saxofone tenor, as primeiras coisas se nota nota são o som e o fraseado. Exerce um tom luminoso e as suas lânguidas melodias percorrem ritmos ondulantes“. Nubya Garcia “simplifica as suas improvisações, produzindo ornatos parcimoniosos para as suas cantáveis melodias. Mas quando as correntes ocultas aumentam o ímpeto, o tom de Garcia transforma-se em gritos dissonantes que logo dão lugar a golpes incisivos”.

Por fim, no último dia deste Julho é de Jazz, o Gnration dar-nos-á a escutar Jim Black e Elias Stemeseder, que colaboram desde há anos no Jim Black Trio, far-se-ão acompanhar por Peter Evans.

Bunky Swirl é a mais recente colaboração entre o norte-americano Jim Black, na bateria e samplers, e o austríaco Elias Stemeseder, no piano e sintetizadores. O grupo define-se como sendo uma banda sobre “todas as coisas arrancadas, pressionadas, esfregadas, marteladas, batidas e depois lançadas em formas musicais e paisagens”. Percorrendo todas as áreas entre a improvisação e a composição, o duo dá uso a todos os instrumentos disponíveis para manipular sonicamente o momento. Para o repertório, Stemeseder e Black trazem composições originais a que juntam ainda peças compostas por amigos músicos.

Carlos Lara, no El Escriba del Jazz, assinala sobre estes músicos e a música de Bunky Swirl que “além de qualquer catalogação, o que se destaca no desempenho de Jim Black e Elias Stemeseder é a total liberdade com que ambos os músicos se expressam. Uma liberdade criativa com a qual eles desenham constantes paisagens sonoras. Os dois músicos propõem discursos e por vezes há interseções que atuam como molas, nos colocam em alerta ou nos tranquilizam. Há muita brincadeira psicológica numa música que parece não levar a lugar nenhum, mas na qual tudo acaba adquirindo um determinado significado”.

Para esta digressão, os músicos convidaram o virtuoso trompetista e mestre do improviso Peter Evans. O norte-americano, que marcou presença no ciclo Julho é de Jazz 2018 com o seu trio Pulverize The Sound (com Tim Dahl and Mike Pride), aceitou o convite para participar nesta loucura criativa e, juntos, prometem fazer deste concerto uma experiência musical verdadeiramente única.

Jim Black’s masterclass

Em complemento aos concertos, o Gnration preparou também uma masterclass com o baterista Jim Black. Ao longo de mais de uma década, Jim Black concentrou-se nos AlasNoAxis, grupo que aproxima o post-rock do jazz e onde se fazia acompanhar por Hilmar Jensson, na guitarra elétrica, Chris Speed, no saxofone e clarinete, e Skúli Sverrisso, no baixo. Fora do grupo, destaca-se pelas preciosas colaborações com o trompetista Dave Douglas ou ainda com o saxofonista Tim Berne, em BBC (Berne / Black / Cline), que o junta também a Nels Cline, guitarrista dos Wilco. No entanto, é a acompanhar o português Carlos Bica, no trio Azul, que o nome de Jim Black se torna mais sonante ao ouvido do público português.

Nesta masterclass, Jim Black debruçar-se-á sobre a improviso livre na bateria, partindo do testemunho enquanto músico com vasta experiência e um percurso com reconhecimento internacional inabalável.

Programa:

qui 11 jul · mário costa “oxy patina” · 9 eur

sex 12 jul · nubya garcia · 9 eur

sáb 13 jul · jim black & elias stemeseder “bunky swirl” convidam peter evans · 9 eur

sábado 13 jul · masterclass com jim black · 7 eur

Bilheteira:

O acesso a cada concerto tem um preço de 9,00 euros e a masterclass com Jim Black tem um custo de 7,00 euros.

O passe geral custa 25,00, mas existem alguns passes em pré-venda no valor de 20,00 euros.

 

Imagens: (0, 1, 2) Gnration, (3) Festival JazzMadrid

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