António Fernandes

Europeias | A exceção da regra…

Europeias | A exceção da regra…

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A pobreza na intervenção política e social é algo que dói a uma terra fecunda de cuja barriga saiu gente ilustre no domínio das ciências, do conhecimento, das artes, das letras e outras vertentes do saber mas que hoje olha em volta e se revolta com o marasmo instalado em tricas de cordel em torno do umbigo sempre luzidio que não sabe ser reflexo da capacidade armazenada do saber discernir entre o útil e o inútil daquilo em que se envolve.

O umbigo é a parte sobrante de um elo que deve ser o nosso orgulho. Foi através dele que nos alimentou a vida o ventre materno e que, ao no-lo cortarem, passamos a ser autónomos para a vida futura.

Simplesmente, não é esse o umbigo que está em análise social crítica, vulgo política social, quando o sentido figurado mencionado é o a propósito do comportamento.

Neste particular, o umbigo figurado referido é o comportamento do indivíduo em grupo. De que se extrapola comportamento incorreto por não ter em conta a opinião dos pares e pensar ser possuidor de razão única oriunda sabe-se lá de onde.

Em regra, esta postura resulta de disfunção social acumulada, atolada na ignorância pura e dura.

Neste caso, o do comportamento num contexto que visa exclusivamente a promoção de uma vaidade inconsistente por nem sequer haver motivo, aquilo que acontece é a chacota coletiva que faz de conta que não se apercebe, mas que julga.

Estamos assim perante um domínio da cultura demasiado pobre e enlameado:

– Pobre por incúria do poder e sujo por desmazelo educativo;

– Luzidio por ignorância como.

Esta maleita coletiva é neste momento transversal ao comportamento dos Homens. Sendo que a excepção é sempre aquilo que justifica a regra.

Mesmo rara, a excepção, existe. Acoita-se na humildade discreta do vasto conhecimento sempre exímio e exigente. Impõe – se com a naturalidade das coisas comuns, porque é comum, mesmo sendo maltratada.

 

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Categorias: Crónica, Política

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

António Fernandes

António da Silva Fernandes nasceu em 1954, em S. José de S. Lázaro e reside atualmente em S. Mamede de Este, em Braga. É chefe de serviços da Alcatel. Como dirigente associativo, esteve e/ou está envolvido com: ACARE; GETA; Academia Salgado Zenha; Academia Sénior Dr. Egas; Associação de Pais da Escola Dr. Francisco Sanches; APD - Associação Portuguesa de Deficientes; Associação de Solidariedade Social de Este S. Mamede. Ao longo da sua vida, desenvolveu atividade política no MDP/CDE; JCP; PCP; LIESM-Lista Independente de Este S. Mamede; Comissão Política do Partido Socialista - Secção de Braga; Clube Político do Partido Socialista - Secção de Braga. Na política autárquica, desempenhou funções na Assembleia de Freguesia e no Executivo da Junta de Freguesia de Este S. Mamede. Desenvolve atividade na escrita: Poesia em antologias nacionais e plataformas digitais; Artigos de Opinião em Órgãos de Comunicação Social local e nacional, em suporte de papel e digital quer em blogues quer em Órgãos da Comunicação Social escrita. Colaborador na Rádio: R.T.M. (Solidariedade); Antena Minho (Cumplicidades).

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