Maria Augusta Santos

Eleições Europeias | Somos Europa!

Eleições Europeias | Somos Europa!

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A Europa que criamos. A Europa que temos. A Europa que queremos.

Este é o debate central nestas Eleições Europeias. Este é o tempo de agir. O tempo de escolher. O tempo de usar o nosso poder transformador. Um poder de renovação de uma Europa que queremos mais social e mais justa. Este é o tempo de votar. O tempo de escolher e votar na Europa que queremos e defendemos.

Em 12 de junho de 1985, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, foi assinado por Mário Soares, fundador e líder histórico do Partido Socialista, o Tratado de Adesão de Portugal à CEE – Comunidade Económica Europeia, tendo proferido no seu discurso “Portugal, desde o 25 de Abril, tem sabido, numa perspetiva pluralista e no respeito essencial dos Direitos Humanos, encontrar sempre forças convergentes e conjugadas para vencer as crises”.

São inquestionáveis os ganhos de Portugal com a sua integração na União Europeia. Desde o fim do nosso isolacionismo face à Europa e ao Mundo à abertura de novas fronteiras do conhecimento, da cultura, da ciência, do comércio, da livre circulação de pessoas e bens. Efetivamente há um Portugal antes da integração europeia e um Portugal de pleno direito após essa integração.

Hoje, estamos a conseguir vencer a crise que afetou Portugal e os portugueses. Com muito trabalho, confiança e determinação, o Governo do PS definiu e implementou uma estratégia política que tem resultado no crescimento da economia, na reposição dos rendimentos das famílias, no reforço dos apoios sociais, na criação de mais e melhor emprego, no combate à precariedade, sem descurar o cumprimento dos compromissos com os parceiros europeus e internacionais e sempre com contas certas, consolidando a confiança em Portugal. Estamos a ser capazes de reforçar os princípios da Democracia, promovendo os Direitos Humanos, a Igualdade, o Estado de Direito.

Tal como afirmou António Costa, “…parte importante dos nossos problemas exige uma mudança na Europa. Mas esta constatação só significa que precisamos de um governo que não abdique de contribuir para essa mudança e que se bata pela defesa dos interesses nacionais… defenderemos o interesse nacional, como parceiros leais, iguais entre iguais e nunca, nunca mais, subservientes”.

Neste sentido, somos muitos a considerar que estas Eleições Europeias são importantes, talvez as mais importantes na história da União Europeia. Por um lado, porque estamos confrontados com a emergência e proliferação de forças antieuropeístas, de extremismos e nacionalismos exacerbados, que podem ter resultados acima do que seria expectável. Por outro lado, porque sabemos bem que a Europa atravessa um tempo de enormes desafios. Uns de caráter político e estratégico, como a questão do Brexit, sem sabermos onde e como esta situação evoluirá e as consequências que trará para consolidação do projeto europeu, num futuro próximo. Outros de índole demográfica e social, como o envelhecimento populacional, as desigualdades sociais, a sustentabilidade ambiental.

Desafios diversos e complexos que exigem novas respostas da Europa. Respostas eficazes, que se diferenciem das que têm sido dadas, ou marcadas por um caráter pontual, muitas vezes de reação imediata, ou, inúmeras vezes, de caráter exageradamente circunscrito.

Construímos uma Europa para a Paz e para a Prosperidade. Uma Europa centrada num Estado Social. Uma Europa da Democracia. Uma Europa de valores, cuja construção tem de ser assumida como um objetivo contínuo, permanente, capaz de fomentar o seu fortalecimento e a sua capacidade de renovação, face às mudanças que vão ocorrendo.

A Europa de hoje tem de ser vista com um novo olhar. Emergem e intensificam-se problemas novos ou com intensidade diversa: desde o crescimento de extremismos e populismos, a atos de terrorismo, das migrações e dos refugiados, das alterações climáticas, entre outros. Os grandes problemas com que a Europa se debate hoje, e que são problemas do nosso tempo, exigem uma maior e mais eficaz cooperação entre todos os países europeus. E compete-nos a todos, contribuir para esse desiderato.

Temos de continuar a construir a Europa. Uma Europa da diversidade e da pluralidade, da coesão e da solidariedade, da igualdade de oportunidades e do estado social, que se afirme como um bastião da Paz, mas também como um bastião Social, onde a inclusão, a educação e a ciência, o conhecimento, a justiça social, sejam fatores agregadores. Uma Europa com um NOVO CONTRATO SOCIAL onde os cidadãos sejam os principais destinatários das políticas públicas. Uma Europa onde nenhum Estado fique para trás. Uma Europa da tolerância. Uma Europa que nos induza à consolidação do projeto europeu. Onde a partilha da nossa história seja um farol da nossa cultura e do nosso património europeu comum. Uma Europa da DEMOCRACIA.

Hoje, é o tempo de aprofundarmos e consolidarmos o nosso projeto europeu, através do fortalecimento das relações entre todos os Estados membros. Temos de caminhar no trilho certo, à mesma velocidade. Sem subterfúgios. Sem medos. Porque pugnamos por uma Europa mais coesa e mais solidária, por uma Europa farol da Paz e da Justiça Social, porque somos europeístas convictos, só a nossa determinação travará os extremismos que, sub-repticiamente, vão emergindo e proliferando na nossa Europa.

No próximo domingo, dia 26 de maio, está nas nossas mãos, na nossa escolha e no nosso voto, a defesa dos valores democráticos e sociais da Europa que construímos, que valorizamos, a defesa da Europa dos Cidadãos. Todos nós somos obreiros do projeto europeu. Um projeto sempre inacabado. Que continua em construção. Um projeto que não podemos, inadvertidamente, considerar como um dado adquirido.

Está nas nossas mãos a defesa dos pilares da União Europeia: a Liberdade e a Paz, a Solidariedade e a Coesão, a Igualdade e a Justiça Social, a Democracia. É urgente devolver à União Europeia os fundamentos e os valores que estiveram subjacentes à sua criação. É preciso RENOVAR A EUROPA. A democracia é um pilar imprescindível da União Europeia. Estamos, pois, convocados para defender a DEMOCRACIA na UE, para uma ação efetiva na defesa do projeto europeu, que permita conferir a cada uma e cada um dos portugueses um futuro com confiança, com responsabilidade, com esperança e ambição. Não podemos e não devemos deixar que outros escolham por nós. Este é o compromisso do Partido Socialista em Portugal e na Europa.

Por isso, estas Eleições Europeias são cruciais para a construção do nosso futuro coletivo. Porque SOMOS EUROPA!

 

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Categorias: Política

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Maria Augusta Santos

Maria Augusta de Araújo Fontes dos Santos nasceu a 30 de agosto de 1955. É licenciada em Geografia. Professora do ensino secundário onde desempenhou diversos cargos/funções de natureza pedagógica, didática e de gestão. Devido a uma ativa participação cívica e política, tem desempenhado diversos cargos/funções político-partidárias, a nível concelhio, distrital e nacional. É, atualmente, Deputada da XIII legislatura, eleita no círculo eleitoral de Braga pelo Partido Socialista. É Deputada efetiva na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, sendo suplente das Comissões de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, de Agricultura e Mar, e de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto. É membro dos Grupos Parlamentares de Amizade Portugal - Espanha e Portugal - Guiné-Bissau.

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