Agostinho Fernandes

Questionário de Proust | D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga

Questionário de Proust | D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga

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D. Jorge Ortiga nasceu a 5 de Março de 1944, na freguesia de Brufe, concelho de Vila Nova de Famalicão, filho de José Joaquim da Costa Ortiga e de Lucinda da Costa Ferreira. Com 11 anos, em Outubro de 1955, entrou no Seminário de Nossa Senhora da Conceição. Cinco anos depois, transitou para o Seminário de S. Tiago. Em 1963 ingressou no Seminário Conciliar, em Braga, onde veio a concluir o curso Teológico-Filosófico (1967).

Foi ordenado presbítero no dia 9 de Julho de 1967, na igreja de Lousado (V. N. de Famalicão). No dia 16 celebrou Missa-Nova em Brufe, tendo sido esta a primeira eucaristia concelebrada na Arquidiocese de Braga, após a renovação litúrgica do Concílio Vaticano II.

Em 1967 foi nomeado coadjutor da paróquia de S. Victor, Braga, por D. Francisco Maria da Silva. Um ano depois, em Setembro, começou a frequentar o Curso de História Eclesiástica na Faculdade de História da Universidade Gregoriana, em Roma, concluindo a licenciatura a 10 de Outubro de 1970.

Frequentou, entre Outubro de 1970 e Maio de 1971, um curso de espiritualidade sacerdotal, em Grottaferrata, Roma, orientado pelo Instituto Mystici Corporis.

A 3 de Janeiro de 1988, foi ordenado bispo pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Eurico Dias Nogueira, na Cripta do Sameiro, escolhendo como lema episcopal a passagem do cap. 17 do Evangelho de S. João: “Ut unum sint” (Que todos sejam um).

A 5 de Junho de 1999, com 55 anos, foi tornada pública a sua nomeação para Arcebispo de Braga. Poucos dias depois, recebe o “Palium” de Metropolita das mãos do Papa João Paulo II, a 29 de Junho no Vaticano, tomando posse como Arcebispo a 18 de Julho na Sé Catedral de Braga.

 

 

1- Qual é para si o cúmulo da miséria moral?

A falta de consciência e responsabilidade social.

 

2- O seu ideal de felicidade terrestre?

Viver para os outros apaixonadamente e com alegria.

 

3- Que culpas, a seu ver, requerem mais indulgência?

A ignorância que suscita atitudes desumanas.

 

4- E menos indulgência?

A teimosia em caminhar por vias de maldade e perversidade.

 

5- Qual a sua personagem histórica favorita?

Sem dúvida Jesus Cristo.

 

6- E as heroínas mais admiráveis da vida real?

No mesmo sentido, Maria de Nazaré.

 

7- A sua heroína preferida na ficção?

Hermione Granger.

 

8- O seu pintor favorito?

Leonardo da Vinci.

 

9- O seu músico favorito?

Georg Friedrich Händel.

 

10- Que qualidade mais aprecia no homem?

Sinceridade e transparência.

 

11- Que qualidade prefere na mulher?

Feminilidade.

 

12- A sua ocupação favorita?

Leitura.

 

13- Quem gostaria de ter sido?

O que sou.

 

14- O principal atributo do seu carácter?

Persistência nos objectivos.

 

15- Que mais apetece aos amigos?

Que sejam verdadeiramente felizes.

 

16- O seu principal defeito?

Alguma pressa na concretização das coisas.

 

17- O seu sonho de felicidade?

O amor vivido entre todos os homens e mulheres.

 

18- Qual a maior das desgraças?

A fome, a miséria, a desigualdade social.

 

19- Que profissão, que não fosse a de escritor, gostaria de ter exercido?

Médico.

 

20- Que cor prefere?

Azul.

 

21- A flor que mais gosta?

Rosas.

 

22- O pássaro que lhe merece mais simpatia?

Os canários.

 

23- Os seus ficcionistas preferidos?

T. S. Eliot.

 

24- Poetas preferidos?

Camões, José Régio, Correia de Oliveira, Fernando Pessoa.

 

25- O seu herói?

Vasco da Gama.

 

26- Os seus heróis da vida real?

Os que conseguem ser coerentes com os valores que professam.

 

27- As suas heroínas da história?

Santa Mónica, Edith Stein.

 

28- Que mais detesta no homem?

Mentira e hipocrisia.

 

29- Caracteres históricos que mais abomina?

Hitler.

 

30- Que facto, do ponto de vista guerreiro, mais admira?

As batalhas onde está presente a independência de Portugal.

 

31- A reforma política que mais ambiciona no mundo?

A união de todos os povos na diversidade das suas culturas.

 

32- O dom natural que mais gostaria de possuir?

Capacidade de comunicar.

 

33- Como desejaria morrer?

Serenamente, cumprindo o que a vida me permitir no momento.

 

34- Estado presente do seu espírito?

Optimista consciente.

 

35- A sua divisa?

Que todos sejam um.

 

36- Qual é o maior problema em aberto do concelho?

Algumas desigualdades sociais.

 

37- Qual a área de problemas que se podem considerar satisfatoriamente resolvidos no território municipal?

A rede viária.

 

38- Que obra importante está ainda em falta entre nós?

A habitação para algumas pessoas mais pobres ou de etnia diferente.

 

39- De que mais se orgulha no seu concelho?

O espírito empreendedor.

 

40- Qual é o livro mais importante do mundo para si?

A Bíblia.

 

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Categorias: Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Agostinho Fernandes

Agostinho Peixoto Fernandes nasceu em Joane, em 1942. Após a instrução primária, ingressou na austera Ordem do Carmo, em Viana do Castelo, tendo terminado a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Como professor do ensino Secundário ocupou, a partir de 1974, vários cargos de gestão em estabelecimentos de ensino. Entre 1980 e 1982 foi vereador da Cultura, pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal de Famalicão, sendo Presidente Antero Martins do PSD, onde alicerçou uma política inovadora nesta área. Promoveu os Encontros Municipais e de Formação Autárquica, fundou o Boletim Cultural. Dinamizou o movimento associativo local. Em 1983 foi eleito presidente da Câmara de Famalicão, cargo que ocupou até 2001. O seu trabalho de autarca a favor da educação, ensino e acção social (foi um dos primeiros autarcas do país a criar no seu concelho uma rede pública de infantários) foi reconhecido em 1993 pela UNICEF, que o declarou “Presidente da Câmara Amigo das Crianças”. Ao longo dos seus sucessivos mandatos – que se estenderam por um período de quase 20 anos – o concelho transfigurou-se. A ele se deve a implantação de importantes infra-estruturas como o Citeve, Matadouro Central, Universidade Lusíada, Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Biblioteca Municipal, Artave, Centro Coordenador de Transportes, Casa das Artes, Museu da Indústria Têxtil e piscinas municipais. Também tomou decisões polémicas, como a urbanização da parte dos terrenos de Sinçães, a instalação de grandes e médias superfícies comerciais à entrada da cidade e a demolição do Cine-Teatro Augusto Correia. Foi um dos fundadores da Associação de Municípios do Vale do Ave, tendo, neste âmbito, enfrentando a maior contestação popular dos seus mandatos com a construção da ETRSU de Riba de Ave. É sócio de inúmeras associações cívicas, culturais e de solidariedade social e foi mandatário concelhio de Mário Soares e Jorge Sampaio (1º mandato) nas suas campanhas à Presidência da República.

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