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ITV | Têxtil António Falcão lança Ecofibers

ITV | Têxtil António Falcão lança Ecofibers

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Em Barcelos há centenas de empresas do setor têxtil. Uma dentre elas destaca-se pelo seu posicionamento na malha industrial do concelho, a Têxtil António Falcão, empresa com mais de 60 anos de vida em que a adaptação a novos contextos e circunstâncias têm estado sempre presentes, caso não há muito teria ficado pelo caminho. Ainda que não apenas de hoje, na atualidade a estratégia da empresa tem passado pela inovação na área do material reciclado. Foi assim que a Têxtil António Falcão se decidiu a lançar uma nova marca própria para o mercado – a Ecofibers. Esta marca foi criada pela Fitexar, e tem vindo a revelar “grande aceitação no mercado”, segundo a publicação especializada Portugal Têxtil.

 

 

“Os fios oriundos de material reciclado são cada vez mais procurados pelo mercado, e a Têxtil António Falcão não podia deixar de dar resposta”, referiu o administrador do grupo ao Portugal Têxtil.

O Grupo Falcão  foi também alvo de um artigo noutra publicação da especialidade, o T-Jornal, que assinala que António Falcão decidiu, por isso, criar novas etiquetas que, por um lado, “tornem essas preocupações evidentes ao cliente final, e, por outro, cumpram uma função de certificação das peças que passam a ostentá-las” funcionando também “como uma certificação de que determinado produto é produzido com o recurso a materiais reciclados”, confirmando que a sustentabilidade e as preocupações ambientais são hoje uma das linhas de orientação do negócio na área da Indústria Têxtil e do Vestuário e da própria empresa.

O portefólio da empresa inclui fios de poliéster e de poliamida reciclados, mas também fios biodegradáveis e até a mistura das duas opções. «São desenvolvimentos que temos feito, que demoram o seu tempo e em que temos de trabalhar muito em parceria com os nossos clientes», frisou o vice-presidente.

Refere o T- Jornal que “a Falcão Fibras desenvolveu fios de poliamida e poliester reciclados usando as garrafas de água de plástico transparente, ou PET, como matéria-prima. Produzidos com elastano reciclado em cru ou com cores, os novos fios juntam-se ao Amni Doul Eco, poliamida degradável – solução ecológica, um produto de alto desempenho que também respeita o meio ambiente em todo o seu ciclo de vida, contribuindo para uma redução geral do desperdício têxtil”.

O grupo têxtil de Barcelos tem vindo a desenvolver uma estratégia de investimento em tecnologia destinada a desenvolver produtos cada vez mais técnicos e inteligentes. A Têxtil António Falcão é pioneira na produção de fios reciclados usando como matéria prima desperdícios de plástico – “as áreas da sustentabilidade são centrais para o grupo” -, tendo mesmo investido na reconversão de algumas máquinas para poderem passar a usar fios reciclados, bem como na aquisição de novos equipamentos. “Nos últimos anos fizemos investimentos principalmente em máquinas – foram mais de 20”, revelou António Falcão. “Temos de continuar a investir. Temos alguns projetos em mente muito ligados à parte da reciclagem e desta ideia da economia circular”, acrescentou.

A etiqueta faz parte da estratégia do grupo barcelense, com sede em Arcozelo, Têxtil António Falcão, que tem vindo a apostar forte na sustentabilidade. “As áreas ecofriendly são o futuro”, declarou António Falcão, vice-presidente do conselho de administração da Têxtil António Falcão. “Tanto o mercado do desporto como o mercado da moda procuram muito os fios mais amigos do ambiente. Hoje sabemos que muitas marcas têm o objetivo de pôr até 70% ou 80% da roupa que vendem com matéria-prima reciclada, por exemplo. E é uma área que temos vindo a desenvolver já há alguns anos”, explicou.

Investir na sustentabilidade

Estes desenvolvimentos têm sido apoiados pelos departamentos de Investigação & Desenvolvimento (I&D) do grupo, por parcerias com o centro tecnológico Citeve.

Mas o Portugal Têxtil revela ainda que a empresa, para além do investimento no produto e no processo produtivo, tem também investido na procura da sustentabilidade mesmo na área comercial. A adicionar aos painéis fotovoltaicos, a Têxtil António Falcão tem também substituído a frota automóvel por modelos elétricos, seguindo uma linha amiga do ambiente. “Temos vendedores que andam pelo país a toda a hora e já substituímos alguns dos carros por elétricos”.

Prosseguir com o crescimento direcionado

Em 2018, o volume de negócios da Têxtil António Falcão rondou 13 milhões de euros, com destaque para o mercado europeu e o crescimento no mercado alemão, em particular, aquele que mais cresceu, embora a empresa tenha os seus clientes espalhados por França, Itália, os países nórdicos. A Índia, o Sri Lanka e outros países vizinhos são também destinos para os produtos da Têxtil António Falcão no gigantesco continente asiático.

Para lá disso, a empresa está a envidar esforços no sentido de entrar na América Latina, dado ser um mercado de grande dimensão, mas possuir um mercado também bastante focado. “Têm grandes empresas a produzir para a área de desporto”. Aliás, o mercado do desporto representa 60% a 70% das vendas da empresa, mas a meta passa por atingir “cerca de 80%”, garantiu ao Portugal Têxtil.

A Têxtil António Falcão está ainda em processo de desenvolvimento de negócios com muitas empresas neste momento. Mas António Falcão, vice-presidente do conselho de administração da empresa, espera que o grupo possa desfrutar dos investimentos realizados. “Nos últimos anos investimos bastante, agora é tirar os frutos disso”, concluiu.

Em 2019, o Grupo Falcão, que emprega quase 2 centenas de trabalhadores, aproveitando também o relançamento da Maggioly, a sua marca própria de meias, espera atingir 15 milhões de euros de faturação.

Imagens: Falcão Fibras

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Categorias: Economia

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