29/3 a 29/9 Vila Nova de Famalicão

Surrealismo | ‘Cruzeiro Seixas: ao longo do longo caminho’ na Fundação Cupertino de Miranda

Surrealismo | ‘Cruzeiro Seixas: ao longo do longo caminho’ na Fundação Cupertino de Miranda

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No Centro Português do Surrealismo da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, encontra-se patente ao público, até 29 de setembro, a exposição temporária ‘Cruzeiro Seixas: ao longo do longo caminho‘, inaugurada em 29 de março passado. A exposição, que dá a conhecer mais de sete décadas de criação artística daquele que é o principal representante vivo do surrealismo em Portugal, é comissariada por Marlene Oliveira e Perfecto E. Cuadrado.

 

 

A exposição permite conhecer algumas das mais importantes obras de um dos principais nomes do Surrealismo português, Cruzeiro Seixas. Hoje com 98 anos, Artur Manuel do Cruzeiro Seixas é o principal representante vivo do Surrealismo em Portugal. Esta exposição dedicada ao artista plástico e poeta é um marco único para reconhecer esta corrente artística e o artista em particular.

A Fundação Cupertino de Miranda (FCM), detentora de mais de 400 obras do artista Cruzeiro Seixas e da sua importante biblioteca e arquivo pessoal, permite, através desta exposição, dar a conhecer algumas das mais importantes obras do Surrealismo, com a presença de outros nomes da cultura nacional e internacional.

Nesta mostra, que é também “uma homenagem, um reconhecimento e um testemunho” ao autor e artista plástico, conforme referiu Marlene Oliveira à TSF aquando da inauguração de ‘Cruzeiro Seixas: ao longo do longo caminho‘, são apresentadas as diferentes técnicas desenvolvidas pelos surrealistas, especialmente o cadavre-exquis, inventado pelos surrealistas franceses em 1925 e a que os surrealistas portugueses deram continuidade, quer nas expressões plásticas quer nas literárias.

“Mostra um pouco de toda a obra do mestre Cruzeiros Seixas. Temos obras dele e obras que colecionou ao longo da vida. Também está presente uma parte de etnografia com objetos que foi recolhendo em África. São objetos do quotidiano”, explicou ainda Marlene Oliveira, uma das comissárias da exposição.

Por seu lado, o outro comissário, Perfecto Cuadrado, coordenador do Centro Português de Surrealismo, explicou, na mesma altura, também à TSF, que “este cartaz – referindo-se a um cartaz à entrada da primeira sala – representa um jogo literário muito importante no surrealismo, como instrumento de criatividade coletiva. Uma primeira pessoa escrevia uma frase e a outra, sem conhecer, continuava. A primeira frase foi que ‘O cadáver esquisito beberá o vinho novo'”.

Cruzeiro Seixas é uma das figuras essenciais do surrealismo português. “Na pintura figurativa, Cruzeiro Seixas recorria muito a elementos como o cavalo, cruzeiros no ar, corpos atravessados por setas. É uma representação de grande tensão romântica entre realidade e desejo. Desejo, sonho e realidade são palavras para definir o mundo do surrealismo”, acrescentaria.

Destacam-se ainda, entre os múltiplos objetos apresentados, os 42 Diários Não Diários de Cruzeiro Seixas, por muitos apelidado de ‘O Mestre’, que são um registo de memórias, projetos e ideias, recorrendo essencialmente à “colagem com fragmentos das suas vivências”, um espaço de pensamento, com simples alusões diárias do que se passava no seu universo pessoal e profissional.

Os trabalhos apresentados são uma parte dos muitos documentos e obras que se encontram no acervo do Centro Português do Surrealismo que o próprio Artur Manuel do Cruzeiro Seixas ajudou a construir com as suas doações, os seus conselhos e o seu exemplo de colecionador de sonhos e de fragmentos vivos das suas afinidades eletivas e afetivas.

 

Imagens: FCM

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Categorias: Agenda, Arte

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