Santo Tirso

25 de Abril | Política de proximidade para afastar populismo marca sessão solene em Santo Tirso

25 de Abril | Política de proximidade para afastar populismo marca sessão solene em Santo Tirso

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O presidente do Município de Santo Tirso, Joaquim Couto, defendeu, na sessão solene das comemorações do 25 de Abril,  as políticas de proximidade para combater o populismo, naquilo que considerou ser uma das ameaças da Democracia. “O combate ao crescimento de fenómenos perigosos como o populismo faz-se onde estão as pessoas, dando resposta aos seus problemas concretos”, enfatizou o autarca.

 

 

O 45º aniversário da Revolução dos Cravos foi assinalado, em Santo Tirso, com uma cerimónia solene, em que o presidente da autarquia elegeu o populismo como uma das novas ameaças do pós-25 de Abril. “Se o populismo não é, ainda, uma realidade bem instalada em Portugal, ao ciclo político e económico se fica, em boa medida, a dever”, aludiu, acrescentando: “No entanto, são já bem percetíveis os sinais de que o fenómeno está aí à espreita a começar pelas redes sociais, o meio por excelência para a transmissão de mensagens de ódio e de intolerância”.

Políticas de proximidade

Considerando que “a ameaça não pode ser ignorada”, uma vez que pode “colocar em risco os pilares fundacionais da Democracia”, Joaquim Couto defendeu que o combate se faz com políticas de proximidade: “O combate faz-se à escala internacional e, naturalmente, à escala nacional. Eu acrescentaria que se faz, acima de tudo, à escala regional: faz-se onde estão as pessoas”.

Por isso, continuou, “se o populismo se começa a combater onde estão as pessoas, o Poder Local é, por natureza, quem melhor o pode fazer”. No seu discurso, Joaquim Couto apontou, também, a direção desse percurso, nomeadamente ao nível das políticas locais que, defendeu, se devem centrar não apenas em questões económicas, mas também em dimensões como a educação, saúde, ambiente e justiça.

O caminho “são políticas que vão ao encontro das pessoas” e “às suas expetativas e problemas concretos”, aludiu o presidente da Câmara Municipal. É este o rumo, refere o autarca, que se pretende que o Município de Santo Tirso siga: “Quando iniciámos o primeiro mandato, há quase seis anos, dissemos ao que vínhamos, assumindo com clareza que as pessoas são a nossa prioridade”.

Ação política tirsense

Destacando três das áreas políticas de intervenção em que a Câmara Municipal tirsense tem apostado – Governança, Educação e Ambiente –, Joaquim Couto enumerou algumas das medidas que têm sido levadas a cabo, com impacto “real” na vida das pessoas.

Na Governança, apontou, lembrando os resultados obtidos no último Relatório de Prestação de Contas que indicam uma redução da dívida e um aumento da poupança corrente. “Quero chamar a atenção para o rigor e a sustentabilidade das contas do Município”. Assinale-se que o Município de Santo Tirso acaba de anunciar uma execução orçamental acima dos 80 por cento e a manter os prazos médios de pagamento abaixo dos 30 dias, conseguindo ver a dívida cair nove por cento.

Já no que se refere à área da Educação, o autarca recordou o investimento “de mais de cinco milhões de euros” na requalificação do parque escolar, além de um outro conjunto vasto de medidas, desde a distribuição de passes escolares, à atribuição de bolsas de estudo: “O desenvolvimento local radica, em boa parte, na Educação, com vista a criar condições iguais para todos de oportunidades, razão pela qual nos orgulhamos de investir tanto onde estão as pessoas e nas gerações futuras”.

Por fim, o Ambiente que, de acordo com Joaquim Couto, deve ser visto como “a prioridade das prioridades” para deixar às próximas gerações “um Planeta com futuro, como aquele que, num outro contexto, foi deixado por Abril”, nomeadamente “o esforço de privilegiar o peão e a bicicleta nas intervenções no espaço público, a ampliação da rede pública de saneamento, ou a substituição da iluminação pública por tecnologia LED”.

“Pela minha parte e pela nossa parte, vamos continuar o sonho que nos foi confiado, reafirmando hoje e sempre os princípios de Abril e assumindo a nossa quota parte de responsabilidade na construção de um futuro melhor, onde estão as pessoas”, concluiu Joaquim Couto.

A cerimónia das comemorações dos 45 anos do 25 Abril teve a participação dos vários partidos políticos com assento na Assembleia Municipal de Santo Tirso, nomeadamente representantes do PS, PDS, CDS/PP e CDU e contou ainda com o testemunho pessoal de Azuil Dinis.

Nascido a 6 de setembro de 1944, na freguesia de Agrela, Santo Tirso, licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Em 1974, recebeu a ordem para integrar as forças militares com destino a Moçambique. Regressou ao estado Português no dia da declaração de independência da ex-colónia. Foi vice-presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Santo Tirso, presidida por Abílio Camões da Costa Carvalho, de 15 de maio de 1976 a 21 de janeiro de 1977. Foi o primeiro presidente, democraticamente eleito, para a Câmara Municipal de Santo Tirso, mandato que cumpriu de 22 de janeiro de 1977 a 16 de janeiro de 1980. Foi membro e presidente da Assembleia Municipal entre 1986 e 1990.

Foi, ainda, diretor da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, durante 29 anos, dos quais 19 na qualidade de presidente da Direção e dois na qualidade de presidente da Assembleia Geral, cargo que ainda exerce.

Imagens: Município de Santo Tirso

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Categorias: Política

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