Trabalho | Desemprego prossegue tendência de queda e cai 15% em março

Trabalho | Desemprego prossegue tendência de queda e cai 15% em março

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O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) revelou que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego foi em março de 333.776, o que representa uma descida homóloga em relação a 2018 de 15,1%  e um recuo de 2,6% face ao mês anterior. De acordo com os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional, no final do mês anterior estes dados representam menos 59.559 pessoas sem trabalho do que no mesmo mês de 2018 e menos 8926 em relação a fevereiro de 2019.

 

 

Segundo os dados do IEFP, para esta variação negativa do desemprego assinalável e que vem confirmar uma inversão de tendência relativamente aos últimos meses do ano passado e inícios de 2019, contribuíram todos os grupos de desempregados, com especial destaque para os homens, adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, inscritos há um ano ou mais nos centros de emprego, mas também os que procuravam um novo emprego e os menos qualificados, isto é, com habilitações escolares equivalentes ao 1.º Ciclo de Ensino Básico.

A variação negativa no desemprego jovem revela-se bastante significativa, uma vez que entre os desempregados inscritos com menos de 25 anos, o IEFP registou em março deste ano 35.207 casos, correspondentes a menos 7.052 do que o número apurado em março de 2018, isto é, uma variação na ordem dos 20%.

No que se refere àqueles que se encontram em situação de desemprego de longa duração (aqueles que se encontram sem trabalho há 1 ano ou mais), a queda homóloga foi de 23,1% havendo agora 144.884 pessoas registadas nesta situação.

Região Norte entre as que têm melhor desempenho

Assim, embora tenha sido transversal a todo o país, a descida do desemprego revelou-se mais acentuada nas regiões do Alentejo (em que a variação homóloga negativa foi de 17,7%), no Norte (-17%) e na região de Lisboa e Vale do Tejo (-16,4%). O Algarve foi a região em que o desemprego menos caiu, tendo recuado apenas 1,4%.

Os dados de março relativos ao desemprego mantêm a tendência de queda reiniciada em fevereiro. Nessa altura, deu-se uma inversão na tendência de subida mensal deste importante indicador económico que se estava a registar desde outubro do ano passado e que fez com que no primeiro mês deste ano o número de desempregados inscritos nos centros de emprego tivesse subido para os 359.772, correspondente a uma taxa de 6,7% naquela altura, sendo este o valor mais elevado desde maio de 2018.

Considerando os grupos profissionais dos desempregados, aqueles em que se registaram valores os mais representativos, por ordem são os trabalhadores não qualificados (25,8%) e os trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção, segurança e vendedores (20,1%). Relativamente a março de 2018, o grupo dos trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices apresentou a mais expressiva descida percentual do desemprego (-22,7%), logo seguido dos grupos constituídos por agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, pesca e floresta (-17,9%) e os especialistas das atividades intelectuais e científicas (-17,5%).

No que respeita à atividade económica de origem do desemprego, dos 279 650 desempregados que, no final do mês de março, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Centros de Emprego do Continente, 70,9% tinham trabalhado em atividades do setor terciário – Serviços -, com destaque para as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (26,4%) e 23,1% eram provenientes do setor secundário – Indústria Transformadora -, com particular relevo para o subsetor da Construção (8,0%).

No seu conjunto, o desemprego diminuiu nos três setores de atividade económica face ao mês homólogo de 2018. Esta diminuição teve um registo mais expressivo no setor secundário (-18,8%). A desagregação por ramo de atividade económica permite ainda assinalar que as descidas percentuais mais acentuadas se verificaram no subsetor da Construção (-26,5%), “Indústrias do papel, impressão e reprodução” (-20,4%) e “Indústria da madeira e da cortiça”(-20,1%).

 

Imagem: TerraNova

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Categorias: Economia

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