António Fernandes

Civilização | Notre-Dame e a História dos Homens

Civilização | Notre-Dame e a História dos Homens

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Ardeu a Catedral de Notre-Dame em Paris. Ardeu a Catedral de Nossa Senhora de Paris.

O fogo consumiu em minutos quase oito séculos da História dos Homens numa cidade de referência das movimentações de massas ao longo dos tempos, movimentações essas que foram cruciais para a transformação orgânica das sociedades no sentido da sua evolução civilizacional e de conquistas progressivas na sua qualidade de vida com mais e melhor equidade em domínios vitais, como o são:

  • a educação;
  • a justiça;
  • o emprego com direitos;
  • a dignidade do individuo;
  • a liberdade;
  • a democracia;
  • a constituição do primeiro e único Governo Operário, de curta duração é certo, como aconteceu com a Comuna de Paris em 1817, em resultado da resistência popular à eleição de uma maioria de deputados monárquicos favoráveis à capitulação da França perante a Prússia; entre muitas outras referências históricas de mudanças sociais efetiva em que as roturas são a narrativa dos acontecimentos;
  • Ciclos da História se encerraram para que outros ciclos dessa mesma história se abrissem e assim se cumpra o ciclo da Civilização Social dos Homens na Europa e no mundo!

A Catedral de Nossa Senhora de Paris foi erigida em honra de Maria, Mãe de Jesus Cristo.

Imponente, a Catedral de Notre Dame, é um marco incontornável da história em domínios específicos como o são;

  • a espiritualidade;
  • a pujança social da burguesia da época;
  • a introdução de um novo conceito na arquitetura Gótica;
  • entre muitos outros motivos e valências;

A Cidade Luz foi, durante séculos, o polo de atração de uma elite genuína nos domínios das artes, das letras e das ciências. Para si convergiram artistas das mais diferentes áreas e sensibilidades com destaque para a pintura; a música; a dança; a arquitectura; a escultura; outros.

A Cidade Luz foi, durante séculos, o maior centro de artes do mundo revolucionando conceitos sobre a obra, o meio e o uso, na justa medida em que se passou a questionar o que é a obra e para que serve. Assim como, o utensílio enquanto tal e a arte que deve conter. Desmistificando assim um certo endeusamento que havia de uma certa arte enquanto tal, cingindo-a a um círculo restrito de interesses, tornando-a de interesse e consumo social generalizado cuja referência maior são as passagens de ligação entre margens: as pontes. Um equipamento com a definição sócio-profissional de obra de arte. A que se associou o estilo e o desenho entre muitas outras manifestações de arte genuína em todos os espaços e contextos.

Paris é por tudo isso uma cidade multicultural onde se cruzam civilizações; religiões; ideários sociais; divergências e convergências políticas; entre outras; que concentra em si um espólio arquitetónico e artístico incomparável, onde pontuam museus de nomeada internacional sendo sem sombra de dúvida dos mais concorridos no mundo.

A Catedral de Notre-Dame perdeu o seu ponto mais alto, mas nunca perderá o seu lugar na História dos Homens; da arquitetura e da espiritualidade; e seguirá em frente.

As autoridades locais primarão pelo restauro apropriado no tempo ao tempo a que reporta uma vez que as obras-primas móveis já tinham sido retiradas face ao restauro a que estava a ser submetida.

Imagens: (0) Robin Garnier, (1) Oliver Mitchell

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Categorias: Crónica, Cultura

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

António Fernandes

António da Silva Fernandes nasceu em 1954, em S. José de S. Lázaro e reside atualmente em S. Mamede de Este, em Braga. É chefe de serviços da Alcatel. Como dirigente associativo, esteve e/ou está envolvido com: ACARE; GETA; Academia Salgado Zenha; Academia Sénior Dr. Egas; Associação de Pais da Escola Dr. Francisco Sanches; APD - Associação Portuguesa de Deficientes; Associação de Solidariedade Social de Este S. Mamede. Ao longo da sua vida, desenvolveu atividade política no MDP/CDE; JCP; PCP; LIESM-Lista Independente de Este S. Mamede; Comissão Política do Partido Socialista - Secção de Braga; Clube Político do Partido Socialista - Secção de Braga. Na política autárquica, desempenhou funções na Assembleia de Freguesia e no Executivo da Junta de Freguesia de Este S. Mamede. Desenvolve atividade na escrita: Poesia em antologias nacionais e plataformas digitais; Artigos de Opinião em Órgãos de Comunicação Social local e nacional, em suporte de papel e digital quer em blogues quer em Órgãos da Comunicação Social escrita. Colaborador na Rádio: R.T.M. (Solidariedade); Antena Minho (Cumplicidades).

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