15/3 Vila Nova de Famalicão

Ambientar-se | ‘O homem que plantava árvores’ semeia a esperança de um mundo novo na Escola D. Maria II

Ambientar-se | ‘O homem que plantava árvores’ semeia a esperança de um mundo novo na Escola D. Maria II

 

 

 

A sessão “Ambientar-se” deste mês de março, habitualmente realizada na Casa do Território do  Parque da Devesa, de Vila Nova de Famalicão,  acontece, desta feita, na Escola EB 2,3 D. Maria II no próximo dia 15 de março, sexta-feira, pelas 10h00, e volta a ir ao encontro do público estudantil. “O homem que plantava árvores” de Frédéric Back é o filme escolhido para a presente sessão desta iniciativa, habitualmente articulada pela Equipa Multidisciplinar de Gestão do Parque da Devesa em articulação com associações de proteção do ambiente. A dinamização, da presente sessão “Ambientar-se” está a cargo da Associação Famalicão em Transição, em parceria com a própria Escola Básica D. Maria II.

 

 

O Homem Que Plantava Árvores” narra a história de Elzéard Bouffier, um pastor de ovelhas, que durante anos cultivou uma floresta num vale desolado nos Alpes franceses. O narrador é um jovem viajante que, um dia, em 1913, encontra este homem nas suas viagens e acompanha a mudança na paisagem no decorrer dos anos. O filme de animação, de Frédéric Back, é baseado no conto homónimo de Jean Giono, e ganhou o Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação. Frédéric Back, nascido na Alemanha mas criado em França, é o realizador do filme baseado no conto homónimo de Jean Giono e narrado por Philippe Noiret (muito conhecido por ser o famoso Alfredo de Cinema Paradiso).

O filme O homem que plantava árvores (1987) venceu o Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação e foi nomeado para a Palma de Ouro de Curta-Metragem do Festival de Cannes. ” O Homem Que Plantava Árvores é uma bela e poética animação sobre a paciência, sabedoria e determinação de um senhor em tempos difíceis”, refere Antônio Tinôco, na Cinema em Cena.

“Um dos destaques da obra é certamente o traço utilizado por Back, que dá um estilo impressionista à animação e influenciou artistas como Isao Takahata, diretor de O Conto da Princesa Kaguya (2013). É interessante notar como o ritmo lento da história (que também é o ritmo da vida de Bouffier) fica frenético quando o narrador fala sobre as outras vilas em que seus habitantes individualistas e ambiciosos convivem com vícios, loucuras e assassinatos. O contraste criado é claro e também fica evidente no período das duas guerras mundiais, em que a destruição humana se opõe ao espírito restaurador do pastor.

O Homem Que Plantava Árvores revela o poder de transformação de uma pessoa que, mesmo com aparência cansada, consegue em seu esforço solitário ter esperança nos lugares mais improváveis. A mensagem é simples, mas inspiradora”.

O homem que plantava árvores baseia-se no livro homónimo que relata uma história verídica, traduzido em diversas línguas e largamente difundido pelo mundo inteiro. Segundo reza a respetiva sinopse, “trata-se de uma história inesquecível sobre o poder que o ser humano tem de influenciar o mundo à sua volta.

Narra a vida de um homem e o seu esforço solitário, constante e paciente, para fazer do sítio onde vive um lugar especial.

Com as suas próprias mãos e uma generosidade sem limites, desconsiderando o tamanho dos obstáculos, faz, do nada, surgir uma floresta inteira – com um ecossistema rico e sustentável.

É um livro admirável que nos mostra como um homem humilde e insignificante aos olhos da sociedade, a viver longe do mundo e usando apenas os seus próprios meios, consegue reflorestar sozinho uma das regiões mais inóspitas e áridas de França”.

No blogue As histórias de Elphaba, Joana, a autora, afirma “não ser por acaso que a pequena grande história de Jean Giono é comparada ao clássico infantil Le Petit Prince / O Principezinho, um clássico com o poder de fazer os graúdos recordar a meninice e, principalmente, com a capacidade de os fazer recordar valores que vão sendo esbatidos com o tempo. O Homem Que Plantava Árvores tem o mesmo busílis, tem a capacidade de nos gestos mais simples nos mostrar o extraordinário, de nos tempos mais árduos nos mostrar a esperança e, abençoadamente, nos provar que ainda existe paraísos na Terra criados às mãos do homem – por muitas vezes que este se esforce para provar o oposto.

Carregado de simbolismo e significado, este texto leva-nos até uma antiga zona árida dos Alpes, à descoberta de um homem que perdeu tudo e, sem nada, sem pedir nada do universo, criou um pequeno mundo.

Contada na primeira pessoa por um alpinista que após a Primeira Guerra resolve fazer uma jornada por terras altas, tentando possivelmente reencontrar-se longe dos homens, esta narrativa atravessa décadas com uma cadência previsível mas que, no entanto, nos encaminha para um deslumbramento que só é possível ao ritmo certo, seguindo o ritmo da própria vida”.

O ciclo de cinema “Ambientar-se” é promovido pelo Município de Famalicão, através do Parque da Devesa, e pretende despertar a atenção dos famalicenses para as causas e consequências dos problemas ambientais que o planeta enfrenta.

Recorde-se que depois de algumas saídas do Parque da Devesa em 2017 e 2018, este ano as sessões do “Ambientar-se” vão passar a realizar-se também nas escolas, tentando captar a atenção dos jovens para esta problemática.

A entrada livre é livre.

 

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Categorias: Agenda, Cultura, Sociedade

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