Guimarães

Mobilidade | Guimarães apresenta Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, mas voltará a debatê-lo ainda em 2018

 

 

 

 

 

Na noite de sexta-feira, 7 de dezembro, perante uma sala repleta, na Plataforma das Artes e da Criatividade, foi apresentado o novo Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), desenhado para o Município de Guimarães pela MPT – Mobilidade e Planeamento do Território, foi ontem apresentado e discutido publicamente. A sessão, que contou com a presença do presidente da autarquia, Domingos Bragança, que reafirmou a sua convicção no caminho de mobilidade integrada, e do vereador do Urbanismo, Fernando Seara de Sá, serviu para revelar e colocar à discussão do público o novo paradigma de mobilidade que Guimarães quer abraçar, apostando na intermodalidade como pressuposto da inversão que colocará peões, bicicleta e transportes públicos no topo das prioridades.

 

 

Jorge Gorito e Pedro Silva, da MPT, começaram por apresentar o PMUS, referindo a dimensão de transversalidade que este encerra e dando indicação de que, no sul da Europa, são poucos os municípios a adotar um plano com estas preocupações. Passando do tradicional esquema que coloca no topo da pirâmide a tríade “carro, transporte público e peão” para a nova prioridade constituída por “peões, bicicletas, transporte público, uso eficiente do carro como transporte individual”, o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável apresenta diferentes tipologias que podem ser aplicadas em diversas situações, assentando em 5 pressupostos de base: caminhabilidade, ciclabilidade, habitabilidade, intermodalidade e descarbonização. Por sua vez, Fernando Seara de Sá, vereador do Urbanismo, referiu que o plano não é um documento rígido do ponto de vista da sua execução, constituindo-se antes como um documento em aberto, permanentemente atento às correções, melhoramentos e novas realidades das dinâmicas e problemas que surjam ao longo do tempo. Por esse motivo, serão feitas avaliações periódicas da sua implementação, estando a autarquia sempre disponível para receber os contributos de todos. Seara de Sá insistiu na ideia de que é necessário deixar de pensar num único meio de mobilidade para as deslocações no dia a dia para admitir que vários modos de transporte, com destaque para os modos suaves ou ativos, possam ser adotados de acordo com a tipologia das deslocações.

Após um período para discussão com o público, com um número grande de intervenções que fizeram com fosse anunciada uma nova sessão pública para dezembro, em data a definir, Domingos Bragança foi claro: “Este estudo não é definitivo. É um processo aberto”. O edil não deixou, contudo, de referir que a visão do executivo para a mobilidade urbana se encontra plasmada no plano delineado. “A equipa técnica da [empresa de engenharia] MPT fez o estudo em diálogo com a Câmara Municipal, não deixando de levar em conta a realidade no terreno e uma visão tão alargada quanto possível. Este é um plano para os munícipes que aposta na mobilidade integrada, invertendo o paradigma, mas sem esquecer a nossa realidade física”.

Apesar das preocupações se centrarem na pedonalização, nas vias cicláveis e no uso do transporte público, Domingos Bragança quis deixar bem vincada a ideia de que o automóvel não vai deixar de ter importância e peso no quotidiano da cidade: “Os vimaranenses que todos os dias circulam na cidade querem boas acessibilidades e o automóvel ainda será o meio de locomoção mais utilizado, motivo pelo qual continuaremos a estar atentos aos problemas da circulação rodoviária. Mas esse facto terá que ser, paulatinamente, invertido, de modo a caminharmos, convictamente, para a intermodalidade e a descarbonização”.

 

Fonte: Município de Guimarães

 

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Categorias: Política

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