Mário Constantino

Justiça | Incompetência e populismo

Justiça | Incompetência e populismo

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A sentença sobre o processo da “água e saneamento de Barcelos” não significa só a reposição do bom nome do Ex. Presidente da Câmara de Barcelos (Fernando Reis), é também uma sentença da incompetência da gestão do PS e de Miguel Costa Gomes.

 

 

Ainda sem ter um conhecimento aprofundado do conteúdo do acórdão, o que nos apraz sublinhar, desde já, é o seguinte: esta sentença de absolvição do Dr. Fernando Reis e de todos os restantes arguidos vem repor judicialmente o que nós, politicamente, sempre dissemos, o PS usou o caso da água de forma absolutamente inadmissível para ganhar a câmara municipal.

Não satisfeitos com uma vitória assente numa mentira (promessa de redução do preço da água em 50%), usaram a difamação e a insinuação durante 10 anos, tentando perpetuar-se no poder à custa da mentira original.

Sendo o Dr. Fernando Reis um dos nossos companheiros de partido, mostramos duplo regozijo. Em primeiro lugar, a justiça repôs o seu bom nome e a sua dignidade, libertando-o de um cutelo que o PS usava sempre para esconder a sua incompetência. Em segundo lugar, a verdade agora reposta, mostra o descalabro e o desastre das políticas judiciais a que o PS recorreu e que no final resultaram todas em estrondosas derrotas.

O PSD foi julgado pelos barcelenses, nas eleições de 2009 – 2013 – 2017 e o PS ganhou essas eleições, em boa parte, devido ao julgamento que os barcelenses fizeram sobre o contrato de concessão das redes de água e saneamento à empresa privada AdB-Águas de Barcelos S.A.

Porém, o PS está em maioria na Câmara Municipal desde 2009, pelo que, desde essa data, todo o dossier da água, bem como os assuntos entre a Câmara e a empresa AdB-Águas de Barcelos S.A. passaram a ser da sua única e inteira responsabilidade.

Até porque em momento algum quiseram ouvir ou envolver a oposição na busca de uma posição conjunta que pudesse melhor servir os interesses dos barcelenses.

A estratégia seguida pelo PS foi rejeitar tudo o que tinha sido feito e procurar judicializar a questão. Procurando encontrar, nas decisões judiciais, conforto para as suas promessas eleitorais irrealistas e dessa forma eximir-se de responsabilidades.

Esta fuga para a frente dava a sensação de movimento e grande determinação do executivo mas, infelizmente, era tudo uma ilusão.

A estratégia do PS, de nada fazer e apenas aguardar que as decisões dos tribunais lhes viessem a ser favoráveis politicamente, é de uma leviandade e de uma irresponsabilidade inqualificáveis.

Esta forma de governar e de estar na política é merecedora de severa censura pública e política.

Até porque, apenas com o intuito de “favorecimento partidário” eleitoral imediato, o PS quis esticar a corda, não tomando nenhuma decisão sobre a matéria, para continuar a atirar as culpas para o PSD e, assim, desculpar-se do não cumprimento das promessas eleitorais.

Essa estratégia “kamikaze” do PS teve como resultado que: A Câmara foi condenada em 172 ME (mais juros) porque o PS, desde Novembro de 2009, não quis negociar com a AdB-Águas de Barcelos S.A. o reequilíbrio financeiro previsto no Contrato de Concessão.

Infelizmente quem vai pagar esse desvario serão todos os barcelenses.

Lamentamos que a justiça tenha demorado tanto tempo a repor a verdade  mas como diz o nosso povo, mais vale tarde do que nunca. Oxalá este exemplo sirva de lição de que em política não vale tudo e que a deriva populista tem custos muito altos que resultam sempre em prejuízos para os cidadãos.

 

 

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Categorias: Destaque, Política

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Mário Constantino

Mário Constantino Lopes nasceu em 17-11-1963 na cidade de Barcelos. Concluiu o Curso do Magistério Primário em 1985, a Licenciatura em Educação na variante de Educação Física em 1993 e a Licenciatura em Direito em 2007. Exerceu funções de Vereador na Câmara Municipal de Barcelos durante dois mandatos, de Março de 1998 a Outubro de 2005, com os Pelouros de Ação Social, Educação, Desporto, Juventude, Cultura, Protecção Civil e Turismo e foi Vice-Presidente no mandato 2001/2005. Actualmente exerce funções de professor de educação física no Agrupamento de Escolas António Correia de Oliveira, em Apúlia, e advocacia com escritório em Barcelos. É Presidente da Mesa da Assembleia Geral do GASC – Grupo de Acção Social Cristã de Barcelos e Delegado da Liga de Futebol Profissional na Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol desde 2012. Foi Dirigente Nacional da Associação Nacional de Professores de 1992 a 1995, Presidente da Secção de Barcelos da Associação Nacional de Professores de 1995 a 1999 e Presidente da Mesa do Congresso da Associação Nacional de Professores de 1996 a 2005. Atualmente é Vereador na Câmara Municipal pelo PSD e Presidente da Mesa da Assembleia Concelhia do PSD de Barcelos.

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