10/11 a 23/3 Matosinhos

Ser Mulher | O lado feminino de uma coleção de arte

Ser Mulher | O lado feminino de uma coleção de arte

 

 

 

Nova exposição do Museu da Quinta de Santiago, em Matosinhos mostra o primeiro de três olhares sobre as mulheres artistas representadas no acervo municipal de artes plásticas. A exposição é inaugurada no sábado, 10 de novembro.

 

 

O mote é a designação de uma das mais famosas séries expositivas de Helena Almeida, recentemente falecida: em jeito de homenagem àquela que foi uma das mais importantes artistas portuguesas de todos os tempos, o título “Ouve-me, sente-me, vê-me” vai dar origem a um conjunto de três exposições no Museu da Quinta de Santiago, em Leça da Palmeira, Matosinhos, dando a conhecer outras tantas perspetivas sobre as mulheres artistas presentes na coleção de arte que a Câmara Municipal de Matosinhos vem consolidando desde a década de 1950.

A primeira das exposições, “Sente-me”, vai ser inaugurada no próximo sábado, 10 de novembro, pelas 16 horas, e ficará parente até ao dia 23 de março. Seguir-se-ão, ainda em 2019, “Ouve-me”e, em 2020, “Vê-me”, completando o percurso pelo lado feminino da coleção municipal de artes plásticas e trazendo à luz do dia um conjunto de obras pouco mostradas no decurso das últimas décadas.

A coleção de arte da Câmara Municipal de Matosinhos conta com mais de 200 obras realizadas por artistas femininas. Nesta primeira exposição que lhes é dedicada estarão patentes obras de Aurélia de Souza, Armanda Passos, Stella de Brito e Isabel Sabino (pintura), Irene Vilar e Ana Júlia Dias (escultura) e Olívia Silva (fotografia).

Num tempo profundamente marcado pelos debates em torno das questões de género, as três incursões ao universo feminino no acervo municipal pretendem constituir-se como uma reflexão em torno da secundarização, da desvalorização e do silenciamento das artistas, contribuindo, assim, para a necessária erradicação dos estereótipos preconcebidos sobre aquilo que o género feminino e o género masculino podem ou devem ser, estar, fazer, sentir e criar.

Após a exposição recentemente dedicada às obras de Aurélia de Sousa presentes no acervo municipal, a série “Ouve-me, sente-me, vê-me” permite, deste modo, um novo olhar sobre a importante presença feminina na coleção da autarquia.

“Artistas como Helena Almeida, Joana Vasconcelos, Filipa César, Aurélia de Souza, Paula Rego, Maria Helena Vieira da Silva, Graça Morais, Maluda, Menez ou Josefa de Óbidos foram capazes de, nas épocas respetivas e de acordo com as circunstâncias existentes, afirmar a qualidade do seu trabalho no panorama nacional e internacional, impondo-se como referências obrigatórias da cultura portuguesa. São, nesse sentido, um exemplo para todas as mulheres”, considera a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, no texto que escreveu para o catálogo da exposição.

Horário:

Terça a sexta, das 10h00 às 18h00 [encerra para almoço das 13h às 15h]; e

Sábados, domingos e feriados das 15h00 às 18h00.

As visitas à exposição podem ser realizadas de forma guiada sob marcação.

 

Preservar e divulgar a memória histórica de Matosinhos e Leça da Palmeira através da arte é a missão central deste museu tutelado pela autarquia de Matosinhos e inaugurado em 1996.

O museu, inserido num edifício histórico, concluído presumivelmente em 1896, foi construído para residência da família Santiago de Carvalho e Sousa, com projeto do arquiteto italiano Nicola Bigaglia, é testemunha privilegiada das profundas transformações urbanísticas e sociais ocorridas na cidade de Matosinhos-Leça nos finais do séc. XIX e ao longo do séc. XX.

Integra, desde 2003, a Rede Portuguesa de Museus, e é um dos espaços museológicos fundadores da MuMa – Rede de Museu de Matosinhos.

Desde 2010, o espaço da Quinta de Santiago é constituído por 3 edifícios: O Museu, composto por 2 pisos musealizados: o primeiro piso dedicado à história local e social, é um exemplo das vivências de finais de séc. XIX e princípios do séc. XX, e o segundo piso alberga exposições de longa duração, com exibição de obras do acervo de Arte da autarquia, do qual se destacam obras de António Carneiro, Agostinho Salgado, Augusto Gomes Aurélia de Souza e Joaquim Lopes; o Espaço Irene Vilar, dotado de auditório polivalente e espaço de serviços educativos; e a Casa do Bosque, onde se encontra instalada a Cascata Gigante, com cerca de 15 m2, reconstrução representativa da Leça de inícios do séc. XX, construída por José Moreira e doada ao Museu.

No amplo jardim que rodeia o Museu, o visitante pode encontrar obras escultóricas de Siza Viera, Rui Anahory e Lagoa Henriques.

 

Fonte: Município de Matosinhos

 

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