Saúde Oral | Médico dentista nos Centros de Saúde de todos os municípios até 2020.

Saúde Oral | Médico dentista nos Centros de Saúde de todos os municípios até 2020.

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Saúde Oral Para Todos‘  é o nome do programa de Saúde Oral que o Governo acabou de lançar. Este programa arrancou com a assinatura de protocolos de colaboração entre 65 municípios, nomeadamente Vila Nova de Famalicão, e Administrações Regionais e Unidades Locais de Saúde, no âmbito do alargamento do projeto dos médicos dentistas nos cuidados de saúde primários.

 

 

O XXI Governo inscreveu como meta, no seu Programa para a Saúde, a criação de, pelo menos, um gabinete de saúde oral por agrupamento de centros de saúde (ACES) até ao final da presente legislatura. As experiências-piloto avançaram em 2016, em 13 centros de saúde, e foram sendo replicadas noutras regiões, existindo atualmemente 63 gabinetes de saúde oral nos cuidados de saúde primários de norte a sul do País.

Fruto do sucesso das experiências-piloto, e tendo em conta que a saúde oral é essencial para o bem-estar físico, mental e social das populações, o Ministério da Saúde decidiu ir mais longe e renovou a sua ambição, tendo em vista a promoção da equidade e da proximidade e o aumento e a melhoria da cobertura dos cuidados de saúde oral ao nível dos cuidados de saúde primários.

Ao abrigo deste programa, o Governo pretende, em junho do próximo ano, ter 30% dos concelhos do país abrangidos pela medida que prevê que haja pelo menos um consultório de saúde oral em cada município, anunciou esta terça-feira, 18 de setembro, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

«O objetivo é ter, em 30 de junho de 2019, cerca de 30% dos municípios abrangidos e até ao final do mesmo ano cerca de 60%», afirmou Fernando Araújo, no final da cerimónia «Saúde Oral Para Todos», na qual foram assinados protocolos de colaboração entre várias dezenas de municípios e as cinco administrações regionais de saúde, no âmbito do alargamento do projeto dos médicos dentistas nos cuidados de saúde primários.

Na ocasião, sublinhando que ter um consultório de médico dentista nos centros de saúde de todos os municípios do país até 2020 é «uma medida histórica», o Ministro da Saúde considerou também tratar-se de um «sinal muito positivo da descentralização».

«É uma medida histórica para o país o Serviço Nacional de Saúde (SNS) passar a ter nos centros de saúde médicos dentistas, higienistas orais e assistentes dentários», afirmou Adalberto Campos Fernandes.

O Ministro salientou que o programa permite manter o programa cheque-dentista, iniciado em 2008, mas também chegar «a uma população diferente, que é uma população mais pobre, mais idosa, com menos recursos».

Portugal está «a dar o passo que faltava para entrar definitivamente no primeiro ranking de países que cuidam da saúde global das pessoas, não apenas numa ótica estritamente curativa, mas também preventiva e cobrindo uma área tão importante como a saúde oral».

O Ministro sublinhou ainda o trabalho feito pelas comunidades locais e pelos autarcas na construção desta medida, que, afirmou, permite ter «um programa de saúde oral mais ambicioso».

«É também um sinal muito positivo da descentralização, é um casamento de oportunidades, é uma aliança virtuosa entre o poder central e o poder local, onde juntamos esforços», acrescentou, assumindo a vontade do Governo de aprofundar estas parcerias.

«Assumimos hoje aqui que a nossa vontade é aprofundar as parcerias público-público entre o poder local e o poder central, chamando à colaboração, sempre que necessário, outros sectores, como o social ou privado, mas o SNS defende-se nesta linha, lutando todos os dias contra as dificuldades, que são imensas», frisou.

Segundo o último estudo efetuado pela Direção Geral de Saúde – DGS, esta área da saúde apresenta indicadores muito preocupantes.

No grupo etário dos 25 aos 44 anos, verificou-se que apenas 37,4% dos observados apresentavam gengivas saudáveis, 42,5% tinham um ou mais dentes cariados e 13,7% tinham menos de vinte dentes naturais na boca, resultados que foram muitíssimo piores no grupo etário dos 65 aos 74 anos.

«Temos de ter noção de que, de facto, para determinados grupos especiais e sobretudo em idades mais precoces, já se ganhou muito, mas ainda há aqui um potencial de ganhos que têm de ser explorado e pelos quais todos somos responsáveis», concluiu Graça Freitas, a Diretora-Geral da Saúde.

 

Fonte: SNS

Imagens: Hugo Coelho/MS (0,4) e SNS (1,2)26

 

 

 

 

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Categorias: Política, Sociedade

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