Braga

Património | Executivo Municipal dá o ‘Sim’ à alienação do imóvel da Fábrica Confiança

Património | Executivo Municipal dá o ‘Sim’ à alienação do imóvel da Fábrica Confiança

 

 

A proposta de alienação do edifício da antiga fábrica Confiança foi aprovada ontem, Quarta-feira, 19 de Setembro, em sede de reunião do Executivo Bracarense. O documento segue, agora, para a Assembleia Municipal, a realizar a 4 de Outubro. Com um caderno de encargos “rigoroso”, que vai regular a venda em hasta pública, e que inviabiliza a transformação do imóvel num estabelecimento para fins comerciais, está dado o primeiro passo para a salvaguarda do edifício e para a regeneração urbana da área envolvente.

 

 

“Os nossos principais objectivos de preservação arquitectónica, de valorização da memória industrial, de enquadramento urbanístico, de impacto na regeneração da zona envolvente, que é crucial na ligação entre a Universidade do Minho e o centro da Cidade, estão salvaguardadas não pela acção do Município, mas pela acção de um privado que, cumprindo um caderno de encargos elaborado de forma muito restrita e rigorosa, possa elaborar um projecto compaginável com todos estes requisitos”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, garantindo quer pelo Plano Director Municipal (PDM), quer pela força do caderno de encargos, “não será possível utilizar o edifício para construção habitacional ou centro comercial, por fruto das condicionantes urbanísticas”.

O Autarca explicou, ainda, que após terem sido equacionadas todas as possibilidades, “esta é a solução que melhor defende o interesse público”, por isso Ricardo Rio considerou “ser pouco sério” estar a dizer que existe pressa do Executivo e que este é um processo precipitado. “Ao longo dos últimos três anos e em diferentes contextos, como em sede de reunião de executivo, em entrevistas ou em debates na campanha eleitoral, foram várias as vezes em que equacionamos a alienação nestas circunstâncias. Durante esse período nunca houve interesse em promover debates, nem ninguém apresentou alternativas ou soluções à Câmara Municipal. Por isso, é estranho que só no momento em que a Autarquia se prepara para concretizar aquilo que pré-anunciou durante quase três anos, é que passou a ser importante promover debates e recolher contributos da sociedade”, acusou Ricardo Rio, considerando que “isso é uma tentativa de bloquear aquilo que é a concretização da regeneração daquela zona da Cidade”.

O edifício pode vir a ser utilizado para dar respostas às necessidades actuais como, por exemplo, o alojamento de estudantes universitários. “Em 2013 essa foi uma possibilidade equacionada e, estes dias, a própria Juventude Socialista (JS) veio sugerir essa mesma modalidade. Se for esse o caminho, será algo positivo e teremos o sector privado a suprimir uma necessidade de alojamento dos estudantes universitários”, explicou Ricardo Rio, vincando que neste momento “não existe nenhuma garantia que esse seja o destino do edifício, nem que os promotores nacionais e internacionais que nos últimos anos identificaram essa oportunidade venham agora a jogo em sede de hasta pública”.

 

Fonte: Município de Braga

 

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Categorias: Política, Sociedade

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