Lousado, Vila Nova de Famalicão

Património | Depois de reaberta a Ponte da Lagoncinha, Município pretende agora valorizar toda a zona envolvente

Património | Depois de reaberta a Ponte da Lagoncinha, Município pretende agora valorizar toda a zona envolvente

 

 

“A nossa vontade é tornar a Ponte da Lagoncinha pedonal e valorizar toda esta zona envolvente, criando um espaço agradável de lazer e convívio para a população.” O desejo do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, foi manifestado durante uma visita de trabalho à Ponte da Lagoncinha, em Lousado, que beneficiou recentemente de obras de conservação e valorização no âmbito da sua integração na Rota do Românico.

 

 

Considerando ser indispensável o apoio e colaboração do Governo na criação de uma alternativa para que a Ponte da Lagoncinha seja libertada da sua função da mobilidade e possa passar a estar comprometida com a função cultural, ambiental e patrimonial, Paulo Cunha referiu, na altura, que “não se pode fechar uma ponte que é tão utilizada e necessária às populações, sem existir  uma alternativa”, pelo que o Município de Famalicão deseja que “tão rapidamente quanto possível o governo crie uma solução”.

De resto, a necessidade da ponte foi sublinhada pelo presidente da Junta de Freguesia de Lousado, Jorge Ferreira, que explicou que “sem esta travessia, os automobilistas teriam de recorrer à EN14, o que representaria um verdadeiro caos, ou calcorrear área do concelho de Santo Tirso e Trofa, num total de cerca de 20 quilómetros”.

De facto, a travessia da Ponte da Lagoncinha, sobre o rio Ave, na freguesia de Lousado, em Vila Nova de Famalicão,  é um dos acessos mais utilizados por quem tem de circular entre Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão. Beneficiou, por isso, recentemente de um conjunto de obras de conservação e valorização no âmbito da sua inclusão Rota do Românico. Estas obras duraram cerca de 5 meses durante as quais a ponte se encontrou necessariamente encerrada, o que mesmo assim aconteceu 3 meses antes da data prevista para a conclusão da sua requalificação. Para além da limpeza e tratamento das cantarias em granito, do restauro e nivelamento do tabuleiro da ponte, implicou também a consolidação estrutural de fissuras existentes nos paramentos e intradorso do tabuleiro da ponte.

Aquando da conclusão das obras na Ponte da Lagoncinha, Paulo Cunha chegou a referir que esta intervenção era também uma forma de “assegurar a proteção e valorização deste importante património que tanto engrandece o nosso concelho”.

As obras implicaram um investimento de cerca de 154 mil euros, tendo contado com o cofinanciamento de cerca de 128 mil euros, pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

“A ponte ficou cinco estrelas e estamos muito contentes com o resultado da obra”, afirmou satisfeito Jorge Ferreira, que admitiu que gostaria de ver “o espaço envolvente melhor aproveitado”.

Também Paulo Cunha assumiu estar empenhado em melhorar as condições de fruição da zona envolvente à ponte. Ladeado por Mário Passos, o vereador das Freguesias, o edil famalicense adiantou ainda: “Esta intervenção está condicionada pelo património e pelo rio, obrigando a obter autorizações junto das entidades que tutelam estes domínios. Temos um processo em curso. Está a ser elaborado um projeto e respetivo caderno de encargos”.

Sobre a despoluição do rio Ave, Paulo Cunha voltou a apontar o dedo à falta de fiscalização e a reclamar mais competências para os municípios nesta matéria. “Há décadas que se fala na despoluição do rio Ave e no investimento de milhões aqui realizado. É preciso, porém, prestar contas e perceber qual foi o efeito útil desse enorme investimento nacional e comunitário, porque não vale de nada investir-se na despoluição do rio e não se criarem condições para que ele continue a ser despoluído”.

 

 

Fonte: Município de Famalicão

 

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Categorias: Local, Política

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