Vila Nova de Famalicão

Setor Têxtil | Riopele na dianteira da indústria 4.0

Setor Têxtil | Riopele na dianteira da indústria 4.0

 

 

Exemplo de inovação na tradição, a Riopele ilustra da melhor forma a adaptação ao paradigma da indústria do futuro. A empresa famalicense, referência mundial da indústria têxtil e do vestuário, não cessa o investimento em tecnologia, tendo efetuado uma encomenda de uma nova râmola Monforts Montex de dez câmaras.

 

 

Segundo revelou o Famalicão MadeIN, a nova máquina está a ser construída por medida, ou seja, corresponde a todas as especificidades requeridas pela empresa, devendo estar operacional no início de 2019 no quadro de um plano de investimento global orçado em 10 milhões de euros.

“O investimento em tecnologia que temos em curso é fundamental para continuar à frente no mercado – e é tão crítico como o nosso investimento em pessoas. É muito importante sabermos passar para a próxima geração o know how que conseguimos ao longo de 91 anos de vida da empresa”, afirma José Alexandre Oliveira, CEO da Riopele, citado pelo T Jornal.

A Riopele fechou 2017 com um volume de negócios de 74 milhões de euros e uma margem de EBITDA de 15%, um resultado superior aos 71 milhões de vendas e 8,5% de EBITDA que foram a média do quinquénio 2012-2016.

Esta performance, de acordo com José Alexandre Oliveira, é consequência direta da bem-sucedida estratégia de aproximação a clientes e fornecedores, que a Riopele passou a encarar como parceiros.

Armani, Burberry, Calvin Klein, Karl Lagerfeld, Massimo Dutti, Paul Smith, Versace, Max Mara e Victoria Beckham são algumas das marcas de luxo que constam da carteira de clientes da Riopele, uma empresa vertical que emprega 1.069 pessoas.

“A proximidade que temos com os clientes era impensável há seis ou sete anos. A confiança recíproca é determinante para o sucesso mútuo”, afirma o neto de José Dias de Oliveira, o empreendedor que em 1927 fundou a Riopele com dois teares de água.

A empresa trabalha a três turnos, 24 horas por dia, produzindo mensalmente cerca de 700 mil metros de tecido a partir de fibras naturais, sintéticas ou recicladas, que comercializa com diversas marcas, entre as quais Çeramica Çeramica Clean, Tecnosik e Tenowa.

“Apostamos em estar sempre à frente no mercado e os nossos key drivers são as novas possibilidades oferecidas pela digitalização e a indústria 4.0, bem como a economia circular”, conclui.

Riopele é uma empresa famalicense, fundada em 1927 e que conta com um milhar de colaboradores entre os seus quadros. A Riopele conseguiu realizar de forma adequada a adaptação ao paradigma da indústria do futuro, uma vez que tem assumido uma posição de liderança tecnológica ao nível dos princípios indutores da economia circular.

Riopele produz tecidos inteiramente fabricados com materiais recicláveis e com propriedades funcionais de vanguarda. Salientem-se três projetos que se encontram na vanguarda da inovação e na fronteira do que melhor se faz a nível internacional, sendo desenvolvidos em parcerias com centros tecnológicos de excelência, como o CeNTI e o CITEVE. O objetivo do  seu projeto Nano.Smart é fazer, por exemplo, com que os tecidos sejam fáceis de limpar ou tenham boa solidez à cor. Por outro lado, com o R4Textiles a Riopele trouxe à luz do dia a marca Tenowa, para vestuário feito com tecido produzido com matéria-prima 100% reciclada.  Já o projeto Texboost, que a empresa lidera e que envolve um investimento próximo dos 10 milhões de euros, traduz o esforço ímpar para concretizar um elevado número de novas soluções de I&D.

No seu Open Day, José Alexandre Oliveira, o presidente da Riopele, referiu: “Estamos a reinventar este modelo de negócio que é muito antigo, mas que está sempre muito moderno”.

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Fonte: Famalicão MadeIN

 

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Categorias: Economia

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