Viver a Crédito | 2017. Crédito à habitação aumentou 40%, crédito automóvel cresceu 20%

Viver a Crédito | 2017. Crédito à habitação aumentou 40%, crédito automóvel cresceu 20%

Montante de crédito à habitação concedido subiu 40%

De acordo com dados agora divulgados pelo Banco de Portugal referentes a 2017, pelo terceiro ano consecutivo, o mercado do crédito à habitação registou em 2017, crescimentos significativos no número de contratos celebrados e no montante de crédito concedido, embora de amplitude inferior aos observados nos anos anteriores. Ao todo, foram celebrados cerca de 77 500 novos contratos e concedidos 7,7 mil milhões de euros de crédito à habitação, que corresponderam a crescimentos de 32,3% e 40%, respetivamente, face a 2016.

Todavia, refere esta instituição que o valor global da carteira de crédito à habitação a 31 de dezembro de 2017, diminuiu para 87,7 mil milhões de euros (89,2 mil milhões de euros em final de 2016), uma vez que o aumento da contratação não foi suficiente para compensar os reembolsos antecipados e os vencimentos ocorridos em 2017.

O montante médio e o prazo médio dos novos contratos de crédito à habitação aumentaram em 2017, face ao ano anterior. O montante médio subiu de 94 160 euros, em 2016, para 99 670 euros, em 2017. Já o prazo médio dos contratos de crédito à habitação celebrados em 2017  passou para 33,3 anos, mais seis meses do que em 2016.

A taxa de juro variável continuou a ser o tipo de taxa mais frequente nos contratos de crédito à habitação celebrados em 2017 (81,3%), embora tenha perdido alguma importância relativa face a 2016 (83,7%). Em contrapartida, o número de contratos com taxa mista aumentou significativamente (mais 68,3%, face a 2016), pelo que estes contratos passaram a ter um peso de 16,9% em 2017 (13,3% em 2016). Os contratos celebrados a taxa de juro fixa perderam importância, representando 1,8% dos novos contratos, o que compara com 3%, em 2016.

A generalidade dos contratos celebrados com taxa de juro variável foram indexados à Euribor a 12 meses (92,5% dos contratos, face a um peso de 85,2% em 2016). O spread médio dos novos contratos de crédito à habitação a taxa de juro variável diminuiu em 2017, fixando-se em 1,74 pontos percentuais (menos 0,25 pontos percentuais do que o valor de 2016), reforçando a tendência de decréscimo observada desde 2015 e atingindo um nível idêntico ao dos contratos celebrados em 2010 ainda em carteira.

No ano passado, foram realizados quase 72 500 reembolsos antecipados totais em contratos de crédito à habitação, no valor de 3,9 mil milhões de euros, valores superiores em 25,5% e 35%, respetivamente, aos observados em 2016.

 

Mercado do crédito ao consumo manteve crescimento, impulsionado pelo crédito automóvel

Em 2017, assinala também o Banco de Portugal que o montante de crédito aos consumidores manteve, em 2017, a trajetória de crescimento verificada desde 2013. O aumento foi de 12% face ao ano anterior, ainda assim inferior aos crescimentos verificados em 2016 (17,5%) e em 2015 (23%). O número de contratos celebrados aumentou 5%, o que representa também um abrandamento face aos crescimentos verificados em 2016 (6,5%) e 2015 (7,8%). Em 2017, o número de contratos celebrados ultrapassou pela primeira vez o valor registado em 2010, ano que precedeu a contração do mercado de crédito aos consumidores.

O aumento do montante de crédito concedido foi transversal, embora continue a destacar-se o  crescimento do crédito automóvel (mais 20,4%, face a 2016). O crédito pessoal apresentou um crescimento de 8,4%, face a 2016. Os prazos médios de contratação do crédito pessoal e do crédito automóvel aumentaram para 4,4 anos e 6,7 anos (mais 2 meses e mais 5 meses, respetivamente).

Em resultado do crédito automóvel ser sobretudo concedido através de pontos de venda e por instituições de atividade especializada, aumentou o peso deste canal de comercialização e deste tipo de instituição.

O custo do crédito continuou a diminuir em 2017. A taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) média do mercado diminuiu 0,6 pontos percentuais, entre o quarto trimestre de 2016 e o quarto trimestre de 2017. Em 2017, a TAEG média diminuiu em todos os tipos de crédito, face a 2016, sendo mais significativa no crédito revolving(menos 0,9 pontos percentuais).

vn online | crédito habitação e automóvel em 2017

 

 

Fonte: Banco de Portugal:

Imagens: Passos ZamithAn by An

 

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Categorias: Economia

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