Braga para Todos

Mobilidade | Movimento critica Ricardo Rio e oposição pela compra de autocarros a gás agravantes da qualidade do ar

Mobilidade | Movimento critica Ricardo Rio e oposição pela compra de autocarros a gás agravantes da qualidade do ar

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O movimento cívico Braga para Todos censura a decisão política de Ricardo Rio e seu executivo na Câmara Municipal de Braga de adquirir para os os Transportes Urbanos de Braga (TUB), num investimento global de 10 milhões de euros na renovação de 1/3 da sua frota, 36 novos autocarros, e questiona-o pela mudança de posição em relação à compra destes, uma vez que em 2017 estava previsto serem elétricos.

 

 

Segundo o movimento Braga para Todos, esta seria “uma compra a pensar no futuro, com base nas recomendações europeias”, mas em 2018 o autarca bracarense “regride na sua palavra ao comprar veículos a gás, ineficazes para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.” Nesse sentido, o movimento, para além da crítica, solicita esclarecimentos adicionais explicativos da decisão tomada, uma vez que, considera, “Braga tem tecnologia e todas as condições necessárias para ser a cidade com mais veículos elétricos a circular”, o que permitiria melhorar a qualidade do ar da cidade. Esta pode ser acompanhada no motor de busca BreatheLife, da Organização Mundial de Saúde, por exemplo.

 O movimento  Braga para Todos afirma não entender a política do edil, mas também das oposições, tecendo duras críticas a um e outros: “Ricardo Rio precisa de uma estratégia para Braga e isso tem de contemplar o futuro. A sua falta de liderança e não cumprimento do seu programa eleitoral estão a ultrapassar os limites e o silêncio dos vereadores da oposição mostram a falta de capacidade para o cargo.” O Braga para Todos afirma-se  surpreendido pelo voto favorável da CDU, “apenas justificável pela  falta de conhecimento do que se fez na TUB a nível tecnológico  nos últimos 5 anos”, e mostra a sua perplexidade perante a abstenção do PS “quando  o próprio partido, a nível nacional, fomenta esta transição:”

O movimento recorda que, “em 2017, a empresa municipal de transportes urbanos – TUB – anunciou a aquisição de 31 veículos elétricos, uma compra a pensar no futuro da mobilidade em Braga  e amiga do ambiente.” Acrescenta ainda o Braga para Todos: “Estes  veículos traduziam-se num investimento de 14 milhões de euros que permitiria à  TUB  ficar com um quarto da sua frota movida a energia elétrica”, concluindo daí que esta seria “uma aposta vencedora a pensada em termos económicos e ecológicos e a um passo para a criação de uma cidade sustentável.” Mediante estes considerandos, “Braga faria parte  dos primeiros projetos aprovados pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência dos Recursos (POSEUR)”, mas, afinal, “um ano depois Ricardo Rio afirma que vai comprar 14  autocarros a gás comprimido, depois ainda mais 13 a gás  e 3 elétricos (sendo esta última compra de 3 autocarros  para não ser penalizado). Conclui o movimento Braga para Todos  que, “no total, Braga comprará  27 autocarros a gás, quando as metas europeias  e do atual governo defendem a  substituição a frota por veículos elétricos, pelo que”, desafiam, “há muita coisa a ser explicada”.

O movimento alerta também para a existência de autocarros em tempo de fim de circulação permitida, bem como para a existência de equipamento de compressão do gás a necessitar de substituição: “Neste momento, o cenário é Ricardo Rio abdicar do financiamento e optar por comprar autocarros a gás, ou seja, gastar a longo prazo mais dinheiro e perpetuar a poluição do ar em Braga.”

O Braga para Todos considera que “comprar, hoje, uma frota a gás é permitir que Braga continue a ser das cidades com pior ar do país”, remetendo para estudos da Federação Europeia de Transportes e Ambiente em que o  gás natural surge ineficaz na redução da emissão de gases. “Todos sabemos que as emissões dos gases com efeito de estufa são, em parte, provenientes dos transportes, existem metas da União Europeia para a descarbonização do setor, Braga dispõem de tecnologia para mudar a frota a gás para elétrica. Mesmo assim Braga insiste no impensável”, aduzindo ainda que “Ricardo Rio coloca a qualidade de vida dos bracarenses em jogo e age como se as alterações climáticas fossem uma invenção.”

Indignado com a mudança de posição de Ricardo Rio, o movimento Braga para Todos procura uma resposta esclarecedora sobre “os dados que o levam a afirmar com tanta convicção que uma frota elétrica não é viável. É preciso justificar e, acima de tudo, explicar o que aconteceu entre 2017 e 2018 para esclarecer a invocada necessidade de maturação da tecnologia. Chega de brincar com os bracarenses, com a vida das pessoas, dos animais e do planeta.”

 

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Categorias: Sociedade

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