‘Todo silêncio que concedo / todo sonho que durmo / conduz-me mais perto do nada’

Palavras de Mármore

Palavras de Mármore

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Cada palavra que escrevo,
cada palavra que chamo,
aproxima-me da morte
da qual até agora escapei.

Todo silêncio que concedo
todo sonho que durmo
conduz-me mais perto do nada
que ainda não ocupo.

Palavras,
palavras da tinta,
de prata, de ar, de água.

Palavras,
palavras de sempre,
agora, nunca, mármore.

Cada palabra que escribo,
cada palabra que callo,
me acerca más a la muerte
de la que todavía escapo.

Cada silencio que otorgo,
cada sueño que duermo,
me lleva más al borde de la nada
en la que todavía no acampo.

Palabras,
palabras de tinta,
de plata, de aire, de agua.

Palabras,
palabras de siempre,
de ahora, de nunca, de mármol.

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Obs: divulgado por ocasião do evento literário Raias Poéticas, 7ª edição, 2018 (Tradução: Pedro Costa).

A arte poética – experimentação da impossibilidade

 

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Categorias: Cultura, Literatura, Poesia

Acerca do Autor

Montserrat Villar González

Montserrat Villar González, Licenciada m Filologia Hispânica y Filología Portuguesa. Professora, poeta e tradutora. Presidente da Associação Cultural PentaDrama. Colaboradora em diferentes meios de informacão. Os seus poemas encontram-se publicados em diferentes livros, alguns deles antologias ou obras conjuntass, revistas literarias e blogs. Recebeu diversos prémios literários, entre os quais o Premio Sarmiento de poesia pelo conjunto da sua obra em 2015. Igualmente em 2015, publicou em Portugal a antologia Terra habitada, uma integral da sua obra.

Comentários

  1. Anónimo
    Anónimo 12 Maio, 2018, 13:33

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