27/4 a 22/6 | Santo Tirso

Escultura | Ângela Ferreira e Fernando José Pereira. Tempus fugit: Contrato (a tempo indeterminado)

Escultura | Ângela Ferreira e Fernando José Pereira. Tempus fugit: Contrato (a tempo indeterminado)

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De 27 de abril passado a 22 de junho próximo estará patente ao público, no Museu Internacional de Escultura, de Santo Tirso, a exposição Contrato (a tempo indeterminado) dos artistas plásticos Fernando José Pereira e Ângela Ferreira.

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O Tempo parece hoje querer fugir-nos das mãos, de tal forma se tem comprimido. Até ao nível da instantaneidade. E, isso, obviamente, provoca alterações que interferem connosco. Tudo se tornou, de repente, efémero. As amizades quase virtuais, os contratos de trabalho a tempo certo… precários, as capacidades de parar, de refletir, de pensar, relegadas para uma espécie de categoria obsolescente. Este pode ser um (entre muitos) retrato do nosso real. A exposição que agora se apresenta quer ter esse contacto íntimo com a realidade e, por isso mesmo, não abdica de a confrontar diretamente. Não para fornecer respostas, antes para a questionar, da forma peculiar que a arte o sabe fazer. Entre a escultura povoada por imagens e as imagens (vídeo) povoadas por elementos escultóricos se fazem os trabalhos apresentados por Fernando José Pereira e Ângela Ferreira.

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Fernando José Pereira nasceu no Porto, em 1961. Aí vive e trabalha.

Artista plástico utilizador de múltiplas formas de expressão, cursou Artes Plásticas – Pintura,  na Escola Superior de Belas Artes do Porto (1987). Mais tarde, graduar-se-ia com um Doutoramento em Belas Artes na Faculdade de Belas Artes de Pontevedra – Universidade de Vigo Espanha (2002).

Para além do intenso trabalho artístico realizado, Fernando José Pereira tem-se revelado um pensador sobre a arte e a estética, pelo que participa frequentemente em conferências refletindo sobre o assunto, bem como produzido uma extensa bibliografia.

Ângela Ferreira nasceu em Maputo, antiga Loutenço Marques, Moçambique, em 1958. Apesar disso, as suas origens são portuguesas. Viveu na Cidade do Cabo no período pós-Guerra Colonial, no tempo em que o apartheid ainda vigorava na África do Sul. Após esse período, deslocou-se para Lisboa, onde reside e trabalha. Ângela Ferreira licenciou-se em escultura e obteve o seu Master of Fine Arts (MFA) na Michaelis School of Fine Arts, na Universidade da Cidade do Cabo, e é doutorada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

O trabalho artístico de Ângela Ferreira reflete habitualmente as consequências do colonialismo e do pós-colonialismo na sociedade contemporânea.

 

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