17 e 22/4 | Vila Nova de Famalicão

Comunidade do Espírito | Apresentação pública dá a conhecer comunidade espiritual trans-ecuménica

Comunidade do Espírito | Apresentação pública dá a conhecer comunidade espiritual trans-ecuménica

Na próxima terça-feira, dia 17, pelas 21h30, Daniel Faria, autor do blogue Espiritualidade e Liberdade, dinamiza a apresentação pública da Comunidade do Espírito. Esta apresentação realizar-se-á na R-Equilíbrio, em Gavião.

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A Comunidade do Espírito preconiza uma espiritualidade macroecuménica, pluralista, inclusiva e ecológica. Será um dos parceiros do projeto nacional de meditação com a Terra, a ocorrer no domingo seguinte, 22 de abril, promovido pela Associação Fazedores de Mudança em cooperação com diversos movimentos e grupos de diversos locais do território nacional. Neste âmbito, a Comunidade do Espírito representará o Distrito de Braga.

O objetivo do projeto da meditação referido é contribuir para a promoção de uma consciência ética e ecologicamente responsável, baseada numa relação cada vez mais harmoniosa dos seres humanos entre si e com a natureza.

A Comunidade do Espírito defende o respeito pela Criação, enquanto manifestação do Espírito de Deus, bem como a reconciliação da humanidade com a natureza, na diversidade e riqueza das suas formas, considerando que a justiça ecológica é essencial para a sustentabilidade da vida na Terra.

A Comunidade do Espírito pretende afirmar-se como uma comunidade comprometida em viver uma espiritualidade libertadora, promotora da vivência do Mistério Divino – quer na sua imanência quer na sua transcendência -, da celebração da vida, do respeito por toda a Criação, do amor compassivo pela humanidade e defende a diversidade espiritual e cultural.

A Associação Fazedores de Mudança, coordenadora nacional do referido momento de meditação global, é uma organização da sociedade civil que visa promover a responsabilidade pelo bem-estar de todos e pela construção de uma sociedade plenamente integrada com os ritmos naturais do planeta, em que os valores do Ser se sobreponham aos do Ter e onde todos se possam considerar verdadeiramente livres e iguais.

Considerando que desde tempos imemoriais, a humanidade, na diversidade das suas culturas, tem buscado promover a relação com o Divino, a Comunidade do Espírito pensa existirem atualmente condições que propiciem o desenvolvimento da inter-espiritualidade e que estas possam constituir o cruzamento e o encontro de vivências espirituais, éticas e rituais das diversas tradições religiosas do planeta Terra.

Nesse plano, Daniel Faria observa que “um dos pilares essenciais ao desenvolvimento da inter-espiritualidade é a mística.” Com efeito, na origem histórica das religiões, inclusive daquelas que têm mais adeptos, existe uma fortíssima experiência mística, vivenciada na sua profunda radicalidade pelos mestres de sabedoria e compaixão e pelos seus discípulos espiritualmente mais comprometidos.

Assim, relembra Daniel Faria que “o hinduísmo tem a sua génese nos rishis, os mestres espirituais que viviam nas montanhas e nas florestas do subcontinente indiano, o budismo parte da iluminação de Sindhartha Gautama, o Buda histórico, o judaísmo radica na revelação divina a Abraão e aos outros patriarcas, a Moisés e aos demais profetas de Israel e, com raízes no judaísmo, o cristianismo surge do encontro de Jesus, o Cristo histórico, com Deus, uma experiência espiritual inédita, na medida que implica uma relação direta com o Divino sem mediações institucionais, relação que foi valorizada pela mística cristã. Por seu lado, o surgimento do islão radica na revelação divina a Maomé e na sua experiência mística, que serviu de inspiração à mística islâmica, na qual merece destaque o sufismo.” Consequentemente, “acreditamos que existem diversas formas válidas de vivenciar a relação e a experiência que nós, seres humanos, temos com o Divino. Para nós, o ser humano é mais importante do que aquilo em que crê”, acrescenta.

O dinamizador desta comunidade espiritual conclui: “Apelamos a uma compreensão filosófica e teológica que enfatiza a busca livre e independente da verdade espiritual como uma prática que todo o ser humano deve abraçar. Neste sentido, valorizamos a liberdade da consciência individual, a relação harmoniosa entre a ciência e a espiritualidade e o diálogo intercultural e inter-religioso.”

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Categorias: Agenda

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Pedro Costa

Diretor e editor.

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