Turismo | FAMALICÃO. TURISMO TÊXTIL

Turismo | FAMALICÃO. TURISMO TÊXTIL

Depois de “Gosto de Viver Aqui”, Vila Nova de Famalicão apresentou recentemente uma nova  marca – “Famalicão Cidade Têxtil”.

Esta nova marca surge como consequência de um património vasto de indústria, o mais importante e influente do país, e de anos de impacto socioeconómico e cultural dessa mesma indústria que já fez muito bem mas, de igual modo, muito mal ao concelho, principalmente nas suas épocas de maior crise.

O têxtil apresenta-se, sem qualquer dúvida, como um dos maiores geradores de património material e imaterial da região. Por cada empresa bem sucedida, o nome do concelho espalha-se pelas bocas do mundo e faz um importante contributo para o PIB. Por outro lado, por cada empresa que se “afunda”, dezenas ou centenas de pessoas são levadas consigo para situações de precariedade e dramatismo. E é neste impacto, seja ele qual for, que podem entrar novas ideias de negócio na área do turismo.

Quando falamos em turismo, não o deveríamos fazer de ânimo leve ou com pouco conhecimento, só porque neste momento até está na moda, mas sim com consciência. Turismo é valorização de património histórico e sociocultural, é promover a região por aquilo que ela é e/ou foi, por aquilo que melhor a caracteriza. E nisso, Famalicão tem muito para mostrar e dar a conhecer a quem nos queira visitar, seja nacional ou estrangeiro, turista ou excursionista. A indústria, tanto pelas marcas positivas como pelas negativas, é uma imagem de marca do concelho, e ao valorizá-la com iniciativas turísticas é esta a mais nobre das homenagens aos nossos antepassados, tanto pelas suas vivências de prosperidade como nas de decadência.

Nos cerca de 7 anos em que vivi fora do meu concelho aprendi a vê-lo de outra forma, com os olhos de quem não vive cá e se apercebe que quando cá estamos nos passa ao lado a maioria das coisas que tem interesse para quem nos visita. E é essa perspetiva que me permite defender aquilo que hoje defendo: o valor turístico de Famalicão. Esse valor intrínseco pode e deve ser aproveitado pois, tal como foi noticiado nos últimos dias, o próprio Turismo de Portugal está a ficar preocupado com os fenómenos anti-turísticos. A solução passa pela “criação” de novos pontos de interesse, de novos destinos. Nós, famalicenses, teremos que estar bem atentos a esse processo e fazer o máximo possível para que possamos fazer parte dele.

 

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Imagem de destaque: Algodão (Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave – Vila Nova de Famalicão; divulgação).

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Outras imagens: Imagem de Marca Famalicão Cidade Têxtil (Made In – Município de Famalicão; divulgação).

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Categorias: Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Hélder Ricardo Martins

Natural de Vale S. Martinho. Colaborador da empresa “A Super 2000 – Máquinas Automáticas de Bebidas, SA”. Licenciado em Turismo pela Universidade de Évora. Técnico de Turismo/Profissional de Informação Turística pela E. P. Cisave de Guimarães. Enquanto estudante: Colaborador no setor de Apoio ao Estudante da AAUÉ (Associação Académica da Universidade de Évora); Representante dos estudantes no Conselho Consultivo do GPSA (Gabinete para a Promoção do Sucesso Académico); Representante dos estudantes no Conselho Pedagógico da Escola das Ciências Sociais, Humanas, Económicas e Politicas da Universidade de Évora; Presidente do NETUDUÉ (Núcleo de Estudantes de Turismo e Desenvolvimento da Universidade de Évora); Coordenação do setor de Apoio aos Núcleos de Estudantes da AAUÉ. Interesses: viagens e turismo, artesanato, gastronomia, vinhos, política e desporto.

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