24/3 | Os Ciclos da Vida. Boticelli, o simbolismo da primavera, por Isabel Areias da Nova Acrópole Famalicão

24/3 | Os Ciclos da Vida. Boticelli, o simbolismo da primavera, por Isabel Areias da Nova Acrópole Famalicão

No próximo sábado, ao final da tarde, na Casa do Território, no Parque da Devesa, a Nova Acrópole – Famalicão apresentará mais uma das suas conferências. Desta feita, o tema  é a Primavera, integrada numa série a que a associação denominou Ciclos de Vida. A conferencista será a sua diretora local, Isabel Areias. Esta propõe-se interpretar a simbologia das obras de Sandro Botticelli realizando uma viagem no tempo e no interior do Ser Humano.

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Apesar da instabilidade que lhe é inerente, a Primavera é uma época de crescimento e prosperidade, plena de vida e renovação.

Desconhecendo em concreto o conteúdo da conferência, uma vez que na documentação de divulgação da mesma são referidas duas obras fundamentais do pintor – A Primavera e O Nascimento de Vénus – deixamos aqui alguns elementos que poderão ajudar a enquadrar o que no próximo sábado será clarificado.

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A Primavera utiliza a técnica de têmpera sobre madeira. Produzida em 1482, muito provavelomente para um dos Medici, o quadro é um dos mais populares na arte ocidental, logo também dos mais falados, mas também um dos mais controversos. Em geral, a maioria dos críticos estão de acordo em que a pintura retrata um grupo de figuras mitológicas num jardim (alegoria para o crescimento exuberante da Primavera). Outros, no entanto, propõem um sentido diferente à obra, referindo que o mesmo ilustra o ideal do amor neoplatónico.

O Nascimento de Vénus é uma pintura encomendada por Lourenço, o Magnífico, o grande banqueiro e governante florentino, para instalar na sua Villa Medicea di Castello, provavelmente em 1485. A obra encontra-se atualmente exposta na Galleria degli Uffizi, em Florença. Trata-se de uma pintura realizada em têmpera sobre tela de grandes dimensões.

A pintura representa a deusa Vénus emergindo do mar, numa concha, já mulher adulta, conforme descrita na mitologia romana. O Nascimento de Vénus rompe com a tradição vigente até então, de pintura de temas relacionados com a tradição católica e é uma das poucas telas que conseguiram escapar ao fogo que destruiu tantas obras consideradas pagãs por aquele tempo de graves conflitos entre os diversos poderes terrenos que na penísula itálica de então se faziam sentir.

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Isabel Areias integra a Nova Acrópole desde há 16 anos é é atualmente diretora da Nova Acrópole Famalicão. Considera de suma importância “conhecermo-nos a nós próprios”. Por essa razão, dedica-se ao estudo da Natureza, Cultura, Filosofia, bem como das Antigas Civilizações e de histórias de vida inspiradoras.

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Data: 24 de março de 2018, 18h00

Inscrições: http://bit.ly/NAFama_Actividades

Entrada: Gratuita

Apoios : Município de Famalicão e Casa Do Território

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Categorias: Agenda

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Pedro Costa

Diretor e editor.

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