17/11 – 31/3 | Bombeiros Voluntários Famalicenses: Vida por vida, uma história de amor (1927-2017)

17/11 – 31/3 | Bombeiros Voluntários Famalicenses: Vida por vida, uma história de amor (1927-2017)

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No passado dia 17 de novembro passado, pelas 21h30, no Quartel dos Bombeiros Voluntários Famalicenses, foi inaugurada a exposição “Vida por Vida: uma história de amor (1927 – 2017).”, precisamente 90 anos depois da criação da respetiva Associação Humanitária. Esta exposição estará patente ao público até ao final de março próximo.

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Vila Nova - Famalicão Online | Agenda: Vida por vida, um amor.... |A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Famalicenses nasceu em 17 de novembro de 1927, também numa reunião que se encontrava agendada precisamente para as 21h30, na casa n.º 25 do Campo Mouzinho de Albuquerque, data em que foi feita a apresentação e aprovação dos seus Estatutos, aprovados nesse mesmo dia pelo Governador Civil de então, o famalicense José Maria Barbosa.

Estava, assim, fundada a nova Associação de Bombeiros Voluntários. Sob a égide de Álvaro Carneiro Bezerra (comandante do corpo ativo da associação existente na altura da cisão), foi instituída uma comissão administrativa composta por Clemente de Sousa Lopes (genro de Álvaro Bezerra), Amadeu Mesquita e Nelson Bouças. 

Álvaro Carneiro Bezerra (1880-1968) era um grande comerciante local, dono da Confeitaria Bezerra, sucessora da velha Confeitaria Guedes. Monárquico, foi vereador da Câmara Municipal durante o Sidonismo e a Monarquia do Norte (1919) e, mais tarde, em duas vereações durante os primeiros anos do Estado Novo (1934-1941). Participou em algumas associações locais e fez parte da comissão organizadora da primeira fase das Festas Antoninas, realizadas entre 1906 e 1912.

Um incêndio que destruiu a Confeitaria Guedes (de José da Silva Abreu Guedes, sogro de Álvaro Bezerra), ocorrido em 1890, foi o incidente que conduziu à criação, em Famalicão, dos bombeiros voluntários.

O segundo elemento da comissão administrativa era Clemente de Sousa Lopes (1901-1963), filho de Francisco da Silva Araújo Lopes, o dono da Sapataria Lopes, sucessora da velha Sapataria Pinto, a qual viria a dar origem, depois de vendida à Sapataria Paiva. Mas foi com a aquisição da Mercearia Damos, na Rua de Santo António, em 1922, que surgiria a génese da grande organização comercial que foi a firma C. Lopes & Cª, encerrada há poucos anos atrás.

Após ter passado pela direção, quer da Associação dos Empregados do Comércio quer da Associação Comercial e Industrial, Amadeu Correia de Mesquita Guimarães (1898-1977) foi o gerente local do Banco Ferreira Alves (que entretanto seria adquirido pelo também já extinto Banco Nacional Ultramarino). Representou, igualmente, em Famalicão a Companhia de Seguros Garantia, estando por isso ligado à construção do Hotel Garantia no mesmo lugar do velho Hotel Vilanovense. Seria mais tarde provedor da Santa Casa da Misericórdia (1961-1970), bem como o principal impulsionador da construção do atual Hospital de Famalicão.

Nélson Bouças (1902-1936), filho de Manuel António Bouças Júnior, o fundador da Padaria Bouças, em 1885, e neto de Manuel António Bouças foi, juntamente com outro galego, Manuel Giesteira, um dos principais mestres-de-obras em Famalicão, na segunda metade do século XIX. Falecido muito novo, Nélson Bouças era, profissionalmente, o tesoureiro das Obras Públicas em Castelo Branco, na altura da sua morte.

Estes quatro homens, juntamente com o grupo de bombeiros vindos da antiga associação, estiveram na origem da formação dos Famalicenses. Os jornais da época, nomeadamente o Estrela do Minho, em 4-11-1928) dá notícia de que a maioria do corpo ativo existente em 1926 se transferiu para a nova associação.

O primeiro quartel da Associação, surgido em 1928, situava-se no então Campo Mouzinho de Albuquerque. Os Bombeiros Famalicenses permaneceram nesse local apenas até 1929. Daí se transferiram para um novo quartel situado em frente à A Eléctrica na Rua Adriano Pinto Basto, onde se mantiveram até 1982, altura em que foi inaugurado o atual quartel onde a Associação Humanitária se encontra atualmente instalada.

Uma curiosidade interessante sobre esta associação é a da designação da primeira ambulância. De marca Citroën, adquirida em 1928, era apelidada de “Pombinha Branca” e constituiu, à época, uma importante inovação no trabalho desenvolvido pelos bombeiros em Famalicão: a criação dos serviços de saúde. Em notícia da época, referia-se que na semana anterior a ambulância tinha tido três saídas, o que demonstrava “o quanto se fazia sentir tão útil aquisição”.

A mostra, promovida pela própria Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Famalicenses, contou com o apoio da Câmara Municipal de Famalicão na sua organização, promoção e divulgação.

A exposição estará patente até 31 de março. A entrada é livre.

Para mais informações: 252 330 201

 

Ligações:

Bombeiros Voluntários Famalicenses

Bombeiros Voluntários Famalicenes – facebook

Município de Famalicão – Vida por vida, Uma história de amor (1927-2017)

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Imagens: Município de Vila Nova de Famalicão.

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Categorias: Agenda

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