Infância | Estará o meu filho a desenvolver-se bem?

Infância | Estará o meu filho a desenvolver-se bem?

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Esta é uma dúvida que assola quase todos os pais. A partir do momento em que nasce uma criança, nasce um amor incomensurável mas nascem também dúvidas, inquietações e preocupações nas mentes dos pais.

A voracidade e velocidade dos dias que correm não permitem que os pais assistam a este fenómeno maravilhoso que é o desenvolvimento normal da criança. Há uma pressa constante em que a criança atinja o próximo passo desenvolvimental e uma pressão social para que tal aconteça. Questões como “Já se senta?”, “Já anda?”, “Já fala?”, “Já deixou a fralda?”, “Já dorme a noite toda?”, acompanhadas da frase seguinte “Com essa idade o meu filho já…” muitas vezes preocupam desnecessariamente os pais.

Antes de mais relaxe, cada criança tem o seu ritmo de desenvolvimento e mesmo que a criança do vizinho já saiba contar até 10 aos 9 meses de vida, tal não significa que isso seja a norma. Vivemos numa era muito difícil para as crianças. Permita que a sua criança seja efetivamente criança e brinque, cresça, explore. Dê-lhe autonomia para que aprenda por ela. Confie no processo de desenvolvimento do seu filho e perceba que crescer também implica sujar-se e cair.

Confie nos profissionais de saúde que acompanham o seu filho, coloque-lhes todas as questões que o angustiam, mesmo que lhe pareçam dúvidas pouco legítimas.

Não esquecendo a premissa supracitada de que cada criança tem o seu ritmo próprio e que o desenvolvimento não é um processo estanque mas um contínuo, existem etapas chave que nos ajudam a perceber se o desenvolvimento da criança decorre dentro dos parâmetros definidos como normais. Por tal, esteja atento se:

Idade

Sinais de Alerta

3 meses

Não reage a sons.

Não sorri.

6 meses

Não segura a cabeça.

Não estatelece contato ocular.

9 meses

Não se senta.

Não produz sons.

12 meses

Dificuldade na alimentação à colher.

Não tenta deslocar-se (arrastar, gatinhar, andar)

18 meses

Não usa palavras isoladas.

Não reage quando brincam com ele.

Não anda.

2 anos

Não compreende ordens simples.

Vocabulário reduzido (menos de 20 palavras).

Não corre.

3 anos

Não combina duas palavras para formar uma frase (ex: dá pão).

Não sobe e desce escadas sozinho.

4 anos

Utiliza um discurso maioritariamente ininteligível.

Não desenha a figura humana (cabeça e pernas).

Não salta.

5 anos

Nao reconta acontecimentos do seu dia-a-dia.

Não faz tríade.

Não copia figuras geométricas.

6 anos

Dificuldades na articulação das palavras.

Não escreve o nome próprio (letra impressa).

Não salta ao pé coxinho.

 

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Categorias: Sociedade

Acerca do(a) Autor(a) do artigo

Sílvia Oliveira

Terapeuta Ocupacional, licenciada pela Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto - IPP. Doutoranda em Gerontologia no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar - Universidade do Porto, investigando na área da Gerontologia Ambiental e intervenção comunitária na zona norte de Portugal. Pós-graduada em Gestão das Organizações Sociais. Parte curricular do Mestrado Em Terapia Ocupacional - Especialização em Saúde Mental, pela ESTSP Formação em Neurofeedback na Medibrain. Formação em Intervenção nas Perturbações do Espectro do Autismo na Academia UFP. Exerce a sua actividade profissional na área da docência e intervenção terapêutica nas áreas da deficiência, Necessidades Educativas Especiais e Gerontologia e Geriatria. Co-autora no livro "Decisão Percursos e Contextos", com o capítulo "O Processo de Decisão na Terapia Ocupacional em Gerontologia" e no livro "Alzheimer e suas implicações", com o capitulo "Estimulação Multissensorial na Doença de Alzheimer".

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